Orto Questões

Fratura da patela, luxação aguda da patela e lesões do aparelho extensor

Trauma adultoResumo do capítulo35 min de leitura

Retináculos e extensão ativa, axial de MERCHANT, carga salina, patela bipartida, 3 mm de incongruência, banda de tensão, patelectomia, luxação lateral aguda, idade e local das rupturas tendíneas, patela alta e baixa, cerclagem a 30 graus e CODIVILLA.

Atualizado em 28/10/2026 · 35 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 60 · Patellar Fractures and Dislocations and Extensor Mechanism Injuries, em Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª edição (2025). Autores do capítulo: Philip K. Lim, Christen E. Chalmers e John A. Scolaro.

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de trauma adulto do Rockwood adulto, capítulo 60, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo foi escrito a partir do capítulo 60 do Rockwood and Green (10ª edição), na ordem em que as provas cobram o tema. Ele reorganiza as ideias do capítulo em português, explica o porquê de cada regra e mostra, no meio do texto, as questões reais do acervo sobre cada ponto. Os números são os do capítulo.

O capítulo trata de três lesões de um mesmo sistema, o mecanismo extensor: tendão quadricipital, retináculos medial e lateral, patela e tendão patelar. A pergunta que atravessa todas elas é uma só: o joelho ainda estende ativamente? Na fratura da patela, ela separa o tratamento com órtese da cirurgia; na ruptura de tendão, ela é o próprio diagnóstico. A banca cai aqui duas vezes por prova, quase todo ano, e gira em torno de poucos blocos: idade, local e mecanismo das rupturas tendíneas, as técnicas do tendão rompido há tempo (CODIVILLA, SCUDERI), o exame e as incidências da fratura e a lesão osteocondral da luxação lateral.

Anatomia e biomecânica do mecanismo extensor

Cobrança confirmada · 3 questões

Osso e cartilagem

A patela é o maior sesamoide do corpo, dentro das fibras do tendão do reto femoral, abaixo da fáscia lata. A margem proximal é a base; a distal, arredondada, o ápice. Os centros de ossificação aparecem aos 2 a 3 anos. Os três quartos proximais são cobertos por cartilagem espessa, que pode passar de 1 cm; o polo distal não tem cartilagem, por isso muitas fraturas do polo distal são praticamente extra-articulares.

Uma crista longitudinal divide a superfície articular em facetas medial e lateral (a lateral costuma ser a maior); uma segunda crista, na borda medial, separa a pequena faceta ímpar (odd facet). WIBERG classificou a patela pelo tamanho das facetas: tipo I, medial e lateral côncavas e quase iguais; tipo II, medial côncava e menor; tipo III, medial convexa e menor. Displasias da faceta medial completam a série, até o tipo V (JAEGERHUT), sem faceta medial nem crista vertical.

Vascularização

Seis artérias formam um plexo dorsal, extraósseo e intraósseo, que mantém os fragmentos vivos mesmo na cominução: a genicular suprema, ramo da femoral superficial no canal de HUNTER; as quatro geniculares, ramos da poplítea; e a recorrente tibial anterior, ramo da tibial anterior que nasce cerca de 1 cm abaixo da tibiofibular proximal. O plexo superior fica atrás do tendão quadricipital; o inferior, sob o tendão patelar, na gordura. O sangue intraósseo entra sobretudo pelo terço médio da face anterior e pelo polo distal e perfunde de distal para proximal: essa perfusão retrógrada explica o risco de necrose do fragmento proximal depois da fratura.

Figura do original não reproduzida (sem licença de reprodução digital). Consulte a figura no livro.

Figura 60-5. Vascularização da patela: sistema extraósseo das geniculares (suprema, superior e inferior medial, superior e inferior lateral, recorrente tibial anterior) e suprimento intraósseo. Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª edição (2025).

Partes moles

  • Vasto lateral: insere-se na patela a cerca de 30 graus do eixo do fêmur; as fibras mais mediais vão à borda superolateral, as mais laterais, ao retináculo lateral e ao trato iliotibial.
  • Vasto medial: duas porções com ramos próprios do femoral: o longo, a 15 a 18 graus, e o oblíquo (VMO), mais distal, a 50 a 55 graus.
  • Reto femoral central e superficial (7 a 10 graus para medial) e vasto intermédio profundo, direto na base da patela. As fibras se misturam na inserção, mais do que a velha descrição em três camadas sugere.
  • Retináculos e trato iliotibial: são extensores secundários. Continuam a fáscia lata profunda, recebem fibras dos vastos e se inserem direto na tíbia proximal, por isso podem manter a extensão ativa com a patela quebrada.
  • Ligamento patelofemoral medial (LPFM): continuação extracapsular da camada profunda do VMO; vai, em leque, da borda superomedial da patela ao fêmur, posterossuperior ao epicôndilo medial e logo distal ao tubérculo adutor; cerca de 59 mm de comprimento, 12 mm de largura. É o principal restritor do deslocamento lateral da patela, com mais da metade da força de contenção medial.
  • Tendão patelar: do ápice da patela à tuberosidade da tíbia, com cerca de 5 cm, formado sobretudo pelas fibras centrais do reto femoral; nutrido por vasos da gordura (geniculares inferiores) e, na superfície, por vasos retinaculares.

Ligação e deslocamento

A patela tem duas funções. Ligação: no início da extensão, a partir da flexão máxima, transmite à tíbia o torque do quadríceps, que passa de 6.000 N em homens jovens, até oito vezes o peso. Em 135 graus, a ligação se faz pelo contato da tróclea com as facetas e com a face posterior do tendão quadricipital; de 45 a 135 graus, a faceta ímpar toca a face lateral do côndilo medial, e não a tróclea. Deslocamento: a patela afasta o tendão do centro de rotação, aumenta o braço de momento e eleva a força de extensão em até 50%. Essa função é mais importante de 45 graus até a extensão terminal: os últimos 15 graus pedem o dobro do torque, e a patela fornece os 60% adicionais desse final.

A compressão patelofemoral chega a 3 a 7 vezes o peso ao agachar ou subir escadas; com área de contato pequena, a tensão pode ser a maior entre as articulações de carga. A patela engata na tróclea por volta de 20 graus; o contato sobe na patela e é máximo a 90 graus; além disso, divide-se nas facetas medial e lateral.

ALBANESE mostrou que, quanto mais patela se preserva, menor a força que o quadríceps precisa fazer, com vantagem em manter um fragmento de pelo menos três quartos do comprimento. É a base de toda a conduta adiante: preservar osso.

Fratura da patela: mecanismo e lesões associadas

Cobrança confirmada · 2 questões

A fratura da patela é cerca de 1% de todas as fraturas; a incidência cresce com a idade e a perda de qualidade óssea, com distribuição bimodal (baixa e alta energia).

  • Trauma direto: a patela é anterior e pouco coberta. Pode ser de baixa energia (queda da própria altura, sentado ou em pé) ou alta (painel do carro). As cominutivas costumam ser de golpe direto de alta energia, e nelas se procura lesão do mesmo membro: luxação do quadril, fratura do fêmur proximal, fraturas e lesões ligamentares do joelho.
  • Trauma indireto: contração forte do quadríceps com o joelho fletido. A força quebra a patela e costuma se propagar ao retináculo, de modo que as lesões indiretas rompem mais retináculo que as diretas e, na maioria, tiram a extensão ativa. O grau de desvio reflete a lesão oculta das partes moles.
  • Na prática, a fratura mistura golpe direto, contração do quadríceps e impacto articular, e o desenho depende também da idade, do osso e do grau de flexão.

Padrões. A maioria tem um componente transverso, por tração excessiva no mecanismo extensor, no corpo, no ápice ou no polo distal. Pequenas avulsões proximais ou distais não podem ser ignoradas: costumam vir com lesão importante do tendão. O traço vertical costuma resultar de golpe direto num joelho parcialmente fletido, e pode não desviar se retináculo e extensor estiverem íntegros. A estrelada cominutiva resulta de golpe direto com impacto contra os côndilos e pode lesar a cartilagem da patela e do fêmur.

Lesões associadas. BOSTRÖM encontrou 15%; nas expostas, perto de 80%. CATALANO relatou 44% de fraturas ipsilaterais do membro inferior em expostas, contra cerca de 5% nas séries dos anos 1970. Pela direção da força no golpe direto, um estudo encontrou lesão do ligamento cruzado posterior em 25% das fraturas operadas. O trauma direto também pode deixar microfraturas subcondrais na ressonância sem fratura na radiografia.

Exame físico e fratura exposta oculta

Cobrança confirmada · 2 questões

A história típica é golpe direto, queda da própria altura ou quase queda com contração forte do quadríceps no joelho semifletido. A fratura desviada traz hemartrose aguda e defeito palpável e doloroso entre os fragmentos. Derrame pequeno com defeito ósseo palpável sugere ruptura dos retináculos, por onde o sangue escapou.

A competência do mecanismo extensor se testa com a elevação da perna estendida ou com a extensão, contra a gravidade, do joelho parcialmente fletido. A hemartrose grande dói e atrapalha o teste: aspira-se a hemartrose e injeta-se anestésico local na articulação. Estender o joelho não exclui a fratura; indica apenas que a manga retinacular está íntegra.

Ferida sobre a patela. Laceração ou escoriação pode ser fratura exposta oculta ou artrotomia traumática. Faz-se o teste de carga salina: aspiração da articulação e infusão de 150 mL de soro, com azul de metileno opcional; a saída pela ferida confirma a comunicação, e o caso vai para irrigação e desbridamento urgentes. Depois do exame, tala em leve flexão, gelo e elevação.

Imagem

Cobrança confirmada · 2 questões

Radiografias

AP, perfil e axial (tangencial) da patelofemoral, e o joelho contralateral para comparação.

  • AP: maior chassi possível, perna rodada até a patela apontar para cima; a patela deve ficar no meio do sulco, com o polo distal até 20 mm acima da linha dos côndilos. O AP subestima a cominução; olhe o fêmur distal e o planalto.
  • Perfil: define o padrão e a separação dos fragmentos e é a melhor vista do traço transverso; precisa ser verdadeiro (rotação controlada). Incidências em rotação interna e externa mostram melhor as facetas e servem no intra e no pós-operatório. Olhe o polo distal e a tuberosidade atrás de avulsões sutis.
  • Axial: joelhos fletidos 45 graus na borda da mesa, raio 30 graus abaixo da horizontal, chassi perpendicular, 6 a 12 polegadas abaixo dos joelhos. Só nela aparecem os traços verticais e marginais e os defeitos osteocondrais. É confortável no joelho com hemartrose.

Altura da patela

O índice de INSALL-SALVATI compara o comprimento do tendão patelar com a altura da patela; o capítulo dá 1,02 ± 0,13 como normal. Pela legenda da figura 60-3, razão tendão/patela acima de 1,2 sugere lesão do tendão patelar (patela alta). No perfil a 30 graus, o polo inferior projeta-se na linha de BLUMENSAAT; a 90 graus, o polo superior fica no nível ou abaixo da cortical anterior do fêmur. A perda dessas relações sugere lesão do mecanismo extensor. Atenção: uma frase do texto do capítulo inverte o sentido do índice (menor que 1 como patela alta); a legenda e a seção das fraturas dos polos (polo superior com patela baixa e índice reduzido, polo inferior com patela alta e índice aumentado) seguem o padrão.

Figura do original não reproduzida (sem licença de reprodução digital). Consulte a figura no livro.

Figura 60-3. Parâmetros de altura da patela: comprimento do tendão próximo ao da patela e polo inferior na linha de BLUMENSAAT; no AP, polo inferior até 2 cm do plano dos côndilos; a 90 graus, polo superior abaixo da face anterior do fêmur; o perfil mostra melhor o traço e a separação. Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª edição (2025).

TC e RM

A TC não é rotina na fratura isolada: a radiografia já mostra o traço transverso em 92,8% dos casos, mas só 16% eram transversas simples na TC (MISIR). Como as evidências de desvio e resultado vêm da radiografia, decidir pela TC pode indicar cirurgia além do que a literatura sustenta. Ela serve no planejamento das cominutivas, na pseudartrose, na consolidação viciosa e na fratura de estresse (sensibilidade de 71% em idosos osteopênicos, contra 30% da cintilografia e 0% da radiografia). A RM fica para suspeita de lesão tendínea, lesões condrais da luxação e fragmento osteocondral numa fratura que se pensa tratar sem cirurgia.

Patela bipartida e outros simuladores

Cobrança confirmada · 2 questões

A patela bipartida (ou tripartida) é variante normal, de fusão incompleta dos centros de ossificação. Incidência de cerca de 8%, quase sempre bilateral; o fragmento fica na região superolateral, com bordas lisas e corticalizadas (figura 60-2), sem dor, sem sensibilidade e com extensor normal. A radiografia do outro joelho confirma. A bipartida verdadeiramente unilateral é extremamente rara e pode ser avulsão antiga.

Outras situações próprias: a fratura em manga (sleeve) do esqueleto imaturo, avulsão do polo distal com grande parte da cartilagem articular; a fratura osteocondral do fêmur ou da patela, na estrelada de alta energia ou na luxação, que a radiografia pode não mostrar (RM com sequências de cartilagem); e a fratura após retirada de enxerto osso-tendão-osso para o LCA, de 0,2% numa série de mais de 1.700 reconstruções, em geral por queda ou reabilitação agressiva no pós-operatório, com fixação rígida recomendada mesmo com pouco desvio.

Classificação

Fundamento

A classificação da patela é descritiva. A da OTA usa o envolvimento articular e o número de fragmentos; não foi validada e tem utilidade clínica incerta, mas padroniza a pesquisa. Na prática, primeiro se separa desviada de sem desvio: desviada é a que tem separação acima de 3 mm ou degrau articular acima de 2 mm. Depois vem o desenho: transversa, estrelada (cominutiva), vertical (longitudinal), apical ou marginal e osteocondral (figura 60-4); a localização, no meio ou nos polos, muda o tratamento.

Padrões da fratura da patela no capítulo 60
PadrãoDados do capítuloRetináculo e extensão
transversa sem desvioaté 35% das transversas; terço médio a inferiorretináculos íntegros, extensão preservada
estrelada sem desviocerca de 65% das estreladas não desviam; golpe direto em flexão parcialextensão preservada; procurar lesão osteocondral
verticalcerca de 20%; faceta lateral, entre os terços médio e lateral; avulsão lateral em 75% na série de BOSTRÖMretináculos íntegros; escapa no AP
transversa desviada sem cominuçãocerca de 52% das desviadasseparação maior que 3 mm sugere, sem provar, ruptura retinacular
estrelada desviadaalta energia, cominução, possível exposiçãoa incongruência pode indicar cirurgia mesmo com extensor íntegro
polo proximalavulsão do quadríceps; desvio raro (cerca de 4%)extensão pode ficar; patela baixa
polo distalavulsão do tendão patelar; desvio em até 11,5%perda da extensão quase universal; patela alta

Figura do original não reproduzida (sem licença de reprodução digital). Consulte a figura no livro.

Figura 60-4. Classificação descritiva das fraturas da patela. Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª edição (2025).

Tratamento não cirúrgico e indicações cirúrgicas

Cobrança confirmada · 1 questão

O tratamento depende do padrão e do exame, sobretudo da integridade do mecanismo extensor, e também da idade, do osso, da expectativa e das lesões associadas. Os objetivos: preservar o máximo de patela (ligação e deslocamento), restaurar a congruência articular e devolver a integridade e a força do extensor.

Quem opera
Sem cirurgiaCom cirurgia
mecanismo extensor íntegrodéficit de extensão ou extensor incompetente
incongruência articular menor que 3 mmincongruência de 3 mm ou mais
comorbidade grave, sem condição anestésicafratura exposta
paciente que não andafragmentos ósseos ou condrais soltos

Quase qualquer padrão (transverso, estrelado, vertical) pode ser tratado sem cirurgia se esses critérios forem cumpridos. Técnica: 4 a 6 semanas de órtese ou tala em extensão; gesso cilíndrico se a adesão for duvidosa; elevação da perna estendida e isométricos cedo; carga em extensão com apoio; movimento só depois de calo na radiografia, com nova radiografia logo após. Resultados: BOSTRÖM tratou sem cirurgia 219 fraturas com incongruência menor que 3 mm, com 98% de bons e excelentes e sem relação com artrose em 8,9 anos; outras séries têm falha abaixo de 5%. Pacientes de baixa demanda toleram até pseudartrose pouco sintomática.

Os autores tratam sem cirurgia o extensor íntegro, a vertical, o desvio articular menor que 3 mm e o paciente sem condição anestésica: órtese articulada travada em extensão no paciente confiável, ou gesso cilíndrico da virilha ao tornozelo no idoso com risco de queda; isométricos e elevação da perna a partir de 1 semana, carga parcial imediata. As fraturas marginais e pequenas não articulares dispensam imobilização.

Fixação interna

Cobrança confirmada · 2 questões

Banda de tensão

Até o século 19 a fratura era tratada com tala em extensão (muita dor, pseudartrose e incapacidade) ou com a retirada da patela. O grande avanço veio nos anos 1950 com a banda de tensão anterior, adotada pela AO/ASIF. O princípio: o fio na cortical anterior (lado de tensão) converte a tração do quadríceps em compressão na superfície articular, e com a flexão a tensão passiva do extensor e a pressão dos côndilos aumentam essa compressão. Isso permite mobilizar cedo, o que a cerclagem e os parafusos isolados não permitiam.

Banda de tensão anterior modificada: incisão longitudinal mediana, sem descolar retalhos subcutâneos; limpar o foco, lavar corpos livres, simplificar o traço com parafusos ou fios; reduzir com pinça, com o joelho levemente fletido, e conferir a superfície articular pelo dedo ou pela vista, pelo rasgo retinacular. Dois fios de KIRSCHNER de 1,6 mm, paralelos, 5 mm abaixo da cortical anterior, dividindo a patela em terços (anterógrados ou retrógrados pelo foco); fio de aço 18 gauge atrás das pontas dos fios, colado ao osso (com jelco), em oito sobre a face anterior; apertar torcendo os dois ramos juntos, de preferência em dois pontos, ao menos três voltas, sem exagero; dobrar as pontas proximais 180 graus para trás e impactá-las; reparar os retináculos.

Força das montagens. A banda modificada e a amarria de MAGNUSON superaram a cerclagem e a banda padrão; no estudo de BENJAMIN, a cerclagem foi a mais fraca (até 20 mm de abertura) e a banda modificada, a mais forte. O oito horizontal com quatro ramos cruzando o traço comprimiu mais. Parafusos de 4 mm canulados com o fio por dentro tiveram, com a banda modificada, a maior carga de falha (CARPENTER) e, na clínica, 50% menos implantes sintomáticos que os fios de KIRSCHNER. As pontas dos parafusos não podem sobrar: o fio tensionado contra elas se rompe. Cabos trançados, poliéster e FiberWire são alternativas ao aço, com menos reoperação em séries pequenas.

Placas e outras técnicas

As placas de baixo perfil (2,0 a 2,7 mm, bloqueadas ou não, e as anatômicas) ganharam espaço nas cominutivas e no polo inferior, com maior carga de falha e menos abertura cíclica nos estudos, melhor função que a banda numa comparação, menos dor anterior e menos retirada de material. A técnica de LOTKE-ECKER (cerclagem periférica para reduzir a estrelada e banda longitudinal anterior por dois túneis a 1 cm das bordas) serve à estrelada que não aceita banda. A artroscopia e a fixação percutânea têm papel em casos escolhidos, mas não substituem a cirurgia aberta, que permite redução anatômica e reparo retinacular.

Pós-operatório: com fixação estável, carga conforme tolerância em órtese articulada com flexão limitada a 30 graus por 4 semanas; com fixação frágil ou paciente pouco aderente, gesso cilíndrico em extensão por 6 semanas.

Resultados e reoperação. A banda modificada teve 86% de bons e excelentes nas séries antigas, e a cerclagem, 70%. Mesmo com cirurgia "bem-sucedida", resta disfunção: menos força e resistência do quadríceps em 1 ano e dor anterior em 80% nas atividades diárias. A metanálise de DY mostrou reoperação de 33,6%, e o uso de fios de KIRSCHNER e implante saliente mais de 5 mm predisseram a retirada.

Figura do original não reproduzida (sem licença de reprodução digital). Consulte a figura no livro.

Figura 60-6. Montagens de fixação da patela: banda de tensão padrão e modificada, oito vertical e horizontal, MAGNUSON, cerclagem, parafusos de tração, LOTKE, parafusos canulados com oito, PYRFORD, amarria vertical separada, placa em cesta, placas de minifragmentos, malha e placa anatômica. Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª edição (2025).

Patelectomia parcial e total

Possível cobrança

Parcial. Indicada quando a cominução do polo distal ou de um fragmento não aceita fixação, e para retirar fragmentos desvascularizados ou soltos que virariam corpos livres; evitada quando a patela inteira é salvável. A decisão costuma ser tomada na cirurgia, então o material deve estar pronto. Preservam-se os fragmentos grandes e viáveis; com cominução do polo inferior, retiram-se os fragmentos livres e reinsere-se o tendão patelar com sutura de KRACKOW por três túneis longitudinais, amarrada com o joelho em hiperextensão, e repara-se o retináculo. Os autores fazem os túneis na margem articular, para evitar a inclinação da patela (a literatura diverge: MARDER achou melhor a reinserção anterior). A montagem pode ser protegida por cerclagem que passa acima do polo superior e pela tíbia atrás da tuberosidade, apertada com o joelho a 90 graus, porque em extensão limitaria a flexão. Pós-operatório: órtese em extensão e carga parcial por 6 semanas. Bem indicada, a parcial tem resultado parecido com o da fixação; nas cominuções do polo inferior, BOSTRÖM teve 88% de bons resultados com a parcial contra 74% com a fixação. A placa em cesta (basket plate) para o polo distal cominutivo teve bons ou excelentes resultados em todos os 98 pacientes de MATEJCIC, e, na comparação de KASTELEC e VESELKO, a osteossíntese do polo distal teve escore melhor e menos patela baixa que a ressecção do polo.

Total. Só como salvamento: cominução que não aceita fixação nem sutura, falha de fixação sem revisão possível ou osteomielite da patela. É contraindicada se qualquer parte puder ficar. Retirar a patela alonga o mecanismo extensor; é preciso encurtar por imbricação ou bolsa de tabaco, com tensão visível a 90 graus. O avanço do VMO para distal e lateral melhorou força e função num estudo randomizado (GÜNAL). SUTTON mediu perda de 49% da força e de 18 graus de movimento. Os autores nunca viram uma patela tão cominuída que não deixasse salvar um fragmento.

Fraturas expostas e periprotéticas

Relevância clínica

As expostas são 6% a 9% das fraturas da patela e são urgência: antibiótico, profilaxia do tétano, desbridamento, irrigação e fixação estável se possível; desbridamentos seriados se contaminadas. Na série de CATALANO, quase todas eram desviadas, 53% eram GUSTILO e ANDERSON tipo II, e não houve infecção profunda. A infecção chega a 10,7% (TORCHIA e LEWALLEN), mas a metanálise de DY não mostrou aumento significativo de infecção, pseudartrose ou reoperação.

As periprotéticas ocorrem em 0,68% a 5,2% das artroplastias do joelho. Fatores do tratamento: ressecção patelar, componente com pino central grande ou metálico não cimentado, cirurgias prévias, INSALL-SALVATI baixo e mau alinhamento dos componentes; do paciente: obesidade e osteoporose. O que decide é o extensor e a fixação do componente: componente fixo e extensor íntegro vão bem sem cirurgia; extensor roto pede reparo aberto, e componente solto, retirada com ou sem revisão.

O algoritmo dos autores para a fratura desviada

Fundamento

TC quando há suspeita de múltiplos fragmentos ou a radiografia não mostra bem. Sala com material de fixação e de patelectomia parcial: parafusos de 3,5 e 2,7 mm, fios de 1,6 e 2 mm, fio 18 gauge ou sutura número 5, jelcos 14 ou 16, parafusos canulados de 4,0 mm. Na fechada, a pele decide o momento: esperar 1 a 2 semanas com edema ou escoriações. Bloqueio da fáscia ilíaca (tão eficaz quanto o femoral e mais seguro, com evidência nível 1). Incisão longitudinal mediana com retalhos de espessura total; pequena artrotomia (lateral parapatelar ou no retináculo medial) para ver ou palpar a redução quando os retináculos estão íntegros.

  • Transversa (OTA C1.1): parafusos canulados de 4,0 mm, rosca parcial e ponta romba, com fio ou sutura em oito por dentro; guias retrógrados logo abaixo do "nariz" da patela, a 5 mm da cortical anterior.
  • Fragmentos maiores com traços adicionais (C2.1): simplificar para transversa com fios, parafusos ou miniplacas.
  • Longitudinal pura (B1 e B2): parafusos interfragmentares isolados.
  • Estrelada (C3): parafusos interfragmentares mais placa de minifragmentos dobrada sobre os polos, sutura periférica e suturas de KRACKOW nos tendões amarradas à placa; às vezes cerclagem e LOTKE-ECKER.
  • Polo inferior irrecuperável (C1.3, C2.3): patelectomia parcial, quatro ramos por três túneis na margem articular, calha no polo para osso esponjoso, cerclagem de proteção.

Luxação aguda da patela

Cobrança confirmada · 6 questões

Incidência anual de 5,8 por 100.000, 29 por 100.000 entre 10 e 17 anos. A lateral é a mais comum; a medial traumática é excepcionalmente rara. A maioria não volta a luxar: recidiva de 15% a 44% com tratamento conservador.

O padrão de lesão. As fraturas osteocondrais na borda medial inferior da patela são altamente sugestivas; fragmentos também se soltam do côndilo femoral lateral. A ressonância confirma a luxação mesmo depois da redução espontânea: derrame, contusão do côndilo femoral lateral e da faceta medial da patela, ruptura do LPFM e do retináculo, corpos livres. Lesão da cartilagem ocorre em até 95% dos primeiros episódios (26,5% do lado da patela e 15% no fêmur, numa revisão).

Conduta. Redução e imobilização em extensão (órtese ou gesso por 3 semanas na descrição clássica), carga imediata, flexão liberada ao longo de 3 a 4 semanas. No protocolo de ATKIN, imobilizador só para conforto, órtese estabilizadora e retorno ao esporte com movimento completo, sem derrame e com quadríceps a 80% do outro lado, sem recidiva em 6 meses. A hemartrose aumenta a chance de fratura osteocondral; o International Patellofemoral Study Group (2007) recomenda RM nos de alto risco (hemartrose grande), também para ver o retináculo medial, o LPFM e o VMO. A maioria dos autores fixa a fratura osteocondral grande e desviada.

Operar o primeiro episódio para evitar recidiva é controverso: houve melhor resultado no curto e médio prazo em alguns estudos, sem diferença no longo prazo. Indicações relativas: lesão osteocondral, fragmento livre, ruptura palpável do complexo LPFM, VMO e adutor, avulsão grande ou ruptura completa do LPFM na RM, subluxação na incidência de MERCHANT e falha precoce com nova luxação; considerar o atleta de alto nível e quem tem fatores predisponentes (displasia troclear, patela alta e TT-TG aumentado). Os autores: redução fechada, imobilização em extensão por cerca de 2 semanas, carga conforme a dor, RM se hemartrose grande ou fratura osteocondral na radiografia, depois órtese estabilizadora e fortalecimento do VMO.

Rupturas do tendão quadricipital e do tendão patelar

Cobrança confirmada · 12 questões

Quem rompe e por quê

Perda da extensão ativa depois de um trauma, sem fratura da patela, é ruptura do mecanismo extensor até prova em contrário: tendão quadricipital, tendão patelar, luxação da patela ou avulsão da tuberosidade. A idade separa os tendões: o patelar rompe mais abaixo dos 40 anos; o quadricipital, acima dos 40.

Tendão saudável não rompe. A sobrecarga de tração do mecanismo normal quebra a patela, o elo mais fraco; em modelos animais, é preciso cortar 50% a 75% das fibras para o tendão romper. As rupturas indiretas são o fim de uma degeneração crônica por microtrauma de repetição (tendinopatia hipóxica, degeneração mucoide, tendolipomatose, tendinopatia calcificante), embora possam ocorrer sem ela. Pródromos são comuns: dor, atrofia, sensibilidade junto aos polos, história de OSGOOD-SCHLATTER ou de joelho do saltador; estavam presentes em 46% dos jogadores profissionais de futebol americano antes da ruptura do tendão patelar. KELLY observou que os jovens precisam de degeneração mais avançada para romper.

O quadricipital rompe mais em doença sistêmica ou degeneração; a ruptura bilateral simultânea foi descrita em doença sistêmica ou obesidade; a bilateral do patelar é menos frequente.

Mecanismo: baixa energia, contração forte do quadríceps contra carga súbita do peso do corpo, com o joelho fletido: carga excêntrica. As rupturas costumam ser isoladas, mas na ruptura do tendão patelar em esporte de alto nível procura-se lesão do LCA.

Exame

Dor com estalo ou sensação de rasgo, incapacidade de apoiar e, sobretudo, falta de extensão ativa ou incapacidade de manter contra a gravidade o joelho estendido passivamente. A ruptura do patelar costuma atravessar todo o retináculo, com perda completa da extensão; a do quadricipital pode poupar parte dele, e alguma extensão ainda ser possível, quase sempre com déficit. O defeito é palpável logo após a lesão; com atraso, o hematoma se organiza e o defeito some. Hemartrose é comum; a punção do hematoma tenso pode aliviar a dor.

Tendão patelar contra tendão quadricipital
PatelarQuadricipital
idade mais comumabaixo de 40 anosacima de 40 anos
contextoatleta, pródromo de tendinopatiadoença sistêmica, degeneração, obesidade
retináculoem geral roto por completopode ser poupado em parte
extensãoperda completapode haver alguma, com déficit
localmais comum na inserção no polo inferior da patela, como avulsãoo capítulo descreve a avulsão do polo superior e a ruptura no meio do tendão
radiografia em perfilpatela altapatela baixa

Imagem

AP e perfil em toda suspeita; a radiografia é o meio mais custo-efetivo para a ruptura do patelar. No patelar roto, o quadríceps puxa a patela sem oposição: patela alta, acima da linha de BLUMENSAAT no perfil a 30 graus; fragmentos sugerem avulsão. No quadricipital roto: obliteração da sombra do tendão, massa suprapatelar, calcificações suprapatelares e patela deslocada para baixo; num estudo, 17 de 18 rupturas tinham ao menos três desses sinais. A ultrassonografia de alta resolução diagnostica rupturas completas e parciais, agudas e crônicas; a RM é eficaz, mas cara, e fica para as parciais, subagudas ou crônicas.

Tratamento das rupturas tendíneas

Cobrança confirmada · 10 questões

A cirurgia virou padrão desde o fim do século 19 (QUENU). Sem cirurgia, só a ruptura incompleta com extensão ativa completa, ou o paciente sem condição cirúrgica ou imóvel: extensão por 4 a 6 semanas, depois movimento protegido, sem passar de 90 graus no início. A ruptura completa não tratada leva a marcha com joelho rígido ou circundução, falseio e dificuldade em escadas. Toda ruptura com perda da função extensora, partes moles adequadas e paciente apto é cirúrgica; nenhuma técnica se mostrou superior.

O tempo é o fator. Reparo precoce, nas primeiras 2 a 3 semanas, é o único fator associado a melhor resultado; o atraso piora a função e a satisfação (ROUGRAFF). No quadricipital agudo, 80% a 100% de bons e excelentes; KONRATH relatou 92% de satisfeitos, mas perda média de 12% de força do quadríceps e 51% sem voltar ao nível recreativo.

Tendão quadricipital agudo

Avulsão do polo superior: desbridar o coto, duas suturas inabsorvíveis número 5 em KRACKOW (quatro ramos), calha no polo superior, três túneis de 2 mm longitudinais de superior para inferior, ramos centrais pelo túnel do meio, nós no polo inferior sem amarrar sobre o tendão patelar (um ramo passa por trás dele), amarrados em extensão completa; reparar o retináculo e testar de 0 a 90 graus. Âncoras de 4,75 mm sem nó são alternativa, com resistência igual em cadáver e incisão menor. Ruptura no meio do tendão: sutura término-terminal; se frágil, retalho triangular de espessura parcial da face anterior do tendão proximal (2 polegadas de base, 3 de lado) rebatido sobre o reparo, ou enxerto. Reparos frágeis, mais comuns no quadríceps, ficam 4 a 6 semanas em gesso cilíndrico com carga.

Tendão patelar agudo

A maioria rompe na inserção no polo inferior da patela, como avulsão, pela menor rigidez das fibras na inserção e pela maior deformação no polo inferior; o meio do tendão é mais difícil (tecido ruim, risco de encurtar e criar patela baixa); a ruptura distal, na tuberosidade, é a menos comum e recebe reparo por túneis com semitendíneo e grácil.

Técnica dos autores: incisão do meio da patela à tuberosidade; desbridar; reparar os retináculos; duas suturas número 5 em KRACKOW; calha no polo inferior; três túneis de 2 mm de inferior para superior; nós no polo superior sem amarrar sobre o tendão quadricipital; radiografia em perfil para conferir a altura pela linha de BLUMENSAAT e pelo outro joelho antes de amarrar, em extensão. Reforço: túnel transversal de 2,5 mm 1 cm posterior à tuberosidade, fio 18 gauge ou fita de 2 mm passado sob o quadricipital junto ao polo superior, apertado com o joelho em alguma flexão (o capítulo cita 30 graus, na técnica de WEST), para não encurtar o tendão; depois, teste a 90 graus. WEST teve 100% de bons e excelentes em 30 casos, com movimento precoce e marcha sem órtese em 6 semanas. O semitendíneo pode reforçar.

Pós-operatório: órtese travada em extensão; flexão a partir de 2 semanas, de 0 a 45 graus, avançando 20 graus a cada 2 semanas, abaixo de 90 graus até 6 semanas; carga imediata com muletas por pelo menos 6 semanas; extensão ativa liberada em 6 semanas. Esporte competitivo só com 4 a 6 meses, depois de recuperar a força isocinética. Os resultados vão de 70% a 100% de bons e excelentes; a configuração da ruptura e a técnica não mudam o resultado, o tempo sim.

Rupturas crônicas

Quadricipital: com mais de 2 semanas, a retração do quadríceps pode chegar a 5 cm. Se o coto alcança a patela, reparo primário; se não, eleva-se o músculo do fêmur e liberam-se aderências; persistindo a falha, alongamento de CODIVILLA: V invertido de espessura total no segmento proximal, com a margem inferior 1,3 a 2 cm acima da ruptura, cotos suturados, retalho rebatido para distal e parte superior do V fechada lado a lado (há uma variação com plastia em Y). ONI e AHMAD transpuseram uma faixa de 2 a 5 cm do vasto lateral para pontes grandes. Os resultados são piores que os do agudo.

Patelar: o quadríceps sem oposição contrai o mecanismo. Descreveram-se tração pré-operatória com pino de STEINMANN na patela (5 libras, de 4 dias a 2 semanas), reforço com semitendíneo (com a patela abaixada até 1 polegada da superfície articular da tíbia, ou pela técnica de FRIEDMAN com âncora na tíbia lateral), aloenxerto e a reconstrução tardia de ECKER com semitendíneo e grácil, usando o INSALL-SALVATI para a altura e gesso por 6 semanas. Não há séries grandes; os resultados são inferiores aos do reparo agudo. O crônico é protegido por mais tempo: gesso cilíndrico com carga por 6 semanas, depois órtese de 0 a 45 graus, avançando 20 a 30 graus a cada 2 semanas.

Avulsão da tuberosidade da tíbia no adulto

Relevância clínica

Variante incomum das lesões do extensor, tratada como a avulsão do polo distal da patela: fragmento grande, parafusos de 3,5 ou 4,5 mm com cerclagem de alívio protegendo o reparo; fragmento pequeno demais, tendão reinserido na tíbia por túneis ou âncoras. As classificações de WATSON-JONES e OGDEN, que a banca cobra na criança, não fazem parte deste capítulo de adultos.

Complicações

Relevância clínica

  • Perda de movimento: com a fraqueza do quadríceps, a causa mais comum de resultado ruim, ligada mais à lesão que à técnica. A meta é 90 graus (sentar em lugar apertado, levantar da cadeira); sem 90 graus em 8 semanas, considerar manipulação sob anestesia, com cuidado para não romper de novo; artroscopia e liberação na contratura mais grave.
  • Fraqueza do extensor: atrofia persistente é comum e nem sempre tira função; o degrau articular residual se correlaciona com menos força. O déficit de extensão por fraqueza se trata com reabilitação vigorosa.
  • Material sintomático: até 40% de retirada por irritação em algumas séries, mais com cerclagem e banda; retirada eletiva resolve; a sutura inabsorvível no lugar do aço reduziu as reoperações.
  • Infecção e ferida: raras nas fechadas; não deixar suturas em linha com a incisão; incisão lateral à tuberosidade cobre melhor; dreno contra hemartrose. Nas expostas, até 10,7%: desbridamento, cultura, 6 semanas de antibiótico venoso, supressão oral até consolidar; a patelectomia total raramente é necessária.
  • Perda da redução: 0% a 20%; SMITH teve 11 em 51, metade por erro técnico na banda e metade por não adesão. Reoperar se o extensor falhar ou o desvio ou a incongruência aumentarem. Rerruptura do tendão vem do retorno precoce; esporte só com 4 a 6 meses.
  • Pseudartrose: até 15%; fatores: traço transverso, fratura exposta e tratamento não cirúrgico. O idoso tolera; no jovem ativo, reoperar (nenhuma pseudartrose consolidou com tratamento conservador numa revisão), com fixação rígida e enxerto autólogo; UVARAJ teve 91% de bons e excelentes.
  • Artrose: sinais radiográficos em 50% a 75% das operadas a longo prazo; a maioria responde a tratamento conservador; a inclinação da patela após reinserção não anatômica do tendão na patelectomia parcial foi implicada.

Controvérsias e o que falta saber

Fundamento

Com ruptura completa do mecanismo extensor, a indicação cirúrgica quase não se discute; o que segue em debate são as montagens e a reabilitação, por falta de estudos de qualidade (destacada pela revisão Cochrane). Alternativas ao aço na banda de tensão prometem menos irritação e reoperação; âncoras no reparo tendíneo e a patelectomia parcial parecem dar resultados semelhantes. Faltam uma classificação validada da fratura da patela e um escore de resultado próprio para as lesões do extensor; hoje se usam o escore de BÖSTMAN, o HSS modificado, Cincinnati, Lysholm, KOOS e Knee Society, nenhum desenhado para isso.

Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.

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