No tratamento da ruptura do tendão do quadríceps, a técnica de SCUDERI utiliza
- reforço com tendão do semitendíneo
- reforço com tendão do grácil
- retalho proximal invertido do tendão do quadríceps
- alongamento em Z do tendão do quadríceps
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Conceito-chave
O tendão do quadríceps prende o grande músculo da frente da coxa à borda de cima da patela. Ele costuma romper em pessoas acima dos 40 anos, muitas vezes com doenças que enfraquecem o tendão (como insuficiência renal, diabetes ou uso de corticoide), num movimento de contração forte com o joelho dobrado, como ao tentar evitar uma queda. O paciente perde a capacidade de estender o joelho ativamente e há um afundamento palpável acima da patela.
Na ruptura aguda, o tratamento padrão é a sutura direta: fios passados no tendão e fixados à patela por túneis no osso (suturas transósseas) ou por âncoras. Algumas técnicas existem para reforçar esse reparo ou para lidar com o tendão retraído, e cada uma tem um nome de autor:
A técnica de Scuderi usa o próprio tendão como reforço. O cirurgião retira um retalho triangular da parte de cima (proximal) do tendão do quadríceps, com espessura parcial, e o dobra para baixo, invertido, por cima da sutura. Esse retalho funciona como um remendo que protege o reparo.
A técnica de Codivilla é um alongamento em V-Y do tendão, usada nas rupturas antigas em que o tendão retraiu e as pontas não se encontram mais. Pode ser associada ao retalho de Scuderi.
Quando falta muito tecido, usam-se enxertos, como o semitendíneo ou o grácil (tendões da parte de trás da coxa) ou um aloenxerto.
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