A ruptura do tendão do quadríceps com acometimento bilateral ocorre mais frequentemente em
- homens com idade superior 40 anos.
- homens com idade inferior 40 anos.
- mulheres com idade superior 40 anos.
- mulheres, independentemente da idade.
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Conceito-chave
O tendão quadricipital é a parte de cima do aparelho extensor, que liga o quadríceps à patela. Sua ruptura é uma lesão do adulto mais velho, geralmente acima dos 40 anos, e bem mais frequente em homens. O ponto que rompe é uma faixa com pouca irrigação, cerca de 1 a 2 cm acima do polo superior da patela, onde o tendão vai degenerando com o tempo.
A ruptura bilateral, dos dois joelhos ao mesmo tempo, é rara, e quase sempre tem uma explicação: uma doença sistêmica que enfraqueceu os tendões. As mais clássicas são a insuficiência renal crônica (com o hiperparatireoidismo que costuma acompanhá-la), o diabetes, a gota, a obesidade, o lúpus e a artrite reumatoide, além do uso de corticoide e de antibióticos do grupo das fluoroquinolonas. Com o tendão já fragilizado, basta um trauma pequeno, como um tropeço em que o quadríceps contrai com força para evitar a queda, para os dois romperem.
O diagnóstico pode ser surpreendentemente difícil. Um paciente que de repente não consegue se levantar nem estender os joelhos pode ser confundido com um problema neurológico. A pista está no exame: um afundamento palpável logo acima das patelas, incapacidade de estender o joelho contra a gravidade e, na radiografia em perfil, as patelas baixas, porque o tendão patelar puxa para baixo sem oposição.
O tratamento é o reparo cirúrgico precoce dos dois lados e, sempre, a investigação da doença de base, que pode estar sem diagnóstico.
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