Paciente masculino, 32 anos, vítima de trauma direto no joelho esquerdo há 1 hora, com pouca dor e com integridade do aparelho extensor. Na imagem radiográfica a seguir, o diagnóstico diferencial mais provável com relação à fratura da patela é

- patela bipartida.
- osteonecrose da patela.
- pseudoartrose da patela.
- osteocondrite dissecante da patela.
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Conceito-chave
A radiografia mostra um fragmento separado na região superolateral da patela, com contornos regulares. No paciente com pouca dor e extensão ativa preservada, esse padrão favorece patela bipartida, não uma fratura aguda obrigatoriamente causada pelo trauma de uma hora atrás.
A bipartida resulta da fusão incompleta de centros de ossificação. O fragmento acessório costuma ficar superolateral, com bordas lisas e corticalizadas, e frequentemente existe também no outro joelho. O trauma pode motivar a radiografia e revelar uma variante que já estava lá; presença de um traço depois de uma queda não prova que o traço foi criado pela queda (Rockwood, 10ª ed., cap. 60, “Patela bipartida e outros simuladores”).
A comparação com o joelho contralateral ajuda porque o padrão costuma ser bilateral. O exame também importa: extensão ativa preservada indica continuidade funcional dos retináculos e do mecanismo extensor, embora não exclua toda fratura. Uma fratura aguda com retináculos íntegros também pode estender; é o conjunto de localização, margens e clínica que sustenta a hipótese.
O diagnóstico diferencial não deve apagar a história. Pseudartrose exige uma fratura que não consolidou, não apenas um fragmento visto no primeiro exame; uma lesão osteocondral envolve a superfície articular e deve ser investigada quando houver suspeita, especialmente após luxação. Nenhuma dessas alternativas explica melhor o padrão acessório superolateral mostrado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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