O momento de força resultante da carga na articulação femoropatelar na descida de escadas é maior do que o peso corporal em
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Conceito-chave
A patela funciona como uma roldana: ela aumenta o braço de alavanca do quadríceps e permite que o joelho seja estendido com menos força muscular. O preço disso é que, enquanto o quadríceps puxa a patela para cima e o tendão patelar puxa para baixo, a patela é esmagada contra o fêmur. Essa compressão é a força de reação femoropatelar.
Ela depende de duas coisas. A primeira é a força que o quadríceps precisa fazer: quanto mais o joelho está dobrado e carregando peso, mais o músculo trabalha para não deixar o corpo cair. A segunda é o ângulo de flexão: com o joelho dobrado, o quadríceps e o tendão patelar formam um ângulo mais fechado, e a resultante que empurra a patela contra o fêmur fica maior.
Por isso os números crescem conforme a atividade exige mais flexão sob carga. Os valores variam entre os estudos, mas a ordem de grandeza clássica é esta: na marcha em terreno plano, cerca de metade do peso corporal; ao subir escadas, cerca de 3,3 vezes; ao descer escadas, cerca de 3,5 vezes, porque o quadríceps trabalha freando o corpo com o joelho dobrado; e no agachamento profundo, de 7 a 8 vezes o peso.
Isso explica o padrão de queixas da dor femoropatelar e da condromalácia. A dor piora para descer escadas, agachar, ajoelhar e depois de ficar muito tempo sentado com o joelho dobrado, como no cinema. E orienta a reabilitação, que prefere exercícios com pouca flexão sob carga, para fortalecer o quadríceps sem esmagar a patela.
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