Paciente de 53 anos, com fratura periprotética desviada da patela, tipo III. A melhor conduta, entre as citadas a seguir, é:
- Imobilização rígida por 4 semanas.
- Imobilização articulada por 6 semanas.
- Osteossíntese de patela e troca do componente patelar.
- Remoção do componente patelar e osteossíntese de patela.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Fratura periprotética da patela: classificação de Ortiguera e Berry. Orienta o tratamento conforme a integridade do aparelho extensor e a fixação do componente patelar.
| Tipo | Aparelho extensor | Componente patelar | Tratamento |
|---|---|---|---|
| I | Íntegro | Estável | Conservador (imobilização em extensão) |
| II | Rompido | Estável ou solto | Cirúrgico: reparo do extensor, fixação ou patelectomia parcial |
| III | Íntegro | Solto | IIIa (estoque ósseo razoável): retirada ou revisão do componente; IIIb (osso pobre): retirada do componente com patelectomia parcial ou patelaplastia |
Por que retirar o componente solto. Um componente patelar solto sobre uma patela fraturada causa dor, desgaste e pode danificar o componente femoral. Recolocar um novo componente em uma patela fraturada e fina tem alto risco de falha; por isso, a conduta mais aceita é retirar o componente e tratar a fratura (osteossíntese quando o fragmento permite, ou patelaplastia), deixando a revisão do componente para casos com osso adequado.
Complicações. A osteossíntese da patela periprotética tem altas taxas de falha, pseudoartrose e infecção; por isso é evitada quando possível, mas pode ser necessária em fraturas desviadas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo