A ruptura do ligamento patelar é mais frequentemente localizada na sua porção:
- proximal, com desinserção
- proximal, com avulsão óssea
- distal, como desinserção
- distal, com avulsão óssea
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Conceito-chave
O tendão patelar (muitos livros chamam de ligamento patelar, porque liga um osso a outro, a patela à tíbia) é a última peça do mecanismo extensor do joelho. A força do quadríceps passa pelo tendão do quadríceps, pela patela e, por fim, pelo tendão patelar até a tuberosidade anterior da tíbia (TAT). Quando ele rompe, o paciente não consegue estender o joelho contra a gravidade e a patela sobe, porque o quadríceps a puxa sem nada que a segure embaixo. Essa patela alta é visível na radiografia em perfil.
A ruptura acontece mais na porção proximal, onde o tendão encontra o polo inferior da patela. É o ponto de maior concentração de tensão e também onde se instala a tendinopatia patelar, o "joelho do saltador", que enfraquece o tendão ao longo do tempo. A referência usada pela banca descreve essa falha proximal com avulsão óssea: o tendão arranca junto um pequeno fragmento do polo inferior da patela, porque a interface entre osso e tendão cede antes do próprio tendão. Esse fragmento pode aparecer na radiografia e ajuda no diagnóstico.
O reparo segue a mesma lógica: as suturas são ancoradas no polo inferior da patela, por túneis no osso ou por âncoras, e muitas vezes se acrescenta um fio de proteção entre a patela e a tíbia (cerclagem) enquanto a sutura cicatriza.
Na criança, o equivalente é diferente: a fratura em manga (*sleeve fracture*), em que o tendão arranca uma grande capa de cartilagem do polo inferior com uma lâmina fina de osso. Como a cartilagem não aparece na radiografia, a lesão é facilmente subestimada.
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