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Exame físico da mão e do punho

Mão e punhoResumo do capítulo36 min de leitura

DURKAN (compressão por 30 s) é o mais sensível (87%) e específico (90%) para o túnel do carpo; PHALEN o mais sensível dos clássicos, 60 s; TINEL o mais específico e menos sensível; ramo cutâneo palmar poupa a região tenar; FROMENT = adutor paralisado, FLP substitui; DUCHENNE garra, BOUVIER corrige a garra (extensor íntegro), WARTENBERG mínimo abduzido, PITRES-TESTUT 2º e 3º interósseos dorsais; GUYON zona II motora pura; MCGOWAN II fraqueza sem atrofia; BUNNELL-LITTLER positivo quando a IFP flete menos com a MF estendida (intrínsecos tensos); ELSON = bandeleta central aguda, BOYES = botoeira crônica; FINKELSTEIN = 1º compartimento; WATSON = escafoide, REAGAN = semilunopiramidal; TERRY THOMAS > 5 mm; impacto ulnar = hiperextensão, desvio ulnar e carga axial; LCU do polegar em 30 a 40 graus de flexão; ALLEN antes de retalho radial e de cisto volar; scratch collapse = rotação externa do ombro.

Atualizado em 03/11/2026 · 36 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 28 · Compression Neuropathies (com os capítulos 5, 6, 8, 10, 13, 14, 31, 56 e 60), em Green's Operative Hand Surgery, 7ª edição (2017), com o Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª edição, e o Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª edição (2026). Autores do capítulo: Susan E. Mackinnon e Christine B. Novak (capítulo 28).

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de mão e punho do Green, capítulo 28, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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Como ler este capítulo

Fundamento

Exame físico da mão é o tema em que a prova mais pergunta nomes próprios: um sobrenome, uma manobra, um achado. A armadilha é tratar cada sinal como figurinha solta. Quem decora "FROMENT = papel" erra quando a banca pergunta qual músculo falta e qual substitui; quem decora "BOUVIER = garra" erra quando a pergunta é o que a manobra prova. Este resumo organiza os testes pela pergunta que cada um responde: qual estrutura está sendo forçada, o que a falta dela deixa aparecer e o que o resultado muda na conduta.

O livro principal é o Green's Operative Hand Surgery, 7ª edição (cap. 28, de MACKINNON e NOVAK, e os capítulos de tendões, punho, transferências e vasos); o Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª edição, dá as tabelas de exame do punho (p. 160) e da mão (pp. 204-205); o Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª edição, dá os números dos testes do túnel do carpo (cap. 82) e o exame dos nervos (cap. 73). O Hoppenfeld disponível localmente é o de vias de acesso, sem texto, e não foi usado.

Como cobram: o túnel do carpo responde por quase um quarto das questões (qual teste é o mais sensível e específico); depois vêm os sinais do ulnar, o aparelho extensor, o punho e o ALLEN.

A ordem do exame: inspeção, palpação e amplitude

Cobrança confirmada · 1 questão

O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (cap. 6, Exame físico), põe na inspeção os achados que já sugerem o diagnóstico: desvio ulnar, pescoço de cisne e botoeira na artrite reumatoide; dedo rodado na fratura; nódulos de HEBERDEN (IFD) e BOUCHARD (IFP) na artrose; cordas palmares da DUPUYTREN. Dois achados são de nervo: atrofia tenar aponta o mediano e atrofia hipotenar e dos interósseos, o ulnar.

A palpação parte dos relevos fixos do punho (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 74, p. 3276): estiloide radial, tubérculo de LISTER, estiloide ulnar, pisiforme e tuberosidade do escafoide. O Netter dá o mapa: dor na tabaqueira = fratura do escafoide; sobre o semilunar, KIENBÖCK ou dissociação escafossemilunar; no pisiforme, artrite pisopiramidal ou tendinite do flexor ulnar do carpo; no primeiro compartimento, DE QUERVAIN; logo distal ao estiloide da ulna, lesão do TFCC.

A tabaqueira e os tendões do polegar. A tabaqueira fica entre os tendões do primeiro compartimento (abdutor longo e extensor curto) e o extensor longo do polegar, que vem do terceiro compartimento contornando LISTER; o Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 60, p. 2048), mostra a artéria radial na tabaqueira sob o extensor longo. Com o polegar estendido, o limite ulnar saliente é o extensor longo; o radial, o extensor curto. O Campbell (cap. 71, p. 3180) lembra que o extensor curto estende o polegar em bloco: para testar o longo, estabiliza-se a MF e pede-se extensão da IF e retropulsão.

Amplitude de movimento normal do punho e da mão (Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed., caps. 5 e 6)
ArticulaçãoMovimentoValor normal
Punhoflexão e extensão80 e 75 graus
Punhodesvio radial e ulnar15 a 25 e 30 a 45 graus
Antebraçosupinação e pronação90 e 80 a 90 graus (só 10 a 15 no punho)
Metacarpofalângica dos dedosflexão90 graus
Interfalângica proximalflexão110 graus
Interfalângica distalflexão e extensão80 e 10 graus
Polegarabdução radial e palmar50 e 70 graus
Polegarflexão da MF e da IF50 e 75 graus

Com todos os dedos fletidos, eles apontam para o escafoide; a MF imobilizada em extensão perde flexão porque os colaterais encurtam. O enchimento capilar volta em menos de 2 segundos (Netter, p. 204).

Tendões flexores e a tensão intrínseca: o teste de BUNNELL-LITTLER

Cobrança confirmada · 4 questões

Os flexores extrínsecos. Com os dois flexores cortados, o dedo fica estendido fora da cascata, e a extensão passiva do punho não produz o efeito tenodese (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 6, p. 183). O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 71, p. 3144), soma o aperto da massa do antebraço, que não flete o dedo lesado. Os testes ativos isolam cada tendão:

Testes dos flexores extrínsecos (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., p. 183; Netter, p. 205; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., p. 3144)
TendãoComo testarPor que funciona
Flexor profundo (FPD)estabilizar a falange média com a IFP em extensão e pedir flexão da IFDsó o profundo chega à falange distal
Flexor superficial (FSD)manter os outros dedos em extensão total e pedir flexão da IFP do dedo testadoos profundos têm ventre comum e ficam travados em extensão; quem flete a IFP é o superficial
Flexor longo do polegarestabilizar a MF do polegar e pedir flexão da IFé o único flexor da interfalângica do polegar

A flexão ativa presente não exclui lesão parcial (Green); no punho, o dedo pode fletir com o tendão cortado porque os profundos se intercomunicam (Campbell); e déficit de flexor num corte do dedo quase sempre vem com nervo digital lesado (Campbell, cap. 73, p. 3254).

Os intrínsecos: o teste de BUNNELL. Interósseos e lumbricais passam volares ao eixo da MF e dorsais ao das IF: fletem a MF e estendem as IF. Encurtados, o comprimento deles depende das duas articulações. O Green (cap. 10, p. 339) define o teste de BUNNELL (no Netter, BUNNELL-LITTLER) como o exame do efeito da posição da MF sobre a flexão da IFP: com a MF estendida, os intrínsecos ficam estirados; com a MF fletida, relaxados. É positivo quando a IFP flete menos com a MF em extensão do que com a MF fletida, e indica rigidez intrínseca. O Campbell (cap. 78, p. 3450) usa o mesmo teste para medir a deformidade intrínseco plus da mão reumatoide, e o Netter (p. 205) resume: MF estendida, IFP fletida passivamente; flexão difícil ou impossível = intrínsecos rígidos.

O Green acrescenta: o teste não separa interósseo de lumbrical (tensão maior em desvio ulnar sugere lumbrical), e o lumbrical tem teste próprio, o gancho passivo, positivo com BUNNELL normal. Com punho e MF fletidos, IF que não fletem indicam extensores aderidos; com punho e MF estendidos, IF que não estendem indicam flexores extrínsecos tensos.

O aparelho extensor: ELSON, BOYES e o ligamento retinacular oblíquo

Cobrança confirmada · 4 questões

A bandeleta central é a lesão fechada do dedo mais fácil de perder. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 71, p. 3180), explica: cortada a bandeleta, a extensão da IFP só se perde depois que as bandas laterais subluxam para volar; no primeiro dia a pessoa ainda estende o dedo. É preciso um teste que funcione antes da deformidade.

O mecanismo do ELSON. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 5, p. 155): com a IFP fletida passivamente ao máximo, a bandeleta central é puxada para distal e cria folga nas bandas laterais; a IFD fica frouxa e não estende ativamente. Se a bandeleta está rota, a folga não se forma e a força extensora chega à IFD.

A técnica. O examinador flete a IFP a 90 graus sobre a borda da mesa e pede extensão da IFP contra resistência (Green, pp. 155-156). Na ruptura aguda, não há força na IFP e aparece extensão com força, ou hiperextensão, na IFD. É o teste de exame mais sensível para a ruptura aguda da bandeleta central, de preferência sob bloqueio digital. O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 205), descreve igual: extensão rígida da IFD indica lesão do feixe central.

O BOYES e o tempo. No teste de BOYES (1970), a IFP é mantida em extensão e avalia-se a resistência à flexão passiva da IFD (Green, p. 156). Não ajuda na fase aguda; só fica positivo quando a botoeira se desenvolve, pela retração crônica das bandas laterais. Regra: ELSON agudo, BOYES crônico. Três semanas depois do trauma, as bandas já migram para volar e o exame mostra a IFP sem extensão e a IFD em hiperextensão rígida.

O ligamento retinacular oblíquo. LANDSMEER o descreveu (Green, p. 156) da bainha flexora, na face volar da IFP, até o tendão terminal: tensiona-se com a extensão da IFP e estende a IFD junto. A presença é discutida (SHREWSBURY e JOHNSON: menos de metade dos dedos; UEBA: 38 de 40 dedos, até 30% da resistência passiva à flexão da IFD, máxima com a IFP a 30 graus). No pescoço de cisne, bloquear a hiperextensão da IFP mostra se a IFD estende sozinha (Green, p. 168, manobra "tipo BOUVIER distal").

Testes do aparelho extensor do dedo (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., pp. 155-168; Netter, p. 205)
TestePosiçãoPositivoO que significa
ELSONIFP a 90 graus na borda da mesa, extensão contra resistênciaIFP sem força, IFD estende com força ou hiperestenderuptura aguda da bandeleta central
BOYESIFP em extensão, flexão passiva da IFDresistência à flexão da IFDbotoeira crônica (bandas laterais retraídas)
Bloqueio da IFP no pescoço de cisneimpedir a hiperextensão da IFPIFD estende todaa deformidade nasce na IFP
BUNNELL-LITTLERMF estendida, IFP fletida passivamenteIFP flete menosintrínsecos tensos (não é teste da bandeleta)

Sensibilidade: o que cada teste mede

Cobrança confirmada · 3 questões

O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 28, p. 927), separa os receptores da pele glabra: os de adaptação lenta (MERKEL, RUFFINI) respondem ao toque estático; os de adaptação rápida (MEISSNER, PACINI), ao toque em movimento. Cada grupo se examina pelo limiar (menor estímulo percebido) ou pela densidade de inervação (quantos receptores funcionam).

Regra que mais cai: na compressão crônica, o limiar altera cedo e os dois pontos só tarde. A compressão quebra a barreira hematoneural, desmieliniza e só no fim degenera axônios (Green, p. 922); enquanto houver axônios, a densidade se mantém. Por isso limiares (vibração, monofilamentos) quantificam as alterações precoces, e dois pontos servem mais para acompanhar a recuperação depois de sutura.

Testes de sensibilidade da mão (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., pp. 927-928; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., pp. 3255 e 3544)
TesteReceptor ou parâmetroQuando alteraValor de referência
SEMMES-WEINSTEINlimiar de pressão, adaptação lentacedonormal até 2,83; acima disso, comprometimento do mediano (sensibilidade 0,83 na STC)
Vibração (diapasão, vibrômetro de 120 Hz)limiar, adaptação rápidacedoassimetria com o outro lado; sensibilidade 0,87 na STC
Ten test (STRAUCH)toque leve em movimentotriagemnota de 0 a 10 comparando com área normal
Dois pontos estáticodensidade, adaptação lentatardenormal até 6 mm; acima de 5 mm na STC = disfunção avançada; acima de 8 mm, não funcional
Dois pontos móveldensidade, adaptação rápidatardeacima de 4 mm na STC = disfunção avançada
Sudomotor (ninidrina, teste da ruga)fibras autonômicas30 minutos após o cortesem suor ou sem enrugar = nervo interrompido

SEMMES-WEINSTEIN. Monofilamentos de náilon de diâmetro crescente em escala logarítmica (Green, p. 928); o mais fino percebido, encostado até dobrar, é o limiar. Cada tamanho tem uma graduação (normal, toque leve diminuído, sensibilidade protetora diminuída). O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 82, p. 3544): valor acima de 2,83 indica comprometimento do mediano.

Dois pontos. Técnica do Campbell (cap. 73, p. 3255): mão aquecida, compasso rombo no eixo da polpa, começando em 10 mm, duas respostas certas em três. Normal: 6 mm ou menos.

Zonas autônomas (Campbell, p. 3254): polpa do indicador = mediano, polpa do mínimo = ulnar, primeira comissura dorsal = radial. No corte do mediano no punho, o lado ulnar do anular continua sensível (é do ulnar) e a pele tenar costuma ficar preservada (ramo cutâneo palmar).

Sudomotor (Campbell, p. 3256): a pele denervada para de suar em cerca de 30 minutos; ninidrina ou, na criança, o teste da ruga (o dedo denervado não enruga na água).

Motor na mão (Campbell, pp. 3255-3256): do mediano, abdutor curto (polegar na polpa do anular ou do mínimo, palpando o ventre), oponente, flexor curto superficial e lumbricais do indicador e do médio; do ulnar, abdução do médio com a palma apoiada, FROMENT e abdução do mínimo contra resistência; do radial, nenhum músculo na mão (extensão do punho e das MF). O primeiro interósseo dorsal é do mediano em cerca de 10% das mãos.

Scratch collapse test (Green, cap. 28, p. 927): braços em rotação neutra, cotovelos a 90 graus; o paciente resiste em rotação externa isométrica dos ombros; arranha-se a pele sobre o local suspeito e repete-se a força. A perda da rotação externa, com o braço desabando para o abdome, é o positivo. Tem bons valores preditivos no túnel do carpo e no cubital e serve sobretudo com sintomas difusos e eletroneuromiografia normal.

O túnel do carpo: os testes provocativos

Cobrança confirmada · 9 questões

Quase sempre a pergunta é: qual teste é o mais sensível, o mais específico, ou os dois.

O princípio. Os testes de provocação aumentam a compressão ou a tensão sobre o nervo e são positivos quando reproduzem os sintomas no território (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 28, p. 924). São mantidos por 1 minuto, feitos nos dois membros e cada um comprime um só local. A pressão no canal sobe com flexão e com extensão (Green, p. 932): daí PHALEN e PHALEN invertido.

Os três clássicos. TINEL: percutir o nervo de proximal para distal; positivo é o choque irradiado aos dedos. PHALEN: cotovelos na mesa, antebraços verticais, punhos fletidos; positivo é dormência nos dedos radiais em até 60 segundos (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., p. 3544; o Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed., p. 160, diz 1 minuto). DURKAN: compressão direta do mediano no túnel com os polegares (ou bulbo com manômetro) por 30 segundos (Campbell, p. 3542).

Os números. O Campbell (cap. 82, p. 3542) dá a frase que a banca copia: entre os provocativos clássicos, o mais sensível é o PHALEN, e o TINEL é o mais específico e o menos sensível; o DURKAN foi mais específico (90%) e mais sensível (87%) que os dois. O Netter chama o DURKAN de "teste mais sensível para a síndrome do túnel do carpo".

Testes do túnel do carpo (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 82, tabela 82.2, p. 3544)
TesteComo se fazPositivoSensibilidadeEspecificidade
PHALENcotovelos na mesa, antebraços verticais, punhos fletidosdormência nos dedos radiais em até 60 s0,750,47
TINELpercussão leve do mediano, de proximal para distalchoque nos dedos0,600,67
DURKANcompressão direta do mediano no túnelparestesia em até 30 s0,870,90
Diagrama da mãopaciente marca a área dos sintomasface palmar dos dedos radiais, sem a palma0,960,73
SEMMES-WEINSTEINmonofilamentos na polpavalor acima de 2,830,83não informada
Vibrometria120 Hz na polpa, comparar ladosassimetria0,87não informada

Entre os clássicos, PHALEN ganha em sensibilidade (0,75 contra 0,60) e TINEL em especificidade (0,67 contra 0,47); é com isso que a banca derruba "o TINEL tem pouca especificidade e mais sensibilidade" ou "o PHALEN é o mais sensível e específico". O DURKAN vence nos dois quesitos.

O CTS-6 (Campbell, tabela 82.1, p. 3543) soma dormência no território do mediano (3,5), sintomas noturnos (4), atrofia ou fraqueza tenar (5), PHALEN positivo (5), dois pontos acima de 5 mm (4,5) e TINEL positivo (4); 12 ou mais dá sensibilidade de 95% e especificidade de 91%.

O mesmo raciocínio em outros nervos (Green, tabela 28.1, p. 926): mediano no antebraço, pressão sobre o pronador redondo com supinação; ulnar no GUYON, pressão proximal ao canal e PHALEN invertido; cubital, flexão do cotovelo com pressão; radial sensitivo, pronação com flexão ulnar do punho; plexo, braços acima da cabeça.

Do exame à conduta no túnel do carpo

Cobrança confirmada · 5 questões

O quadro. Parestesia ou dormência no polegar, indicador, médio e metade radial do anular; parestesias noturnas "quase patognomônicas"; piora em atividades de punho fixo; na fase avançada, fraqueza e atrofia do abdutor curto e do oponente (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 28, p. 930). Diagnóstico clínico, que a eletroneuromiografia confirma e estadia. Os fascículos superficiais sofrem antes, e o médio e o anular costumam ser atingidos antes do polegar (Green, p. 922).

A pele tenar normal. O ramo cutâneo palmar do mediano nasce antes do punho, radial ao mediano e ulnar ao flexor radial do carpo, e fica subcutâneo sem passar no túnel (Green, p. 932, fig. 28.8). Dormência nos três dedos radiais com pele tenar normal = compressão no túnel; tenar dormente = lesão proximal.

O exame motor. Cai a abdução palmar e a oponência do polegar, e a inspeção mostra hipotrofia tenar; o abdutor curto se testa levando o polegar à polpa do anular e palpando o ventre (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 73, p. 3255).

Os exames complementares. Velocidade de condução e eletromiografia são os confirmatórios (Campbell, cap. 82, p. 3542): latência motora distal acima de 4,5 ms e sensitiva acima de 3,5 ms são anormais; sensibilidade de 90%, especificidade de 60%, falso-negativos em 10%. O estudo só avalia fibras mielinizadas grossas (Green, p. 929). Ultrassonografia: área acima de 10 mm² no pisiforme, sensibilidade acima de 97%; ressonância não é útil (Campbell, p. 3545).

Quando o conservador falha. O Campbell (box 82.3, p. 3546) lista cinco fatores; três ou mais indicam provável falha do tratamento não operatório:

Fatores de falha do tratamento conservador do túnel do carpo (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., box 82.3, p. 3546)
FatorValor de corte
Idadeacima de 50 anos
Duração dos sintomasacima de 10 meses
Parestesiaconstante
Tenossinovite estenosante dos flexorespresente
PHALENpositivo em menos de 30 segundos
Leitura3 ou mais fatores = provável falha do conservador

A lógica é de gravidade: PHALEN que dispara em segundos e parestesia constante indicam nervo que já não se recupera entre os episódios. O conservador usa órtese noturna em neutro, onde a pressão no canal é mínima (Green, p. 932).

O mediano proximal e o interósseo anterior

Cobrança confirmada · 3 questões

O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 28, p. 937), descreve a síndrome do interósseo anterior como fraqueza do flexor longo do polegar, do flexor profundo do indicador, do pronador quadrado e às vezes do profundo do médio, com dificuldade para escrever e pinçar e sem perda sensitiva (o nervo não inerva pele); PARSONAGE-TURNER entra no diferencial. Sem o FLP e o FPD do indicador, a pinça de ponta vira pinça de polpa, com as distais estendidas. O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 204), traz na tabela motora: "flexão da IFD do indicador: fraqueza = lesão do FPD ou do nervo (NIA)". Já a compressão no pronador (pressão sobre o pronador com supinação, Green, p. 926) dá queixa sensitiva, inclusive tenar, por pegar o mediano antes do ramo cutâneo palmar.

Os sinais do ulnar: FROMENT, DUCHENNE, WARTENBERG e PITRES-TESTUT

Cobrança confirmada · 6 questões

O ulnar é o dono dos intrínsecos, e cada sinal epônimo é a falta de um intrínseco aparecendo. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 31, pp. 1046-1047), lista os sinais; o Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (caps. 73 e 76), dá a técnica e o par do FROMENT.

FROMENT. A pinça lateral do polegar contra o indicador depende do adutor do polegar e do primeiro interósseo dorsal, ambos do ulnar. O paciente segura firme uma folha entre a IF do polegar e a base da falange proximal do indicador enquanto o examinador puxa; com o adutor fraco, ele recruta o flexor longo do polegar e a IF flete (Campbell, cap. 73, p. 3256). O Green (p. 1046): flexão acentuada da IF ao pinçar folhas = paralisia do adutor e do primeiro interósseo dorsal, com a pinça substituída pelo FLP. O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 205), diz o mesmo. Regra: falta o adutor, aparece o flexor longo; quem pergunta "quais músculos o teste avalia" quer o par adutor e flexor longo.

JEANNE. Com o tempo, além da IF hiperfletida (FROMENT), a MF do polegar hiperestende por desequilíbrio dos extensores (Campbell, cap. 76, p. 3388); sem os intrínsecos ulnares, ELP e FLP são os únicos adutores que sobram e o polegar colapsa em "Z" (Green, p. 1056).

DUCHENNE. É a garra: MF em hiperextensão e IF em flexão no anular e no mínimo (Green, p. 1046), pela paralisia dos interósseos e dos lumbricais 3 e 4. É mais visível no uso; na hanseníase pega os quatro dedos em 63% (p. 1047). A flexão se inverte (IFD primeiro, MF por último) e o objeto é empurrado para fora da palma.

WARTENBERG. Incapacidade de aduzir o mínimo estendido contra o anular (Green, pp. 1046-1047): o extensor do mínimo o abduz sem oposição do terceiro interósseo palmar. Não confundir com a síndrome de WARTENBERG (ramo sensitivo do radial).

PITRES-TESTUT. Mão espalmada na mesa, dedos abduzidos, mover o médio de um lado para o outro (Green, p. 1046): testa o segundo e o terceiro interósseos dorsais e, feito rápido, revela perdas sutis. O Campbell (p. 3255) usa a mesma manobra e avisa que flexores e extensores longos confundem a leitura. Cruzar os dedos (médio sobre o indicador) testa o primeiro interósseo palmar e o segundo dorsal.

Sinais motores da paralisia do ulnar (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., pp. 1046-1047; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., pp. 3256 e 3388)
SinalO que se vêMúsculo que faltaQuem substitui ou desequilibra
FROMENTIF do polegar flete ao segurar o papeladutor do polegar e 1º interósseo dorsalflexor longo do polegar
JEANNEMF do polegar hiperestende na pinçaadutor e flexor curto profundoextensores sem oposição
DUCHENNEgarra do anular e do mínimointerósseos e lumbricais 3 e 4extensores na MF, flexores extrínsecos nas IF
WARTENBERGmínimo abduzido, não encosta no anular3º interósseo palmarextensor do dedo mínimo
PITRES-TESTUTnão move o médio de um lado a outro2º e 3º interósseos dorsaisnenhum
Cruzar os dedosnão cruza o médio sobre o indicador1º interósseo palmar e 2º dorsalnenhum

A garra: BOUVIER, o canal de GUYON e a classificação de MCGOWAN

Cobrança confirmada · 4 questões

A pergunta da prova é o que a garra significa para o tratamento, e a manobra de BOUVIER responde. O examinador bloqueia a hiperextensão da MF dos dedos em garra e pede extensão; com o aparelho extensor íntegro, a pessoa estende ativamente a IFP e a IFD e a garra se corrige (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 31, p. 1046). Na garra, o extensor comum gasta a excursão hiperestendendo a MF, sem intrínseco para fleti-la; segurando a MF, o examinador faz o papel do intrínseco e o extensor volta a agir nas IF. A BOUVIER prova que o problema é só a paralisia intrínseca.

A conduta sai do resultado (Green, p. 1047; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 76, pp. 3394 e 3405): BOUVIER positivo = extensor competente, procedimento estático (capsulodese de ZANCOLLI, tenodese) pode bastar, sobretudo se as IFP estendem com a MF fletida a 40 graus ou menos; negativo = transferência dinâmica.

O nível da lesão do ulnar. Garra, atrofia, FROMENT e WARTENBERG não localizam (Green, cap. 28, p. 941). O canal de GUYON (Green, p. 938) sim: zona I, proximal à bifurcação, déficit motor e sensitivo; zona II, ramo motor profundo, motor puro; zona III, ramo superficial, sensitivo puro. Garra e sinais dos interósseos sem alteração sensitiva = zona II.

MCGOWAN. Para o túnel cubital, só motora (Green, p. 941): grau I sem fraqueza; II fraqueza sem atrofia; III atrofia. O Campbell (cap. 82, p. 3554) traz a versão de MCGOWAN e DELLON: leve (parestesia intermitente, fraqueza subjetiva), moderada (fraqueza mensurável) e grave (parestesia persistente e fraqueza mensurável). FROMENT positivo sem atrofia cai no grau II.

O punho radial: FINKELSTEIN e a tenossinovite de DE QUERVAIN

Cobrança confirmada · 1 questão

O primeiro compartimento leva o abdutor longo e o extensor curto do polegar sobre o estiloide radial. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 56, p. 1916), manda fazer dois testes: o de EICHHOFF (polegar fechado na palma e punho forçado em desvio ulnar, dor "em faca") e o de FINKELSTEIN (segurar o polegar do paciente e abduzir rapidamente a mão para ulnar, com dor excruciante no estiloide). O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 160), descreve a versão ensinada na prática (polegar fletido na palma e desvio ulnar): dor no primeiro compartimento (ALP e ECP) = DE QUERVAIN. O que muitos chamam de FINKELSTEIN é, no Green, o EICHHOFF; os dois estiram os tendões sobre o estiloide.

O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 81, p. 3535), chama o FINKELSTEIN de sinal objetivo mais patognomônico, mas não diagnóstico sozinho; mulheres 6 a 10 vezes mais, pico no pós-parto e na lactação. O diferencial inclui a síndrome da intersecção (mais proximal, segundo compartimento), o gatilho do polegar, a artrose trapeziometacarpal e escafotrapeziotrapezoidal e a neurite do ramo sensitivo do radial. Nesta (WARTENBERG), os sintomas vêm com pronação e flexão ulnar do punho e o FINKELSTEIN também pode ser positivo, mas a DE QUERVAIN tem sensibilidade dorsorradial normal (Green, cap. 28, p. 948).

Dor no lado radial do punho pelo exame (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., pp. 948 e 1916; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., p. 3535; Netter, p. 160)
CondiçãoOnde dóiTeste que reproduzDetalhe que separa
DE QUERVAINestiloide radial, 1º compartimentoFINKELSTEIN e EICHHOFFsensibilidade dorsorradial normal
Síndrome da intersecçãomais proximal, 2º compartimentocrepitação ao mover o punholocal proximal
Síndrome de WARTENBERGramo sensitivo do radialpronação com flexão ulnar; TINELalteração sensitiva dorsorradial
Artrose trapeziometacarpalbase do polegarcompressão axial e rotação da CMCradiografia
Fratura do escafoidetabaqueirapalpaçãoradiografia

Instabilidades do carpo: WATSON, REAGAN e o sinal de TERRY THOMAS

Cobrança confirmada · 3 questões

WATSON, o teste do escafoide. O escafoide é o osso que liga as duas fileiras do carpo, e ele muda de posição com o desvio: em desvio ulnar fica estendido, alinhado com o antebraço; em desvio radial flete. O teste de WATSON (scaphoid shift test) usa isso. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 13, p. 436), descreve: o examinador põe quatro dedos atrás do rádio e o polegar na tuberosidade do escafoide (polo distal); com a outra mão leva o punho passivamente do desvio ulnar para o radial. A pressão do polegar impede o escafoide de fletir. Se os ligamentos escafossemilunares estão rotos ou alongados, o polo proximal subluxa dorsalmente para fora da fossa do rádio, com dor dorsorradial; quando a pressão é solta, o escafoide volta com um "clunk" típico.

O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 74, p. 3343), descreve o mesmo "teste do escafoide" de WATSON e BLACK (mão direita do examinador para o punho direito do paciente) e acrescenta o "catch-up clunk": sob carga, do desvio radial para o ulnar, o semilunar fica fletido até que "alcança" o escafoide de uma vez, com estalido. O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 160), descreve WATSON (desvio do escafoide) como empurrar dorsalmente o polo distal e trazer o punho do desvio ulnar para o radial; o estalido indica instabilidade carpal (dissociação escafossemilunar).

O Green ressalva que o WATSON é pouco específico (sinovite, cisto oculto e frouxidão generalizada também dão positivo) e cita outros achados do escafossemilunar: dor distal ao tubérculo de LISTER com o punho fletido e dor ao estender os dedos contra resistência com o punho parcialmente fletido.

REAGAN, o teste do semilunopiramidal. Do lado ulnar, o Green (p. 451) chama de achado patognomônico o balotamento de REAGAN: o examinador estabiliza firmemente o semilunar entre o polegar e o indicador de uma mão e desloca o piramidal e o pisiforme para dorsal e para palmar com a outra; dor, crepitação e deslocamento anormal são o positivo. O shear test de KLEINMAN é a versão com uma mão só: o indicador estabiliza o dorso do semilunar e o polegar empurra o pisiforme para dorsal, cisalhando a articulação. O Campbell (p. 3346) descreve o mesmo balotamento. O Netter (cap. 5, Instabilidade carpal) amarra os dois testes aos padrões: WATSON positivo com DISI (ruptura escafossemilunar) e REGAN positivo com VISI (ruptura semilunopiramidal).

LICHTMAN, o teste mediocarpal. Na instabilidade mediocarpal (não dissociativa), o Green (p. 460) usa o midcarpal shift test: reproduzir o "clunk" doloroso com translação palmar e desvio ulnar do punho em pronação, graduando de I a V conforme a força necessária para manter a subluxação (graus II e III aparecem em pessoas normais; no V o próprio paciente reproduz).

O sinal de TERRY THOMAS. É radiográfico, mas vem junto do WATSON na prova. O Green (p. 436) explica o nome: FRANKEL o batizou pelo diastema do comediante inglês. O sinal é positivo quando o espaço entre o escafoide e o semilunar parece anormalmente largo em comparação com o lado contralateral, medido no meio da faceta ulnar plana do escafoide. Um gap unilateral maior que 5 mm é diagnóstico de dissociação escafossemilunar. Os livros discordam no corte: o Campbell (p. 3343) considera alargamento acima de 2 mm (e lembra que 2 mm nem sempre têm sintoma); o Netter, acima de 3 mm para o padrão DISI. Como o alargamento bilateral não é raro, o Green insiste na radiografia comparativa com o punho cerrado.

Testes de instabilidade do carpo (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., pp. 436-460; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., pp. 3343-3346; Netter, p. 160)
TesteLigamento ou articulaçãoTécnicaPositivo
WATSON (scaphoid shift)escafossemilunarpolegar na tuberosidade do escafoide, desvio ulnar para radialdor dorsal e "clunk" ao soltar
Extensão dos dedos contra resistênciaescafossemilunarpunho parcialmente fletidodor no intervalo SL (sensível, pouco específico)
REAGAN (balotamento)semilunopiramidalsemilunar fixo, piramidal e pisiforme para dorsal e palmardor, crepitação, translação
KLEINMAN (shear)semilunopiramidalindicador no semilunar, polegar empurra o pisiformedor
LICHTMAN (midcarpal shift)mediocarpaltranslação palmar e desvio ulnar em pronação"clunk" doloroso, graus I a V

O punho ulnar: impacto ulnocarpal, fibrocartilagem triangular e a tecla de piano

Cobrança confirmada · 2 questões

O lado ulnar do punho reúne várias doenças que doem no mesmo lugar, e o exame as separa por manobras que carregam estruturas diferentes. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 14, p. 484), começa pela palpação com a ponta de um dedo: rádio e ulna distais, radioulnar distal, radiocarpal e ulnocarpal, estiloide da ulna, piramidal, pisopiramidal, hâmulo do hamato e intervalos escafossemilunar e semilunopiramidal. A dor na depressão mole entre o flexor ulnar do carpo, o estiloide da ulna e o piramidal sugere lesão do TFCC (o Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 74, p. 3316, chama de sinal da fóvea a dor à pressão nessa área, indicativa de lesão do ligamento ulnocarpal).

O impacto ulnocarpal. A cabeça da ulna, longa ou sob carga, bate no disco da fibrocartilagem e no semilunar e piramidal. O teste carrega exatamente essa área. O Campbell (p. 3316) dá a definição que a banca usou: o teste do impacto ulnar é hiperextensão e desvio ulnar do punho com compressão axial. O Green (p. 484) descreve variações do teste de estresse ulnocarpal: antebraço vertical sobre a mesa, carga axial pela mão, e o punho levado passivamente do desvio radial ao ulnar durante a prono-supinação (ou em flexo-extensão mantendo o desvio ulnar sob carga); reproduz os sintomas das rupturas do disco e da degeneração ulnocarpal. O press test é a carga feita pelo próprio paciente, empurrando-se para cima a partir dos braços da cadeira; o Campbell avisa que não é específico (dói na instabilidade da radioulnar distal e no impacto).

A instabilidade da radioulnar distal. Dois testes, ambos comparados com o outro lado (Green, p. 484). A tecla de piano: com o antebraço em pronação total, a cabeça da ulna instável fica saliente no dorso; o examinador a deprime para palmar e solta, e ela volta como uma tecla, com dor (Campbell, p. 3316: a ulna translada para dorsal e reduz com a pressão do polegar). O balotamento da radioulnar distal, em rotação neutra, avalia a translação anteroposterior do rádio sobre a ulna; num estudo em cadáver foi o mais acurado depois da desinserção foveal. O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 160), descreve a tecla de piano assim: estabilizar a ulna e transladar o rádio para dorsal e volar; frouxidão ou estalido indicam instabilidade da radioulnar distal. O Campbell acrescenta o shuck test: com o lado radial do punho fixo, estresse anteroposterior no lado ulnar.

Outras fontes de dor ulnar no exame. O Green separa: o extensor ulnar do carpo instável subluxa com supinação, flexão e desvio ulnar; a artrite pisopiramidal dói ao palpar e mobilizar o pisiforme; o semilunopiramidal se testa com o balotamento. O Campbell (p. 3316) dá o clique característico do TFCC: cerrar o punho, desviar para ulnar e pronar e supinar repetidamente; já o escafossemilunar dá dor e clique ao levar o punho cerrado do desvio ulnar para o radial.

Exame do punho ulnar (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., p. 484; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., p. 3316; Netter, p. 160)
ManobraTécnicaO que avalia
Impacto ulnarhiperextensão, desvio ulnar e compressão axialimpacto ulnocarpal
Estresse ulnocarpalcarga axial com desvio radial-ulnar e prono-supinaçãoruptura do disco do TFCC, degeneração ulnocarpal
Sinal da fóveapressão entre FUC, estiloide e piramidallesão do TFCC e do ligamento ulnocarpal
Tecla de pianopronação total, deprimir e soltar a cabeça da ulnainstabilidade da radioulnar distal
Balotamento da radioulnar distaltranslação AP em rotação neutrainstabilidade da radioulnar distal
Press testempurrar-se da cadeiracarga ulnar (pouco específico)
Mobilizar o pisiformepalpar e deslizar o pisiformeartrite pisopiramidal

O polegar: o colateral ulnar da metacarpofalângica

Cobrança confirmada · 1 questão

A lesão do ligamento colateral ulnar da MF do polegar é a do esquiador: desvio radial (abdução) forçado, como na queda segurando o bastão. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 8, p. 302), lembra que MOBERG e STENER acharam essa lesão dez vezes mais comum que a do colateral radial. A pergunta do exame é quando a lesão é completa, porque a completa pode ter a lesão de STENER (a aponeurose do adutor se interpõe entre o ligamento e a inserção) e precisa de cirurgia.

Por que testar em flexão. O colateral próprio fica tenso em flexão; em extensão, a placa volar e o colateral acessório dão estabilidade lateral. Por isso o Green diz que o exame em flexão é muito mais relevante para a lesão completa: um polegar estável em extensão pode ter o colateral próprio roto. O critério que a maioria usa é 30 graus de abertura do lado ulnar ao estresse radial com a MF em extensão e em 40 graus de flexão, ou 15 graus a mais que o polegar do outro lado. O autor confia mais na ausência de ponto final (endpoint): o ligamento roto deixa a articulação abrir sem resistência.

O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (p. 205), resume o teste em uma linha que vale a questão: estabilizar a MF e aplicar estresse em valgo em extensão e em 30 graus de flexão; lassidão em 30 graus = lesão do colateral ulnar; lassidão em extensão = lesão do colateral acessório e/ou da placa palmar.

O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 72, pp. 3207-3208), acrescenta a segurança: radiografia antes do estresse. Uma fratura-avulsão pouco desviada (menos de 2 mm) pode ser avulsão completa sem STENER, e estressar pode criar a lesão de STENER; na criança com fratura fisária, o estresse é contraindicado. Às vezes se palpa uma massa no lado ulnar que é o coto do ligamento deslocado sobre a aponeurose.

O teste de ALLEN e a circulação da mão

Cobrança confirmada · 4 questões

O que o teste mede. A mão recebe sangue pela radial e pela ulnar, que se ligam nos arcos palmares. O teste de ALLEN pergunta se cada artéria, sozinha, enche a mão. O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 60, p. 2037), descreve: exsanguinar a mão, comprimir a radial e a ulnar, e soltar uma delas. Se a palma continua pálida depois de soltar a ulnar, não há fluxo pela ulnar; se ao soltar a radial a mão inteira enche rápido, a radial é patente e o arco é completo. A ordem pode ser invertida para testar a outra. O Green resume: o teste é melhor descrito como fluxo ou não fluxo por uma artéria específica.

O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 75, figs. 75.1 e 75.2), dá a técnica clássica passo a passo: o paciente eleva a mão e fecha o punho enquanto o examinador oclui a radial e a ulnar; o paciente abre os dedos e a mão está pálida; solta-se só a radial e a cor volta; na trombose da ulnar, soltar só a ulnar deixa a mão pálida (teste positivo). Existe também o ALLEN digital, para as artérias digitais. O Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, 2ª ed. (pp. 160 e 204), descreve igual e interpreta: demora ou ausência do retorno da cor sugere comprometimento da artéria liberada.

O que o teste não mede. O ALLEN mostra se o arco é completo, mas não qual é o dominante (Netter, cap. 6). O arco superficial é completo em 78,5% das mãos e o profundo em 98,5% (Green, p. 2037); o Doppler de lápis sobre o arco dá mais informação (p. 2038).

Quando é obrigatório. Rotineiramente antes de qualquer intervenção na artéria radial (Green, p. 2036):

Indicações do teste de ALLEN (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., pp. 1489, 1522 e 2036; Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., pp. 3131, 3356 e 3596)
SituaçãoPor que testar
Retalho antebraquial radial (o "retalho chinês"), pediculado ou livrea mão vai depender só da ulnar e do arco
Excisão de cisto sinovial volar do punhoa artéria radial costuma estar aderida ao cisto
Punção ou cateter na radial; coleta para ponte coronárialesão ou trombose da radial
Suspeita de trombose da ulnar (martelo hipotenar)mão pálida ao liberar só a ulnar
Trauma ou esmagamento da mãofluxo de cada artéria e integridade do arco (com Doppler)
Planejamento de enxerto vascularizado ligado à ulnardecidir entre anastomose término-terminal e término-lateral

O retalho radial. O Campbell (cap. 70, p. 3131) descreve o retalho antebraquial radial, usado como fasciocutâneo, osteocutâneo ou livre, e diz que o ALLEN pré-operatório é necessário para avaliar o fluxo da ulnar; se o estado da ulnar não puder ser definido, a arteriografia dá a resposta. A técnica geral descrita pelo Campbell é a de FOUCHER, o que costuma virar distrator na pergunta sobre o teste. O Green (cap. 43, p. 1522) insiste: é crítico confirmar antes, com ALLEN e Doppler, que a ulnar e o arco estão intactos.

O cisto volar. O Campbell (cap. 83, pp. 3594-3596) descreve o cisto sinovial volar do punho, o segundo mais comum, geralmente radial ao flexor radial do carpo, nascendo do escafossemilunar volar, da radioescafoide, da escafotrapezial ou da trapeziometacarpal; a artéria radial costuma estar aderida ou envolvida pelo cisto. A primeira etapa da técnica de excisão é "fazer o teste de ALLEN no pré-operatório" para conhecer a contribuição de cada artéria. O cisto dorsal, por sua vez, nasce do ligamento escafossemilunar, e a bossa carpometacarpal é um osteófito dorsal fixo da segunda e terceira carpometacarpais, que se distingue do cisto pela radiografia tangencial (Campbell, pp. 3593 e 3601).

Fechamento

Fundamento

O exame da mão se organiza por perguntas simples. Para o túnel do carpo, o DURKAN (compressão direta por 30 segundos) é o mais sensível (87%) e o mais específico (90%); entre os clássicos, o PHALEN (flexão por 60 segundos) é o mais sensível e o TINEL o mais específico e menos sensível; a pele tenar fica normal porque o ramo cutâneo palmar não passa no túnel; a fase avançada tira abdução palmar e oponência; a eletroneuromiografia confirma. Para a sensibilidade, o limiar (SEMMES-WEINSTEIN, vibração) altera cedo e os dois pontos (normal até 6 mm) só tarde. Para o ulnar, FROMENT é falta do adutor com o flexor longo substituindo, DUCHENNE é a garra, BOUVIER a corrige quando o extensor está íntegro, WARTENBERG é o mínimo abduzido, PITRES-TESTUT testa o segundo e terceiro interósseos dorsais, a zona II do GUYON é motora pura e MCGOWAN II é fraqueza sem atrofia. Para os tendões, o superficial se isola travando os outros dedos, o BUNNELL-LITTLER é positivo quando a IFP flete menos com a MF estendida, o ELSON pega a ruptura aguda da bandeleta central e o BOYES só a botoeira crônica. Para o punho, FINKELSTEIN é o primeiro compartimento, WATSON o escafoide, REAGAN o semilunopiramidal, o impacto ulnar é hiperextensão com desvio ulnar e carga axial, e a tecla de piano é a radioulnar distal. O colateral ulnar do polegar se testa em flexão. O ALLEN vem antes de mexer na radial.

Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.

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