Sobre os tumores e massas do punho e da mão: a) Defina bossa carpal. (10pts) b) Aponte a localização anatômica mais comum da origem do cisto sinovial dorsal. (5pts) c) Indique a estrutura em risco no tratamento cirúrgico do cisto sinovial volar. (5pts) d) Cite o teste clínico que deve ser realizado rotineiramente antes do tratamento cirúrgico, explicando sua importância. (5pts)
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Conceito-chave
Massas do dorso e da face volar do punho são muito comuns, e a maioria é benigna: cistos sinoviais, bossa carpal, tenossinovites. A dissertativa pede três conceitos e um cuidado pré-operatório.
Bossa carpal
Proeminência óssea (osteófito, osso acessório como o os styloideum, ou coalizão incompleta) no dorso da base do 2º e/ou 3º metacarpos, junto ao capitato e ao trapezoide. Mais comum em mulheres, mão dominante (direita), entre a 3ª e a 4ª décadas. Confunde-se com cisto sinovial (e pode ter um associado). Dói com a extensão do punho e a tração dos extensores radiais do carpo. Diagnóstico pela incidência em perfil com leve supinação e desvio ulnar.
Cisto sinovial dorsal
- o tumor de partes moles mais comum da mão e do punho (60% a 70% dos tumores);
- o dorsal é o mais comum (cerca de 60% a 70% dos cistos do punho), e nasce quase sempre do ligamento escafossemilunar (porção dorsal), com um pedículo até a articulação;
- o cisto oculto (pequeno, não palpável) causa dor dorsal e é visto no ultrassom ou na ressonância;
- tratamento: observação (muitos regridem), aspiração (alta recidiva), ressecção aberta ou artroscópica incluindo o pedículo e uma porção da cápsula.
Cisto sinovial volar
- segundo mais comum (cerca de 20%), geralmente nasce da radioescafoide ou da escafotrapezial;
- fica intimamente aderido à artéria radial, que muitas vezes passa por cima ou envolve o cisto: a estrutura em risco na ressecção; também o ramo cutâneo palmar do mediano;
- recidiva maior que a dos dorsais.
Teste de Allen antes da cirurgia do cisto volar
Avalia a circulação da mão pelas artérias radial e ulnar e pelo arco palmar: comprime as duas artérias com a mão fechada, a pessoa abre a mão (palidez), solta-se uma artéria por vez e observa-se o reenchimento (normal em menos de 5 a 7 segundos). Se a mão depender da artéria radial (ulnar ausente ou arco incompleto), uma lesão da radial na cirurgia pode causar isquemia. Saber disso antes permite planejar a dissecção e preparar o reparo vascular.
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