Embriologia (crista ectodérmica apical, zona de atividade polarizadora e Wnt; janela de 4 a 8 semanas); sindactilia (apoptose, comissuras, momento da separação, APERT e UPTON, bandas de constrição); braquidactilia, clinodactilia e KIRNER; duplicação do polegar (WASSEL, BILHAUT-CLOQUET) e polegar em gatilho; deficiência radial (BAYNE e KLUG, nervo mediano, contraindicação da centralização); sinostose radioulnar proximal (CLEARY e OMER, osteotomia derrotatória); deformidade de MADELUNG e ligamento de VICKERS; deficiência transversal e KRUKENBERG.
Atualizado em 30/10/2026 · 8 minutos de leitura · Orto Questões
Fonte: Capítulos 35 a 38 · Mão pediátrica, em Green's Operative Hand Surgery, 8ª edição. Autores do capítulo: Scott H. Kozin (caps. 35 e 37); David McCombe e Francisco Soldado (cap. 36); Michelle A. James e Andrea S. Bauer (cap. 38).
Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.
Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de mão e punho do Green, capítulo 35, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.
No leitor: marcações, notas e as questões no meio do texto, que abrem sem perder o lugar da leitura.
Como ler este capítulo
Fundamento
Este resumo é inspirado nos capítulos 35 a 38 do Green's Operative Hand Surgery, 8ª edição, a parte de Mão Pediátrica. As referências citam capítulo e seção.
As malformações da mão parecem uma coleção de nomes próprios: APERT, UPTON, WASSEL, BILHAUT, MADELUNG, VICKERS, KIRNER, KRUKENBERG. Mas quase todas as perguntas cabem em três perguntas simples. Qual eixo falhou (o do comprimento, o do lado radial e ulnar, o do dorso e da palma)? Qual osso ou comissura é o típico? Quando operar e quando não operar?
A embriologia
Cobrança confirmada · 2 questões
Os centros de sinalização do broto (Green, cap. 35, Tabela 35.2)
Centro
Eixo
Malformação típica
crista ectodérmica apical (AER)
proximodistal; também a necrose interdigital
deficiência transversal
zona de atividade polarizadora (ZPA), pela sonic hedgehog
anteroposterior (radioulnar)
mão em espelho, duplicação ulnar
centro Wnt (dorsal; Lmx-1; bloqueado no ventral pelo Engrailed-1)
dorsoventral
síndrome unha-patela, arranjo anormal da unha e da polpa
O broto do membro começa a se formar por volta de 4 semanas e está completo em 8 semanas; a maioria das anomalias ocorre entre 4 e 8 semanas. Aos 53 dias, os dedos estão separados. Depois de 8 semanas, o período fetal é de maturação e crescimento.
O mesoderma da placa lateral forma osso, cartilagem e tendão; o mesoderma somático forma músculo, nervo e vaso.
As anomalias congênitas afetam 1% a 3% dos recém-nascidos, e cerca de 10% dessas crianças têm alterações nos membros superiores.
A sindactilia
Cobrança confirmada · 6 questões
Falha da apoptose do mesênquima interdigital. Cerca de 1 em 2.000; bilateral em 50%; 2 homens para 1 mulher; 30% autossômica dominante.
Sindactilia isolada:3ª comissura 55%, 4ª 25%, 2ª 15%, 1ª 5%.
Simples (só partes moles), complexa (união óssea, mais nos tufos distais), complicada (osso desorganizado, sindrômica).
Quando separar:1ª e 4ª comissuras entre 3 e 6 meses (dedos de comprimentos diferentes desviam com o crescimento); 2ª e 3ª depois dos 18 meses. Retalhos com enxerto de pele total (CRONIN).
Complicações tardias: web creep até 8% com enxerto clássico, espessamento da membrana, contraturas, desvios, unha; queloide nos dedos com macrodactilia (prevenível com metotrexato).
Bandas de constrição:acrossindactilia (pontas unidas) ou sindactilia fenestrada com seios proximais; conexões descontínuas; dedos sem restos de unha e com anéis.
A mão de APERT segundo UPTON (Green, cap. 36, Tabela 36.1)
Tipo
Forma
Massa central
I
pá
plana no plano palmar, boas metacarpofalângicas
II
luva ou colher
concavidade palmar, pontas fundidas com sinoníquia
III
casco ou botão de rosa
polegar incorporado, bem côncava
Na mão de APERT, o crânio é tratado primeiro (por volta dos 3 meses). Na mão, liberar o polegar converte a mão em pá e deixa os dedos centrais crescerem; no tipo III, ressecar o raio do indicador alarga a primeira comissura.
Os dedos curtos e tortos
Cobrança confirmada · 5 questões
Braquidactilia: a falange média é o osso mais acometido (braquimesofalangia), seguida do metacarpo.
Clinodactilia: notável acima de 10 graus; muitas vezes bilateral e autossômica dominante; a maioria é reconhecida com o crescimento.
Deformidade de KIRNER: curvatura palmar e radial progressiva da falange distal, em geral do dedo mínimo; consenso de causa congênita.
Macrodactilia: incomum (0,9% na série de FLATT); quase todos os casos com lipomatose do nervo, o aumento fibroadiposo do nervo digital que se estende ao tronco.
O polegar
Cobrança confirmada · 5 questões
WASSEL: conta os elementos duplicados, do I (falange distal bífida) ao VII (componente trifalângico). O tipo IV é o mais comum (cerca de 50%): falanges proximal e distal duplicadas sobre uma cabeça de metacarpo bífida.
BILHAUT-CLOQUET: retira a porção central de cada componente e une as metades de polegares simétricos; problemas comuns: deformidade da unha e rigidez da interfalângica. Com um componente menor, remove-se o componente radial.
Polegar em gatilho: incompatibilidade entre o flexor longo do polegar e a polia A1; o nódulo de NOTTA fica logo proximal à A1.
Polegar trifalângico: isolado, sindrômico (HOLT-ORAM, anemia de FANCONI) ou com duplicação (WASSEL VII).
A deficiência radial
Cobrança confirmada · 8 questões
É o tipo mais comum de deficiência longitudinal (cerca de 1 em 5.000 num estudo finlandês), muitas vezes bilateral e assimétrica. Avaliar VACTERL, TAR, HOLT-ORAM e anemia de FANCONI.
BAYNE e KLUG: quatro tipos pela gravidade radiográfica do rádio; JAMES acrescentou os casos com rádio normal e deficiência do polegar ou do carpo.
Anatomia: o nervo radial geralmente falta abaixo do cotovelo; a artéria radial também; o nervo mediano está sempre presente e é muitas vezes a estrutura mais proeminente do lado radial do punho.
Contraindicação:contratura em extensão do cotovelo, porque o desvio radial do punho é o que leva a mão ao rosto.
As complicações da centralização formal (recidiva, rigidez, lesão da fise ulnar) levaram alguns a preferir a reconstrução de partes moles.
A sinostose radioulnar proximal
Cobrança confirmada · 4 questões
Falha da separação pré-natal; quase sempre proximal; associa-se a APERT, artrogripose, síndrome alcoólica fetal e KLINEFELTER. Vista entre 2 e 6 anos, com o antebraço fixo, em geral em pronação.
CLEARY e OMER: 1, sem osso visível, cabeça reduzida; 2, sinostose óssea, cabeça reduzida; 3, cabeça hipoplásica luxada para posterior; 4, sinostose curta, cabeça luxada para anterior.
Ressecção da sinostose: falhou em 22 de 23 antebraços.
Osteotomia derrotatória: na pronação fixa acima de 60 graus que atrapalha. Unilateral: 0 a 15 graus de pronação. Bilateral: dominante em 10 a 20 graus de pronação, não dominante em neutro.
Complicações:síndrome compartimental e tração do interósseo posterior nas grandes rotações (elevação, vigilância, ressecção de 5 mm de osso, fasciotomia profilática); comprometimento vascular, paralisia do radial e perda de correção.
A deformidade de MADELUNG
Cobrança confirmada · 4 questões
Distúrbio de crescimento por lesão óssea na porção ulnar da fise do rádio distal somada a um ligamento palmar anormal que prende o semilunar ao rádio, proximal à fise: o ligamento de VICKERS.
Geralmente bilateral; aparece no início da adolescência.
Em crescimento: fisiólise com liberação do ligamento de VICKERS. Leve a moderada sem artrose da radioulnar distal: fisiólise com osteotomia em cúpula, o procedimento mais comum. Objetivo: variância ulnar neutra ou levemente negativa.
A deficiência transversal
Cobrança confirmada · 3 questões
Na classificação de SWANSON, falha de formação transversal. Quase sempre unilateral e esporádica; o nível mais comum é o antebraço proximal.
Observação e apoio emocional são os pilares; o alongamento do antebraço tem alta taxa de complicações e não melhora a função; o transplante de mão é contraindicado em crianças.
KRUKENBERG:separa o rádio da ulna e reinsere os músculos para formar uma pinça; raro, por exemplo na criança cega com antebraço longo.
Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.