Ao exame físico de um paciente com sinal de EGAWA e DUCHENNE positivos sem alteração sensitiva, o sítio de compressão do nervo acometido é no canal de :
- zona I do canal de GUYON.
- zona II do canal de GUYON.
- zona III do canal de GUYON.
- zona IV do canal de GUYON.
- zona IIIB do canal de GUYON.
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Conceito-chave
O canal de Guyon é um túnel no lado ulnar do punho, entre o pisiforme e o hâmulo do hamato, por onde passam o nervo e a artéria ulnares. Dentro dele, o nervo ulnar se divide em dois ramos:
ramo superficial: sensitivo, leva a sensibilidade da palma do lado do mínimo e do anelar;
ramo profundo: motor, inerva os músculos intrínsecos da mão (interósseos, adutor do polegar, lumbricais ulnares e parte dos hipotenares).
As três zonas do canal:
zona I: antes da divisão do nervo. A compressão aí dá déficit motor e sensitivo;
zona II: ao redor do ramo profundo. A compressão dá déficit só motor, sem alteração de sensibilidade;
zona III: ao redor do ramo superficial. A compressão dá déficit só sensitivo.
O caso da questão: o paciente tem sinais motores sem alteração de sensibilidade:
sinal de Egawa: não consegue desviar o dedo médio para os lados com a mão espalmada (fraqueza dos interósseos);
sinal de Duchenne: garra do anelar e do mínimo (fraqueza dos lumbricais ulnares e interósseos).
Fraqueza só motora e sensibilidade normal localizam a compressão no ramo profundo, ou seja, na zona II.
As causas: cisto sinovial (a mais comum), fratura do hâmulo do hamato, trombose da artéria ulnar e ciclistas que apoiam o peso nessa região.
Na prova: Egawa e Duchenne positivos sem alteração sensitiva indicam compressão na zona II do canal de Guyon.
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