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Anatomia da mão, do punho e do antebraço

Mão e punhoResumo do capítulo12 min de leitura

Mediano e interósseo anterior (FPD 2 e 3, FLP, pronador quadrado), radial, interósseo posterior e FROHSE, ulnar e GUYON; compartimentos extensores I a VI e compartimento móvel; lumbricais (1 e 2 mediano e unipenados, 3 e 4 ulnar e bipenados), DAB e PAD; túnel do carpo (nove tendões, ramo recorrente 50/30/20), ligamentos do punho e espaço de POIRIER; arcos palmares (superficial ulnar, profundo radial, principal do polegar), escafoide 75% dorsal; aparelho extensor, polias A2 e A4, vínculos, efeito came; espaços tenar, mediopalmar e de PARONA.

Atualizado em 30/10/2026 · 12 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 5 · Antebraço e Capítulo 6 · Mão, em Netter Atlas de Anatomia Ortopédica (Netter's Concise Orthopaedic Anatomy), 2ª edição. Autores do capítulo: Jon C. Thompson (ilustrações de Frank H. Netter).

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de mão e punho do Netter, capítulo 5, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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No leitor: marcações, notas e as questões no meio do texto, que abrem sem perder o lugar da leitura.

Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo nasce de dois capítulos do Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, de Jon C. Thompson, com as ilustrações de Frank H. Netter: o 5, do antebraço (que inclui o punho), e o 6, da mão. É a tradução brasileira do Netter's Concise Orthopaedic Anatomy, e as duas versões foram usadas lado a lado. O livro é feito de tabelas curtas e figuras; aqui as tabelas viram explicação, na ordem em que as provas gerais (TEOT, TARO, SBOT-SP, CET-PR) costumam cobrar.

E como cobram. A anatomia da mão é o assunto mais frequente das provas gerais no acervo, e quase sempre chega do mesmo jeito: uma imagem (dissecção, corte transversal, via de acesso) e uma seta. Quem responde não é quem decorou nomes soltos, é quem sabe por onde cada nervo passa, o que ele inerva e por que aquele músculo está ali. A boa notícia é que a lógica se repete: o mediano é o nervo da face anterior do antebraço e da eminência tenar, o ulnar é o dono dos intrínsecos, e o radial cuida dos extensores e não tem músculo na mão.

Os nervos do antebraço e da mão

Cobrança confirmada · 9 questões

O mediano. Entra no antebraço sob a aponeurose do bíceps e passa entre as duas cabeças do pronador redondo, sob o arco do flexor superficial e entre o flexor profundo e o flexor longo do polegar, até o túnel do carpo. No antebraço inerva pronador redondo, flexor radial do carpo, palmar longo e flexor superficial dos dedos. O ramo cutâneo palmar sai cerca de 5 cm antes do punho, por fora do túnel. O ramo interósseo anterior sai alto, corre na membrana interóssea entre o flexor longo do polegar e o profundo e inerva o flexor profundo do indicador e do médio, o flexor longo do polegar e o pronador quadrado; é motor, com sensibilidade só da cápsula palmar do punho (cap. 5, p. 170). Na mão, o ramo recorrente motor inerva abdutor curto, oponente e a cabeça superficial do flexor curto do polegar, e os lumbricais 1 e 2; o resto é sensitivo para três dedos e meio.

O radial. Entra entre o braquiorradial e o braquial e se divide. Antes disso inerva ancôneo, braquiorradial e extensor radial longo do carpo. O ramo superficial é sensitivo e corre sob o braquiorradial, lateral à artéria radial, até o dorso radial da mão. O ramo profundo passa pela arcada vascular de HENRY (a recorrente radial), pela borda do extensor radial curto, pela arcada de FROHSE (borda proximal do supinador, p. 176) e pela borda distal do supinador; depois, como interósseo posterior, inerva o extensor radial curto, o supinador e todos os extensores, com sensibilidade só da cápsula dorsal do punho. Na mão, o radial não tem músculo.

O ulnar. Passa atrás do epicôndilo medial, no túnel cubital, entre as cabeças do flexor ulnar do carpo, e inerva o FUC e o flexor profundo do anular e do mínimo. Os ramos dorsal e palmar, cutâneos, saem 4 a 5 cm antes do punho. No canal de GUYON divide-se em superficial, sensitivo, que só inerva o palmar curto, e profundo, motor, que contorna o hâmulo do hamato com o arco palmar profundo e inerva hipotenares, adutor do polegar, interósseos, lumbricais 3 e 4 e a cabeça profunda do flexor curto do polegar.

Quem inerva o quê (Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, caps. 5 e 6)
NervoAntebraçoMão
Medianopronador redondo, FRC, palmar longo, FSDACP, oponente, FCP superficial, lumbricais 1 e 2
Interósseo anteriorFPD 2 e 3, FLP, pronador quadradonenhum
UlnarFUC, FPD 4 e 5hipotenares, adutor, interósseos, lumbricais 3 e 4, FCP profundo, palmar curto
Radial (antes da divisão)ancôneo, braquiorradial, ERLCnenhum
Interósseo posteriorERCC, supinador, todos os extensoresnenhum
Musculocutâneonenhum (só sensitivo, cutâneo lateral)nenhum

Os pontos de compressão que o livro marca: no mediano, aponeurose do bíceps, cabeças do pronador redondo, arco do FSD e túnel do carpo; no radial, o tendão do braquiorradial (superficial), HENRY, ERCC, FROHSE e a borda distal do supinador; no ulnar, túnel cubital, cabeças do FUC e GUYON.

Compartimentos extensores e os compartimentos do antebraço

Cobrança confirmada · 8 questões

O retináculo dos extensores forma seis túneis fibro-ósseos no dorso do punho, contados do radial para o ulnar (Netter's Concise, p. 155).

Compartimentos extensores (Netter's Concise, p. 155)
TendõesO que acontece
Iabdutor longo e extensor curto do polegarDE QUERVAIN; várias faixas, liberar todas
IIextensores radiais longo e curtotendinite
IIIextensor longo do polegarcontorna o tubérculo de LISTER e pode romper
IVextensor dos dedos e do indicadoraberto na via dorsal do punho
Vextensor do dedo mínimoruptura de JACKSON-VAUGHN na artrite reumatoide
VIextensor ulnar do carpoestala sobre o estiloide da ulna

O extensor do indicador e o do dedo mínimo ficam do lado ulnar dos tendões comuns do indicador e do mínimo. O tubérculo de LISTER é o "farol do punho", e o extensor longo do polegar passa ao redor dele.

No antebraço, Thompson divide os músculos em anterior (superficial: pronador redondo, FRC, palmar longo, FUC; médio: FSD; profundo: FPD, FLP, pronador quadrado), posterior (superficial: ancôneo, ED, EDM, EUC; profundo: supinador, ALP, ECP, ELP, EI) e móvel: braquiorradial, extensor radial longo e curto do carpo. Na fasciotomia, a incisão anterior libera o anterior; a dorsal libera o posterior e o móvel.

Os intrínsecos: lumbricais e interósseos

Cobrança confirmada · 9 questões

Os lumbricais são os únicos músculos do corpo que nascem no próprio antagonista: saem dos tendões do flexor profundo e entram na banda lateral radial, passando por palmar ao ligamento metacarpal transverso profundo. Como passam palmar ao eixo da metacarpofalângica e depois correm dorsal ao eixo da interfalângica proximal, fletem a MF e estendem a IFP. Os 1 e 2 nascem de um tendão só, são unipenados e do mediano; os 3 e 4 nascem de dois tendões vizinhos, são bipenados e do ulnar (Netter's Concise, p. 208).

Os interósseos nascem dos metacarpais vizinhos e são todos do ulnar. O mnemônico do livro resolve o resto: DAB, dorsal abduz e é bipenado; PAD, palmar aduz e é unipenado. Thompson ainda descreve, no capítulo da mão, dez compartimentos (tenar, hipotenar, adutor, três interósseos palmares e quatro dorsais), liberados por duas incisões dorsais e a abertura do túnel do carpo.

Túnel do carpo, canal de GUYON e os ligamentos do punho

Cobrança confirmada · 6 questões

O túnel do carpo (cap. 5, p. 152 a 156): teto = ligamento carpal transverso (preso no pisiforme e no hâmulo do hamato, medialmente, e no escafoide e no trapézio, lateralmente); assoalho = ossos centrais do carpo; é mais estreito no hâmulo do hamato. Contém nove tendões (quatro FSD, quatro FPD e o FLP) e o mediano. O ramo recorrente motor sai distal ao ligamento em 50%, sob ele em 30% e através dele em 20%. Artéria mediana persistente ou músculo aberrante também podem causar a síndrome.

O canal de GUYON: assoalho = ligamento carpal transverso; teto = ligamento carpal palmar; paredes = pisiforme e hâmulo do hamato; contém nervo e artéria ulnares, sob o ligamento piso-hamato. Consolidação viciosa e cistos podem comprimir.

Os ligamentos do punho. Os palmares são mais fortes, quase todos intracapsulares. O radioescafocapitato é o fulcro em que o escafoide roda; o radiossemilunar curto impede a luxação em hiperextensão; o radiocarpal dorsal é o principal estabilizador dorsal. O espaço de POIRIER, entre o radioescafocapitato e o ulnocapitato, distalmente, e o radiossemilunar longo, proximalmente, é o ponto fraco por onde passa a luxação perissemilunar. No escafossemilunar, as fibras dorsais são as mais fortes (DISI); no semilunar-piramidal, as palmares (VISI). Não há colateral ulnar verdadeiro; o EUC e a bainha fazem esse papel. A fileira proximal, sem músculos, é o segmento intercalado.

Os vasos: arcos palmares e a artéria radial

Cobrança confirmada · 6 questões

A radial passa sobre o pronador redondo, lateral ao flexor radial do carpo (onde se toma o pulso), curva-se para o dorso sob o ALP e o ECP, na tabaqueira, atravessa o primeiro interósseo dorsal e termina como arco palmar profundo. O ramo dorsal para o escafoide supre cerca de 75%, a parte proximal; o palmar, 25%, a distal (cap. 5, Artérias). A ulnar passa sob a cabeça ulnar do pronador redondo, ao lado do nervo, entra no GUYON e termina como arco palmar superficial.

Os arcos palmares (cap. 6, p. 212)
SuperficialProfundo
Artéria principalulnarradial
Posiçãodistal, na linha de KAPLANproximal, nas bases dos metacarpais
Dominânciadominante em 2/3em geral não
Completo80%98%
Ramos marcantesdigitais palmares comuns, digital do mínimoprincipal do polegar, radial do indicador

Os dois são codominantes em um terço das pessoas. O teste de ALLEN diz se a artéria liberada e os arcos estão pérvios, mas não qual arco domina. Na palma, as artérias são palmares aos nervos; nos dedos, cruzam e ficam dorsais a eles.

Aparelho extensor, polias e as articulações dos dedos

Cobrança confirmada · 7 questões

O aparelho extensor (cap. 6, Aparelho intrínseco) funciona como um sistema de cordas: a banda sagital prende-se na lâmina palmar e faz um laço em volta da base da falange proximal, e é por esse laço que o extensor estende a MF (a inserção direta na F1 é mínima). Sobre a F1, o extensor se divide em feixe central, que estende a IFP na base da F2, e feixes laterais, que se juntam às bandas laterais dos intrínsecos e formam a porção terminal na base da F3. O ligamento triangular impede a subluxação palmar das bandas (rompe na botoeira, com o feixe central); o retinacular transverso, a dorsal; o retinacular oblíquo estende a IFD quando a IFP está estendida. A junção tendínea entre os tendões do extensor dos dedos impede a extensão completa de um dedo quando o vizinho está fletido.

As polias: cinco anulares (A1, A3 e A5 sobre as articulações; A2 e A4 sobre as falanges, as mais importantes contra a corda de arco) e três ou quatro cruciformes. A A1 é a do dedo em gatilho. Os vínculos longo e curto irrigam o tendão dentro da bainha; a avulsão do FPD tipo 1 os arranca.

As articulações. Na MF, o efeito came (cabeça assimétrica, origem dorsal do colateral) deixa o colateral tenso em flexão e frouxo em extensão. Na IFP, dobradiça sem came, o colateral tem tensão constante, a parte acessória fica tensa em extensão, e a lâmina palmar com os ligamentos de contenção encurta depois da lesão: a IFP enrijece fácil e não se imobiliza em flexão. Na CMC, a 2ª e a 3ª quase não se movem (aceitam pouca angulação nas fraturas), a 4ª e a 5ª são móveis. Na CMC do polegar, o ligamento oblíquo anterior, o "beak", segura o fragmento da fratura de BENNETT, e o radial dorsal é o mais forte.

Zonas dos tendões (cap. 6, p. 190)
ZonaFlexoresExtensores
Idistal ao FSD: só o FPDIFD: dedo em martelo
IIterra de ninguém: os dois tendões; preservar A2 e A4falange média
IIIpalmaIFP: feixe central, botoeira
IVtúnel do carpofalange proximal
Vpunho e antebraçoMF: soco contra os dentes

Os espaços da mão e a ponta do dedo

Possível cobrança

Três espaços potenciais (cap. 6, p. 214): tenar, entre os flexores e o adutor do polegar; mediopalmar, entre os flexores e os metacarpais; PARONA, entre os flexores e o pronador quadrado, no punho. A bolsa radial é a extensão da bainha do FLP; a ulnar comunica-se com a bainha do mínimo; as duas se encontram no espaço de PARONA, o caminho do abscesso em ferradura. Na ponta do dedo, a polpa com septos é a sede do panarício; as pregas da unha, da paroníquia; a matriz germinativa, sob o eponíquio, precisa estar íntegra para a unha crescer, cerca de 1 mm por semana. Os ligamentos de GRAYSON (palmar) e CLELAND (dorsal) estabilizam a pele e o feixe neurovascular do dedo e entram na doença de DUPUYTREN (p. 194).

Fechamento

Fundamento

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