Orto Questões

Desenvolvimento neuropsicomotor

Ortopedia pediátricaResumo do capítulo38 min de leitura

Recém-nascido em flexão com tônus flexor e movimentos alternados; desenvolvimento cefalocaudal; reflexo do susto (toque no esterno, flexão, nunca some) contra MORO (extensão, some 3 a 6 meses); marcos (4 meses cabeça e tórax nos antebraços, 9 meses senta e engatinha, 14 meses anda sozinho, 18 meses sobe escada com as duas mãos, 2 anos sem apoio e pula); ossificação dos ossos longos na 7ª e 8ª semanas; capítulo é o primeiro centro do cotovelo; cabeça femoral aos 4 meses; valgo máximo entre 3 e 4 anos; MENELAUS 9 mm no fêmur distal e 6 mm na tíbia proximal por ano, parada aos 14 e 16 anos; ANDERSON-GREEN, MOSELEY e multiplicador de PALEY.

Atualizado em 04/11/2026 · 38 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 1 · Growth and Development, em Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª edição (2021). Autores do capítulo: John A. Herring.

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de ortopedia pediátrica do Tachdjian, capítulo 1, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo é inspirado no capítulo 1 (Growth and Development) do Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª edição (2021), escrito pelo editor John A. HERRING, e se apoia em outros capítulos do mesmo livro (exame do lactente, joelho, discrepância de membros e embriologia do membro), no Lovell and Winter's Pediatric Orthopaedics, 7ª ed., no Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª ed., no Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., e no HEBERT. As páginas citadas são as impressas.

O HERRING abre o livro com este capítulo por uma razão simples: na criança, quase todo achado só tem sentido quando comparado com a idade. Um lactente de 4 meses que não anda é normal; uma criança de 18 meses que não anda não é. Um joelho varo aos 12 meses é esperado; o mesmo varo aos 3 anos pede investigação (Tachdjian, cap. 1, p. 3). A prova cobra exatamente essa régua: o que a criança deve fazer em cada idade, como o recém-nascido se comporta, quais reflexos existem e quando somem, quando cada osso começa a ossificar, como o joelho passa do varo ao valgo e como se estima quanto um membro ainda vai crescer.

O tema tem cinco blocos, e todos já caíram:

  • O recém-nascido e os reflexos: tônus flexor, movimentos alternados, desenvolvimento cefalocaudal, reflexo do susto (toque no esterno, cotovelos e joelhos fletem) e MORO.
  • Os marcos motores: a Tabela 1.1 do Tachdjian, mês a mês, é a fonte direta das questões do TARO.
  • A ossificação: primária na 7ª e 8ª semanas de gestação; secundária, com datas que se cruzam com os marcos (a cabeça femoral aos 4 meses, a mesma idade em que o lactente sustenta cabeça e tórax nos antebraços); no cotovelo, o capítulo vem primeiro.
  • O alinhamento do joelho: varo até cerca de 18 a 24 meses, valgo máximo entre 3 e 4 anos.
  • A previsão de crescimento: MENELAUS (9 mm no fêmur distal e 6 mm na tíbia proximal por ano), ANDERSON-GREEN, MOSELEY e o multiplicador de PALEY.

Crescer, desenvolver e as quatro falhas

Fundamento

O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 3), separa dois verbos que a prova às vezes troca. Crescimento é o aumento do tamanho do corpo inteiro ou de um órgão. Desenvolvimento é a mudança física da maturação, que envolve forma mas sobretudo função: é o processo que transforma o recém-nascido em um ser cada vez mais complexo. O desenvolvimento é influenciado por genética, trauma, nutrição e nível socioeconômico, e a idade em que cada marco aparece depende da maturação do sistema nervoso central, que varia de criança para criança. Por isso os marcos têm faixas, e a ferramenta de triagem mais usada é o teste de DENVER revisado (DDST, Fig. 1.1).

O raciocínio clínico que o livro ensina tem três passos. Primeiro, perguntar aos pais quais marcos a criança atingiu e quando. Segundo, comparar com as faixas normais. Terceiro, diante de atraso, procurar a causa, que pode ser neuromuscular. Três achados apontam para causa neurológica: ausência das respostas normais do desenvolvimento, persistência prolongada dos reflexos primitivos e atraso dos marcos motores grosseiros.

As quatro falhas do crescimento normal

Muitos problemas ortopédicos pediátricos nascem de uma falha do crescimento e do desenvolvimento. O Tachdjian (p. 3 e 5) lista quatro, e a diferença entre elas muda o tratamento. A malformação é um defeito estrutural por interrupção da organogênese no segundo mês de gestação; não se corrige diretamente. A deformação é uma alteração de forma por estresse mecânico, intrínseco ou extrínseco; o feto é mais vulnerável porque cresce mais depressa que o lactente, e a deformação costuma reverter quando se tira a força ou quando se contrapõe a ela com alongamento, gesso ou órtese. O livro alerta que uma deformação grave pode parecer malformação num exame apressado. A disrupção é a quebra extrínseca de um processo que vinha normal, por drogas, tóxicos ou bandas. A displasia é a diferenciação anormal do tecido quando as células se organizam.

As quatro falhas do crescimento (Tachdjian, cap. 1, p. 3 e 5)
FalhaMecanismoExemplos do livroComportamento
malformaçãoorganogênese interrompida no 2º mêsmielomeningocele, sindactilia, polidactilia pré-axial, POLAND, deficiência femoral congênitanão se corrige diretamente
deformaçãoestresse mecânico sobre tecido normalmetatarso aduto flexível, calcaneovalgo, hiperextensão congênita do joelho, encurvamento fisiológico da tíbiareverte com alongamento, gesso ou órtese
disrupçãointerferência extrínseca em tecido que era normalbanda de constrição congênita; drogas e tóxicosdepende da lesão
displasiadiferenciação tecidual anormalosteogênese imperfeita, acondroplasia, displasia espondiloepifisáriasistêmica

A posição do neonato em apresentação cefálica é o exemplo vivo de deformação benigna: quadris e joelhos fletidos, pernas em rotação interna e pés ainda mais rodados para dentro, mantidos por um tempo variável após o nascimento (Tachdjian, Fig. 1.2, p. 5). Essa posição explica por que tantas "deformidades" dos primeiros meses se resolvem sozinhas.

O recém-nascido: flexão, alternância e direção cefalocaudal

Cobrança confirmada · 1 questão

O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 3), descreve o neonato como basicamente reflexo, mas já com traços cognitivos: prefere figuras parecidas com rostos a outras de mesmo brilho, prefere preto e branco ao cinza, vira os olhos para o som e distingue a mãe de outras pessoas.

O ponto que a prova cobra é o tônus. O recém-nascido normal nasce com tônus flexor predominante, e as contraturas fisiológicas em flexão são típicas. Ao nascer, os membros ficam em postura de flexão, e o movimento passivo dos membros e do pescoço provoca forte tônus flexor. Quando estimulados, os membros do recém-nascido normal se movem de forma alternada. A Fig. 1.2 (p. 5) mostra de onde vem isso: o neonato de apresentação cefálica nasce com quadris e joelhos fletidos e mantém essa posição por um período variável depois do parto.

O segundo ponto é a direção do desenvolvimento. Ele progride no sentido cefalocaudal: o lactente controla a cabeça e as mãos antes de controlar as pernas. Nos primeiros meses predomina o ganho do controle da cabeça; depois vem o controle das mãos, como a preensão; por fim, cada vez mais controle das pernas (p. 3). O mesmo princípio volta no texto dos marcos motores: o desenvolvimento das habilidades motoras grosseiras depende da maturação do sistema nervoso central, que avança em direção cefalocaudal (p. 6).

Cada alternativa errada da questão do ENARE é a frase do livro com uma palavra invertida. "Contraturas em extensão" troca as contraturas fisiológicas em flexão. "Forte tônus extensor ao mover o pescoço" troca o tônus flexor. "Membros mantidos em extensão" troca a postura em flexão. "Desenvolvimento dos membros à cabeça" inverte o sentido cefalocaudal. Sobra a afirmação correta, copiada do texto: os membros se movem de forma alternada quando estimulados.

O recém-nascido normal (Tachdjian, cap. 1, p. 3 e 5)
AspectoO que o livro dizInversão que a prova usa
tônusflexor predominanteextensor
contraturasfisiológicas em flexão, típicasem extensão
postura dos membrosem flexãoem extensão
movimento passivo dos membros e do pescoçoforte tônus flexorforte tônus extensor
movimento espontâneo ao estímuloalternadosimétrico ou em bloco
direção do desenvolvimentocefalocaudal (cabeça e mãos antes das pernas)dos membros à cabeça
posição em apresentação cefálicaquadris e joelhos fletidos, pernas e pés em rotação internaquadris estendidos

Os reflexos do lactente

Cobrança confirmada · 1 questão

O capítulo 3 do Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (The Orthopaedic Examination, p. 39 a 45), dedica uma seção aos reflexos primitivos, porque eles dão muita informação sobre a função neurológica e o nível de desenvolvimento. O livro chama a atenção para um detalhe: importa a idade em que o reflexo aparece, mas importa ainda mais a idade em que ele some. A infância é um período de desenvolvimento neurológico muito rápido, apoiado na mielinização progressiva, e os reflexos são uma janela para esse processo. O exame neurológico do lactente, diz o livro, é importante no diagnóstico de vários distúrbios musculoesqueléticos e deve ser sistemático: função cerebral, nervos cranianos, medula e nervo periférico.

MORO e o reflexo do susto

O MORO, descrito por MORO em 1918, continua um dos reflexos primitivos mais úteis (p. 39). Pode ser provocado de três formas: levantar o bebê em supino e deixar a cabeça cair com delicadeza até a mesa; baixar o bebê inteiro depressa; ou levantá-lo pelas mãos e soltar. A resposta tem duas fases. Na primeira, abdução e extensão dos quatro membros, extensão da coluna e dedos em leque. Na segunda, adução e flexão dos quatro membros, com os braços vindo à frente num abraço. Está presente ao nascer e desaparece entre 3 e 6 meses. No bebê hipotônico a resposta é fraca. A resposta assimétrica sugere lesão de nervo periférico, como a paralisia do plexo braquial, hemiplegia ou simplesmente uma fratura de parto. A persistência além da idade sugere doença neurológica como a paralisia cerebral.

O reflexo do susto (startle) é outro (p. 42). É provocado por um ruído alto súbito ou por um toque no esterno, que faz o bebê fletir os cotovelos e os joelhos. O livro o diferencia do MORO justamente pela direção: no MORO os membros estendem. O reflexo do susto está presente ao nascer e nunca desaparece.

O alerta acima não é detalhe. No capítulo da paralisia cerebral (Tachdjian, cap. 31, p. 1423), o livro diz que os reflexos primitivos desaparecem nas crianças normais entre 3 e 6 meses, com a maturação do córtex motor, e persistem na paralisia cerebral; ali, o "reflexo do susto, ou MORO" deveria sumir aos 4 meses e é provocado deixando a cabeça cair, com extensão abrupta dos braços e das pernas, e um ruído alto pode fazer a criança mais velha estender o corpo e "pular" da cadeira de rodas. O capítulo 3, de onde o ENARE tirou o enunciado palavra por palavra, separa os dois: susto = flexão e nunca some; MORO = extensão e some. Na prova, a descrição do estímulo decide: toque no esterno e flexão é susto.

Os outros reflexos e o que cada persistência significa

Os demais reflexos seguem a mesma lógica: aparecem ao nascer, somem em semanas ou meses, e a ausência ou a persistência têm significado (Tachdjian, cap. 3, p. 39 a 45; detalhes na tabela abaixo). Três merecem atenção especial. A retirada (picada na planta, flexão do quadril e dorsiflexão) some por volta dos 2 meses e está ausente na mielomeningocele. O suporte positivo some aos 4 meses, e sua persistência indica hipertonia, como na paralisia cerebral, e é indicador negativo para a marcha futura. O tônico cervical assimétrico ("posição do esgrimista") some entre 4 e 6 meses; persistente ou obrigatório (presente toda vez que a cabeça vira), sugere paralisia cerebral.

O paraquedas é o contrário dos primitivos: aparece por volta dos 6 meses e permanece pela vida toda. O bebê inclinado de repente em direção ao chão estende braços e punhos para proteger a cabeça; a resposta não depende da visão, e sua ausência indica disfunção neurológica significativa (p. 43). O GALANT (incurvação do tronco para o lado do estímulo paravertebral, entre a 10ª costela e a pelve) é o distrator clássico das questões de reflexos e some entre 2 e 3 meses.

Reflexos do lactente (Tachdjian, cap. 3, p. 39 a 45)
ReflexoEstímulo e respostaSomeSignificado clínico
MOROqueda da cabeça; abdução e extensão, depois adução e flexão (abraço)3 a 6 mesesassimétrico: plexo, hemiplegia, fratura; persistente: paralisia cerebral
sustoruído súbito ou toque no esterno; cotovelos e joelhos fletemnuncadiferencia-se do MORO pela flexão
preensão palmarobjeto na palma; dedos agarram2 a 4 mesesassimétrico: hemiplegia ou plexo; persistente: espasticidade
preensão plantarestímulo na planta; dedos fletem e aduzem9 a 12 meses
colocaçãodorso do pé na borda da mesa; o bebê sobe2 a 4 meses
marcha reflexapés na mesa, bebê inclinado; passos rudimentares2 a 4 mesesapós 4 meses pode ser anormal
extensão cruzadapressão na planta de um lado; o outro flete e depois estende2 mesesausente ao nascer: paralisia flácida
retiradapicada na planta; flexão do quadril e dorsiflexãocerca de 2 mesesausente na mielomeningocele
suporte positivopés na mesa; empurra para sustentar o peso4 mesespersistente: hipertonia, mau preditor de marcha
GALANTestímulo paravertebral; tronco curva para o lado2 a 3 mesespersistente: hipertonia
tônico cervical assimétricocabeça girada; "esgrimista"4 a 6 mesesausente: flacidez; persistente ou obrigatório: paralisia cerebral
tônico cervical simétricoextensão do pescoço estende braços e flete pernasaparece 5 a 8, some 12 meses
paraquedasqueda em direção ao chão; braços estendemaparece 6 meses, fica a vida todaausente: disfunção neurológica significativa
sucção e buscadedo na boca; estímulo perioral3 a 4 mesesausentes no prematuro

Nos reflexos tendinosos, as vias corticoespinais ainda estão imaturas: o tricipital costuma faltar até os 6 meses, clônus de até 3 ou 4 batidas é comum (sustentado sugere disfunção) e o BABINSKI positivo às vezes aparece em bebês normais (p. 45).

Os marcos motores grosseiros

Cobrança confirmada · 1 questão

A Tabela 1.1 do Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 20), é a fonte de quase todas as questões de marcos. Ela parte da cabeça e chega aos pés, como manda o princípio cefalocaudal: primeiro o lactente aprende a sustentar a cabeça em prono, depois o tórax, depois senta, depois fica de pé, anda, sobe e desce escadas e, por fim, refina o equilíbrio num pé só.

Vale ler a tabela como uma história. Com 1 mês, quase nada mudou desde o nascimento: o bebê pode levantar a cabeça brevemente quando apoiado em prono. Com 2 meses, mantém a cabeça no plano do corpo em prono e tem controle parcial quando puxado de supino para sentado. Com 3 meses, já levanta a cabeça acima do plano do corpo em prono. Com 4 meses, levanta cabeça e tórax da cama com o peso nos antebraços. Com 6 meses, levanta cabeça e tórax com o peso nas mãos, a cabeça não "fica para trás" quando é puxado para sentar, senta com apoio, mantém a cabeça firme sentado, rola e põe quase todo o peso nas pernas quando seguro de pé. Com 9 meses, senta sem apoio com as pernas estendidas (inclusive "à alfaiate"), puxa-se para ficar de pé, fica de pé com apoio das duas mãos e engatinha.

Com 12 meses, inclina o tronco e recupera o equilíbrio sentado e anda com apoio de uma mão. Com 14 meses, fica de pé sem apoio, anda para a frente sem apoio e agacha e se levanta. Com 18 meses, sobe escadas com apoio das duas mãos. Com 2 anos, sobe escadas sem apoio, um pé de cada vez, corre para a frente, pula no lugar e chuta a bola. Com 3 anos, sobe alternando os pés, desce com apoio um pé de cada vez, fica brevemente num pé e pedala o triciclo. Com 4 anos, desce alternando os pés sem apoio e salta num pé. Com 5 anos, salta num pé sem apoio e anda calcanhar-dedo para a frente; com 6 anos, para trás, e joga a bola para cima e a pega com uma mão.

O texto corrido da mesma página (p. 6) dá faixas um pouco mais largas, e convém conhecer as duas versões: rola entre 4 e 6 meses, senta com apoio mínimo entre 6 e 7 meses, engatinha entre 7 e 9 meses, puxa-se para ficar de pé segurando nos móveis entre 9 e 12 meses, anda com ajuda ("de móvel em móvel") aos 12 meses, fica de pé sem apoio aos 14 meses, anda para a frente sem apoio entre 12 e 16 meses e corre aos 18 meses. Sobe escada com apoio aos 18 meses e sem apoio aos 2 anos; desce com apoio por volta dos 3 anos e sem apoio aos 4 anos.

A questão do TARO é um bom treino do método: cada alternativa é uma linha da tabela. "Inclinar e recuperar o equilíbrio ao sentar-se" é de 12 meses. "Ficar em pé sem apoio e caminhar para a frente sem apoio" é de 14 meses; aos 18 meses isso já deveria estar feito, e o livro lembra que é distintamente anormal uma criança de 18 meses não andar (p. 3). "Subir escadas sem apoio e pular no lugar" é de 2 anos. Sobra "subir escadas com apoio das duas mãos", a linha dos 18 meses.

Marcos motores grosseiros (Tachdjian, cap. 1, Tabela 1.1, p. 20; texto, p. 6)
IdadeMarco principalDetalhe que diferencia da idade vizinha
1 mêslevanta a cabeça brevemente em pronoquase igual ao recém-nascido
2 mesescabeça no plano do corpo em pronocontrole parcial ao ser puxado para sentar
3 mesescabeça acima do plano do corpo em prono
4 mesescabeça e tórax levantados, peso nos antebraçosrola a partir de 4 a 6 meses
6 mesescabeça e tórax levantados, peso nas mãos; senta com apoio; rolacabeça não atrasa ao puxar para sentar
9 mesessenta sem apoio; engatinha; puxa-se para ficar de péde pé com apoio das duas mãos
12 mesesinclina e recupera o equilíbrio sentado; anda com apoio de uma mãoanda de móvel em móvel
14 mesesfica de pé e anda para a frente sem apoiofaixa da marcha independente: 12 a 16 meses
18 mesessobe escadas com apoio das duas mãoscorre (texto)
2 anossobe sem apoio, um pé por vez; corre; pula no lugar; chuta a bola
3 anossobe alternando os pés; desce com apoio; pedala triciclofica brevemente num pé
4 anosdesce alternando os pés sem apoio; salta num pé
5 anossalta num pé sem apoio; calcanhar-dedo para a frente
6 anoscalcanhar-dedo para trás; joga e pega a bola com uma mão

Como a marcha amadurece

O Tachdjian (cap. 1, p. 6) descreve a primeira marcha independente: base larga, quadris e joelhos hiperfletidos, braços em flexão e movimentos bruscos. Com a maturação, a base estreita, surge o balanço recíproco dos braços e aumentam passo e velocidade. O padrão adulto de marcha se forma entre 3 e 5 anos.

Motricidade fina, linguagem e vida social

Relevância clínica

A prova de ortopedia cobra menos esses marcos, mas eles aparecem como distratores e ajudam a reconhecer o atraso global. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 6 e 19 a 21, Tabelas 1.2 e 1.3), mostra que a exploração do ambiente pelas mãos deve surgir de forma ordenada e sequencial.

O reflexo de sucção está presente ao nascer em todo recém-nascido a termo normal e costuma desaparecer entre 3 e 4 meses. Nas mãos, a sequência vai da preensão palmar proposital aos 6 meses à pinça com dedos e polegar e à transferência de uma mão para a outra aos 9 meses, à soltura voluntária e aos rabiscos imitados aos 12 meses, às torres de blocos entre 18 e 24 meses e à cópia do círculo entre 2 e 3 anos.

Um achado tem peso ortopédico direto: a ambidestria é normal até 18 a 24 meses. Se um lactente mostra preferência manual antes disso, pode haver um defeito no membro que ele não usa, e essa preferência precoce pode ser o primeiro sinal de hemiplegia espástica (p. 19).

Motricidade fina e marcos sociais (Tachdjian, cap. 1, Tabelas 1.2 e 1.3, p. 21)
IdadeMãosSocial e linguagem
3 mesespostura simétrica; coordena sucção e deglutiçãosorri quando falam com ele; vocaliza sem chorar
4 mesesvira a cabeça ao som; reconhece a mãe
6 mesesalcança e toca; preensão palmar; soltura involuntária; mão à bocari e sorri espontaneamente
9 mesespinça com dedos e polegar; transfere de mão; come biscoito
10 mesesresponde ao "não"; dá tchau; "da-da" e "ma-ma" sem significado
12 mesessolta voluntariamente; bate dois objetos; rabisca imitandoduas ou mais palavras além de "da-da" e "ma-ma"
18 mesestorre de três blocos; vira duas ou três páginas; come com colher10 palavras; tira meias e sapatos
2 anostorre de seis blocos; vira uma página por vezfrases de três palavras; combina cores
3 anostorre de nove blocos; come com garfosabe idade e sexo; veste-se com supervisão
4 anosjoga a bola por cima do ombro; copia cruzcalça os sapatos no pé certo; abotoa
5 anosdesenha pessoa; usa tesoura na linhanomeia quatro cores; conta 10 objetos
6 anoscorta com faca; copia letrasabotoa botões pequenos; dá laço

Do broto ao osso: a ossificação embrionária

Cobrança confirmada · 1 questão

Os livros contam a mesma história com números um pouco diferentes, e a prova usa a versão mais simples: os ossos longos começam a ossificar na 7ª e 8ª semanas.

O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 21, p. 874), resume o calendário do membro. Os brotos aparecem no fim da 4ª semana como saliências de mesoderma no flanco do embrião; o membro superior vai na frente do inferior por 1 a 2 dias. Na 6ª semana as extremidades se achatam em placas da mão e do pé, com raios digitais, e a cartilagem começa a aparecer nos segmentos proximais. Na 7ª semana os membros rodam: o superior 90° para lateral (o polegar vai para fora) e o inferior 90° para medial (o hálux vai para dentro). Na 8ª semana a rotação está completa, todos os segmentos estão formados, inclusive os dedos, e começa a ossificação. Com 12 semanas há centros de ossificação em todos os ossos longos. Os ossos e o tecido conjuntivo vêm do mesoderma da placa lateral; os músculos, dos miótomos.

O Lovell and Winter's Pediatric Orthopaedics, 7ª ed. (cap. 1, p. 9 a 11), dá mais detalhes. O membro superior surge aos 26 dias após a fertilização e o inferior dois dias depois. A crista ectodérmica apical comanda o crescimento proximal-distal, a zona de atividade polarizante define o eixo do polegar ao dedo mínimo, e a diferenciação ocorre de proximal para distal: no início da 7ª semana já existe o molde cartilaginoso de todo o membro superior, exceto as falanges distais, e o pé segue a mão com uma semana de atraso. Todo osso passa por mesênquima, cartilagem e osso. O osso verdadeiro aparece no fim do período embrionário, primeiro na clavícula, mandíbula e maxila, entre a 6ª e a 7ª semanas; logo depois aparecem os centros do úmero, depois do rádio, do fêmur, da tíbia e da ulna. Pouco antes do nascimento surgem os centros do calcâneo, tálus, cuboide, epífise distal do fêmur e epífise proximal da tíbia. Na Fig. 1-10 do LW, a ossificação da ulna, do fêmur e da tíbia fecha o eixo que vai da 5ª à 8ª semana.

O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª ed. (cap. 24, quadril), é ainda mais direto: a ossificação do fêmur começa na 7ª semana fetal. No cotovelo (cap. 13), o mesmo livro diz que a ossificação primária começa ao mesmo tempo nas diáfises do úmero, do rádio e da ulna e progride do centro para as extremidades.

A ordem dos eventos ajuda a eliminar as alternativas. Na 5ª e 6ª semanas ainda há broto e placa da mão, só mesênquima e cartilagem começando. A primeira ossificação de todo o esqueleto, na clavícula, fica entre a 6ª e a 7ª semanas (LW). O fêmur começa na 7ª (RWC), e a 8ª é quando o Tachdjian diz que a ossificação começa nos membros já completos. A 9ª a 11ª semanas pertencem ao período fetal, quando a ossificação já está em andamento.

Calendário do membro em formação (Tachdjian, cap. 21, p. 874; LW, cap. 1, p. 9 a 11; RWC, cap. 24)
ÉpocaEventoFonte
26 diasbroto do membro superior; inferior 2 dias depoisLW
fim da 4ª semanabrotos como saliências de mesodermaTachdjian
5ª semanaplexos braquial e lombossacral presentesLW
6ª semanaplacas das mãos e pés; cartilagem nos segmentos proximaisTachdjian e LW
6ª a 7ª semanaprimeiro osso do corpo: clavícula, mandíbula e maxilaLW
7ª semanarotação dos membros (MS lateral, MI medial); fêmur começa a ossificarTachdjian; RWC
8ª semanarotação final, segmentos completos, começa a ossificação; músculos identificáveis e movimentoTachdjian; LW
12ª semanacentros primários em todos os ossos longosTachdjian
antes do nascimentocalcâneo, tálus, cuboide, fêmur distal, tíbia proximalLW

Duas formas de fazer osso

O Lovell and Winter's (cap. 1, p. 22 e 23) lembra que conjuntivo, cartilagem e osso vêm do mesênquima e que o osso se forma de duas maneiras. A intramembranosa transforma tecido fibroso primitivo em osso; é como se formam a clavícula e os ossos chatos do crânio. A endocondral substitui um molde de cartilagem por osso e forma todo o resto do esqueleto axial e apendicular: as células do centro do molde hipertrofiam, a matriz calcifica, os vasos invadem levando osteoblastos, e a ossificação parte do centro primário, na diáfise, para as extremidades. O mesmo ciclo se repete depois nos centros secundários das epífises.

Os centros secundários do membro superior e o cotovelo

Cobrança confirmada · 1 questão

O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 6), insiste que o aparecimento e a fusão dos centros de ossificação seguem um padrão ordenado, mas que esse padrão varia entre indivíduos e entre meninos e meninas. O ortopedista precisa conhecer as faixas normais para não chamar de fratura um centro que ainda não apareceu ou um que apareceu fragmentado. As Figs. 1.6 e 1.7 trazem as idades do membro superior, sempre com dois números (meninos e meninas), e as meninas vêm antes.

No cotovelo, a Fig. 1.6 (p. 15) coloca o capítulo primeiro, aos 5 meses nos meninos e 4 meses nas meninas (faixas de 6 semanas a 8 meses e de 1 a 6 meses). Depois vêm a cabeça do rádio (5 e 4 anos), o epicôndilo medial (7 e 5 anos), a tróclea (9 e 8 anos), o olécrano (10 e 8 anos) e, por último, o epicôndilo lateral (12 e 11 anos).

O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª ed. (cap. 13, Tabela 13-1), usa os dados de CHENG (1998) e chega à mesma ordem com idades mais tardias para o capítulo: capítulo 1 ano em ambos os sexos, cabeça do rádio 5 e 6 anos, epicôndilo medial 5 e 7,5 anos, olécrano 8,7 e 10,5, tróclea 9 e 10,7, epicôndilo lateral 10 e 12 anos (meninas e meninos). O texto do RWC diz que o capítulo aparece pouco antes de 1 ano, mas pode atrasar até 18 a 24 meses, e que, por aparecer cedo, é um marco confiável para avaliar lesões e alinhamento a partir dos 2 anos. Quando o núcleo do capítulo surge, a borda lateral da metáfise distal do úmero, até então simétrica, fica reta. As meninas ossificam antes, com diferença que chega a 2 anos no olécrano e no epicôndilo lateral. O epicôndilo medial começa a ossificar entre 5 e 6 anos, numa pequena concavidade da borda medial da metáfise. Mais tarde, capítulo, tróclea e epicôndilo lateral se fundem num único centro, separado do epicôndilo medial pelo osso metafisário (Fig. 13-7).

Os dois livros divergem nos números e num detalhe da ordem: o Tachdjian põe a tróclea antes do olécrano (9 e 10 anos nos meninos), e o RWC põe o olécrano levemente antes (8,7 e 9,0 anos nas meninas). Para a prova, a sequência clássica é a que os dois sustentam no começo e no fim: capítulo primeiro, epicôndilo lateral por último.

Centros do cotovelo, meninos e meninas (Tachdjian, cap. 1, Fig. 1.6, p. 15; RWC, cap. 13, Tabela 13-1)
CentroTachdjian (meninos / meninas)RWC (meninas / meninos)
capítulo5 meses / 4 meses1,0 / 1,0 ano
cabeça do rádio5 / 4 anos5,0 / 6,0 anos
epicôndilo medial7 / 5 anos5,0 / 7,5 anos
tróclea9 / 8 anos9,0 / 10,7 anos
olécrano10 / 8 anos8,7 / 10,5 anos
epicôndilo lateral12 / 11 anos10,0 / 12,0 anos

O resto do membro superior

A Fig. 1.6 (p. 15) traz também o ombro e o punho. A cabeça do úmero aparece do nascimento aos 3 meses; o tubérculo maior entre 6 meses e 2 anos; o menor entre 3 e 5 anos. O HEBERT (cap. de plexo braquial) lembra a consequência prática: o núcleo da cabeça do úmero só aparece após o terceiro mês, e por isso o descolamento epifisário do recém-nascido pede ultrassonografia. No punho, o rádio distal aparece por volta de 1 ano e a ulna distal aos 6 e 5 anos. Os ossos do carpo seguem uma ordem que vale guardar: capitato e hamato por volta de 6 meses, piramidal entre 2,25 e 1,75 ano, semilunar aos 4 anos, escafoide aos 5,5 e 4,5 anos, trapézio aos 5 e 4, trapezoide aos 6 e 4 e pisiforme por último, aos 11 e 9 anos.

A Fig. 1.7 (p. 16) mostra os fechamentos: no cotovelo, capítulo, epicôndilo lateral e tróclea se fundem entre si na puberdade e à diáfise aos 17 e 14 anos, e o epicôndilo medial fecha por último, aos 18 e 15 anos.

Outros centros do membro superior (Tachdjian, cap. 1, Figs. 1.6 e 1.7, p. 15 e 16)
CentroAparece (meninos / meninas)Fecha
cabeça do úmeronascimento a 3 mesesfunde aos tubérculos 4 a 6 anos; à diáfise 19 a 21 / 18 a 20 anos
tubérculo maior6 meses a 2 anos / 3 meses a 1,5 anocom a cabeça
tubérculo menor3 a 5 anoscom a cabeça
rádio distalcerca de 1 ano19 / 17 anos
ulna distal6 / 5 anos19 / 17 anos
capitato e hamatocerca de 6 meses
escafoide5,5 / 4,5 anos
pisiforme11 / 9 anos (o último do carpo)
clavícula, epífise esternal17 anos18 a 24 anos
acrômio15 a 18 anos18 a 19 anos

Os centros do membro inferior e o encontro com os marcos

Cobrança confirmada · 1 questão

A Fig. 1.8 do Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 17), tem uma particularidade: vários centros do membro inferior aparecem antes do nascimento, contados em semanas fetais. O calcâneo entre 24 e 36 semanas, o tálus entre 26 e 28, o fêmur distal com 36 semanas e a tíbia proximal e o cuboide com 40 semanas. É o mesmo grupo que o Lovell and Winter's (cap. 1, p. 11) cita como os centros que surgem pouco antes do nascimento. O RWC (cap. 31) põe o calcâneo ainda mais cedo, no 3º mês intrauterino, e o navicular só por volta dos 3 anos.

Depois do nascimento, a cabeça do fêmur aparece aos 4 meses (Tachdjian, p. 17). O RWC (cap. 24) dá 4 meses nas meninas e 5 a 6 meses nos meninos. O trocânter maior aparece aos 3 anos no Tachdjian e aos 4 anos no RWC; o menor aos 12 e 11 anos; a patela aos 4 a 5 e 3 anos; a fíbula proximal aos 4 e 3 anos; a tuberosidade da tíbia entre 7 e 15 anos; a tíbia distal aos 6 meses; a fíbula distal com 1 ano e 9 meses; o navicular aos 3 e 2 anos.

O núcleo da cabeça femoral e o lactente que levanta o tórax

A questão do TARO 2025 junta duas tabelas do mesmo capítulo. Se a radiografia mostra o início da ossificação da cabeça femoral, a criança tem cerca de 4 meses (Fig. 1.8). E o que a Tabela 1.1 diz que o lactente de 4 meses acabou de conquistar? Levantar cabeça e tórax da cama com o peso nos antebraços, em prono. É exatamente "sustentar a cabeça e o tronco em decúbito ventral".

Os distratores são marcos bem posteriores. Puxar-se para ficar de pé com apoio é de 9 a 12 meses; andar sem apoio, de 12 a 16 meses (14 na tabela); subir escadas com apoio, de 18 meses. Quem lembra que o núcleo da cabeça aparece no primeiro semestre elimina os três.

Centros do membro inferior, meninos e meninas (Tachdjian, cap. 1, Figs. 1.8 e 1.9, p. 17 e 18; RWC, caps. 24 e 31)
CentroApareceFechaObservação
calcâneo24 a 36 semanas fetais12 a 22 anos (epífise)RWC: primário no 3º mês intrauterino; secundário 6 a 8 anos
tálus26 a 28 semanas fetaisossificado ao nascer
fêmur distal36 semanas fetais18 a 19 / 17 anosLW: surge pouco antes do nascimento
tíbia proximal40 semanas fetais18 a 19 / 16 a 17 anos
cuboide40 semanas fetaislogo após o nascimento (RWC)
cabeça do fêmur4 meses17 a 18 / 16 a 17 anosRWC: 4 meses meninas, 5 a 6 meninos
tíbia distal6 meses17 a 18 anos
fíbula distal1 ano / 9 meses17 a 18 anos
navicular3 / 2 anosRWC: cerca de 3 anos
trocânter maior3 anos16 a 17 anosRWC: 4 anos
patela4 a 5 / 3 anos
tuberosidade da tíbia7 a 15 anos19 anos
trocânter menor12 / 11 anos16 a 17 anos
crista ilíacapuberdade20 anos

A fise e quanto cada ponta cresce

Fundamento

Para estimar crescimento é preciso saber onde ele acontece. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 20, p. 814), divide a fise em zonas germinativa (de repouso), proliferativa, hipertrófica e de calcificação provisória; o crescimento em largura ocorre no sulco de RANVIER. O principal regulador central é o hormônio do crescimento, que age pelos fatores de crescimento semelhantes à insulina produzidos no fígado e nos próprios condrócitos: a falta dá baixa estatura proporcionada e o excesso, antes do fechamento das fises, gigantismo. Os fatores de crescimento de fibroblastos também agem na fise, e o defeito no receptor 3 desse fator causa a acondroplasia.

O Lovell and Winter's Pediatric Orthopaedics, 7ª ed. (cap. 1, p. 23 e 24), dá a fisiologia por zona. A zona de repouso, logo abaixo do centro secundário, tem poucas células numa matriz abundante e pode ser a fonte de condrócitos para a proliferativa. A proliferativa tem colunas de células achatadas, glicogênio, tensão de oxigênio alta (57 mm Hg) e a maior síntese de matriz. Na hipertrófica, as células crescem 5 a 7 vezes, acumulam e liberam cálcio, produzem colágeno tipo X e fosfatase alcalina e preparam a mineralização. A metáfise remove a cartilagem mineralizada e forma a esponjosa primária. O anel de LACROIX é a cinta fibrosa periférica de sustentação, e o sulco de RANVIER contém células que fazem a fise crescer em diâmetro. A velocidade de crescimento de um osso é o número de células novas por coluna multiplicado pela altura média da célula hipertrófica; fises rápidas, como a do fêmur distal, têm colunas longas.

Cada osso longo cresce pelas duas pontas, mas não por igual. As Figs. 1.10 e 1.11 do Tachdjian (cap. 1, p. 19) dão as porcentagens. No membro inferior o crescimento se concentra em torno do joelho: o fêmur distal faz 70% do fêmur, e a tíbia proximal faz 55% da tíbia. No membro superior, ele se afasta do cotovelo: o úmero proximal faz 80% do úmero, e o rádio distal faz 75% do rádio. O estudo de ANDERSON citado no capítulo 20 (p. 815) chega a números parecidos por linhas de parada de crescimento: 71% do fêmur no distal e 57% da tíbia no proximal, as constantes que o Campbell usa nas fórmulas do multiplicador. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 38, p. 1358), resume: no membro superior os grandes centros são o úmero proximal e o rádio e a ulna distais; no inferior, o fêmur distal e a tíbia e a fíbula proximais.

Contribuição de cada fise ao comprimento do osso (Tachdjian, cap. 1, Figs. 1.10 e 1.11, p. 19; cap. 20, p. 815)
OssoProximalDistalComentário
úmero80%20%cresce longe do cotovelo
rádio25%75%
ulna80%20%assim na figura do livro
fêmur30%70%ANDERSON: 71% distal
tíbia55%45%ANDERSON: 57% proximal
fíbula60%40%

O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª ed., dá as taxas absolutas: o fêmur distal cresce cerca de 1 cm por ano (a parada fica evidente em cerca de 6 meses) e a tíbia distal, cerca de 0,25 polegada por ano no adolescente.

Do varo ao valgo: o joelho em crescimento

Cobrança confirmada · 1 questão

O alinhamento do joelho é o exemplo mais claro de que o normal depende da idade. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 18, p. 636), conta a sequência. A maioria dos recém-nascidos tem as pernas arqueadas, com 10 a 15° de varo. Quando começam a ficar de pé e andar, o arqueamento parece maior, e a torção tibial interna agrava a aparência. As medidas clínicas do ângulo tibiofemoral e da distância intercondilar mostram varo máximo entre 6 e 12 meses, alinhamento neutro entre 18 e 24 meses, valgo máximo aos 4 anos (8° de valgo tibiofemoral) e redução gradual até uma média de 6° aos 11 anos. A Fig. 18.13, segundo SALENIUS, ilustra: varo aos 14 meses, neutro aos 25 meses e valgo aos 39 meses.

O HEBERT (cap. 15, Joelho da criança e do adolescente) diz que o genu valgo é normal entre 2 e 8 anos, que o valgo fisiológico máximo ocorre em torno dos 3 anos e que ele diminui até cerca de 7 anos, quando sobra um valgo discreto que não muda até a maturidade. Os dois livros cabem na mesma faixa da prova: o pico do valgo está entre 3 e 4 anos, ou seja, entre 2 e 4 anos.

A importância clínica vem logo em seguida no texto do Tachdjian (p. 636): o varo fisiológico é definido por pelo menos 10° de varo, fise radiograficamente normal e encurvamento de ápice lateral da tíbia proximal e, muitas vezes, do fêmur distal. Esses lactentes chegam entre 12 e 24 meses, por preocupação dos pais e muitas vezes com marcha em rotação interna, e não precisam de radiografia; se feita, pode mostrar atraso aparente da ossificação na face medial das epífises, com fises normais. O varo depois dos 2 anos pode ser considerado anormal, e a radiografia está indicada se o varo persistir ou progredir além de 24 meses ou se for assimétrico. O capítulo 1 traz o mesmo exemplo na abertura: genu varo aos 12 meses é esperado; aos 3 anos, motivo de investigação (p. 3). O HEBERT acrescenta que o valgo acentuado depois dos 8 anos pode ser corrigido quando há distúrbio de marcha, dor, mau alinhamento patelar ou instabilidade, e que, durante o crescimento, a correção pode ser feita com hemiepifisiodese medial.

O alinhamento do joelho ao longo do crescimento (Tachdjian, cap. 18, p. 636; HEBERT, cap. 15)
IdadeTachdjianHEBERT
nascimento10 a 15° de varo
6 a 12 mesesvaro máximo
18 a 24 mesesneutro (SALENIUS: 25 meses)
2 a 8 anosvalgovalgo é normal
3 a 4 anosvalgo máximo aos 4 anos, 8°valgo máximo em torno dos 3 anos
7 anosvalgo discreto definitivo
11 anosmédia de 6° de valgo
alertavaro depois de 2 anos, progressivo ou assimétricovalgo acentuado depois de 8 anos

Proporções, medidas e maturação

Relevância clínica

O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 1, p. 5 e 6), lista as medidas que acompanham o crescimento. Ao nascer, a cabeça é desproporcionalmente grande, cerca de um quarto do comprimento do corpo, e no primeiro ano o perímetro cefálico costuma ser maior que o torácico. A evolução das proporções aparece na razão entre os segmentos superior e inferior: do topo da cabeça à sínfise púbica, dividido pela distância da sínfise à planta dos pés. Ao nascer a razão é de cerca de 1,7 (o texto do livro imprime "1:7"); por volta dos 10 anos os dois segmentos quase se igualam (razão de cerca de 1,0); depois dos 10 anos a razão fica abaixo de 1, porque o segmento inferior passa a ser o maior.

O perímetro cefálico deve ser medido em todo exame nos dois primeiros anos e pelo menos a cada dois anos depois, com a fita sobre as proeminências occipital, parietal e frontal, no ponto de maior circunferência. Microcefalia, fechamento precoce das suturas, hidrocefalia, hematoma subdural e tumor cerebral alteram a curva. Altura e peso são dos melhores indicadores de saúde na infância e devem ser plotados em curvas; a investigação está indicada abaixo do percentil 3, acima do 97 ou diante de desvio recente de um percentil antes estável. A Organização Mundial da Saúde publicou em 2006 os padrões de crescimento infantil.

A maturação física pode ser comparada com a idade cronológica pelos estágios de TANNER: mamas nas meninas, genitais nos meninos e pelos pubianos em ambos; a menarca é outro marco importante nas meninas (p. 6). O HEBERT (cap. 23) usa o TANNER 2 como o momento de agir no método de DIMEGLIO.

Medidas de crescimento (Tachdjian, cap. 1, p. 5 e 6)
MedidaValor ou regraPara que serve
cabeça ao nascercerca de 1/4 do comprimentoproporção
segmento superior / inferiorcerca de 1,7 ao nascer; cerca de 1,0 aos 10 anos; menor que 1 depoisevolução das proporções
perímetro cefálicotodo exame até 2 anos; depois a cada 2 anosmicrocefalia, craniossinostose, hidrocefalia, hematoma, tumor
altura e pesoinvestigar abaixo do percentil 3, acima do 97 ou desvio recentesaúde geral
TANNERmamas, genitais, pelos pubianos; menarcamaturação física
ambidestrianormal até 18 a 24 mesespreferência precoce sugere hemiplegia

Quanto ainda falta crescer: ANDERSON-GREEN, MOSELEY, MENELAUS e o multiplicador

Cobrança confirmada · 1 questão

Estimar o crescimento restante serve para decidir quando fazer a epifisiodese do membro longo ou quanto alongar o curto. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 20, de David PODESZWA, p. 815 a 819), apresenta os métodos em ordem histórica, e o Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 31, p. 1104 a 1107), e o HEBERT (cap. 23) completam com números e fórmulas.

ANDERSON, GREEN e MESSNER

O estudo de 1963 acompanhou 100 crianças (51 normais e 49 com poliomielite de um membro, das quais se usaram as pernas normais) por pelo menos 8 anos antes do fim do crescimento, com ortorradiografias e idade óssea pelo atlas de GREULICH e PYLE (Tachdjian, p. 815). Os achados que caem: a velocidade de crescimento da estatura cai rápido do nascimento aos 6 anos e fica estável dos 6 aos 9 anos (cerca de 5,7 cm por ano); o fêmur cresce 2,0 cm e a tíbia 1,6 cm por ano nessa fase; o estirão vem depois dos 9 anos, com pico entre 10 e 12 anos nas meninas e 12 e 14 nos meninos; e o crescimento continua por cerca de 2 anos depois do estirão. Usar a idade óssea em vez da cronológica não muda a média, mas reduz a variação, o que importa nas crianças com maturação adiantada ou atrasada em 2 anos ou mais. Os gráficos de crescimento remanescente do fêmur distal e da tíbia proximal saíram desse trabalho; o próprio livro mostra a variação: uma menina com idade óssea de 10 anos e 3 meses tem crescimento remanescente médio de 4,1 cm no fêmur distal, mas os extremos vão de 2,2 a 7,2 cm. O estudo de 1964, totalmente longitudinal, mediu 67 meninos e 67 meninas nos aniversários de 1 a 18 anos (p. 816 e 817). O HEBERT acrescenta que a primeira versão do gráfico, de 1947, usou 800 indivíduos e dá os efeitos médios da epifisiodese na tabela de ANDERSON: tíbia proximal 2,7 cm, fêmur distal 4,1 cm, ambos 6,8 cm.

MOSELEY

Em 1977, MOSELEY reanalisou matematicamente os dados de 1964 e transformou as curvas em retas, manipulando a escala do eixo das idades (Tachdjian, p. 818). Com um nomograma de idade óssea que corrige o percentil de crescimento, a perna curta vira uma reta de inclinação menor, a discrepância é a distância vertical entre as retas, e o efeito da epifisiodese aparece como mudança de inclinação. A reta de referência é a da perna normal, não a da longa, o que muda a plotagem nos supercrescimentos como a hemi-hipertrofia. O erro médio foi de 0,6 cm, contra 0,9 cm do método de ANDERSON-GREEN-MESSNER, e é o método que a instituição do livro usa de rotina (p. 819). As limitações: não há comprimentos por idade óssea abaixo de 8 anos, assume-se que a criança mantém o percentil e que a inibição é linear.

MENELAUS (o método aritmético de WHITE)

WHITE e STUBBINS (1944) propuseram uma regra sem gráfico: o fêmur distal cresce 3/8 de polegada e a tíbia proximal 1/4 de polegada por ano, e o crescimento para aos 17 anos nos meninos e 16 nas meninas. MENELAUS (1966 e 1981) manteve as taxas e mudou a parada para 16 anos nos meninos e 14 nas meninas (Tachdjian, p. 818). Em 44 crianças com 53 epifisiodeses de PHEMISTER, 52% ficaram a até 1/4 de polegada do calculado, 41% a até 3/4 e 7% acima de 3/4. A precisão é comparável à do MOSELEY, em parte porque fêmures longos tendem a crescer menos e curtos a crescer mais (p. 819).

O Campbell (cap. 31, p. 1105) dá a versão que a prova cobra, já em milímetros e com a idade: o método de MENELAUS é cômodo porque não exige gráficos e usa a idade cronológica; assume que, acima dos 9 anos, o fêmur distal cresce 3/8 de polegada (9 mm) e a tíbia proximal 1/4 de polegada (6 mm) por ano, e que o crescimento cessa aos 14 anos nas meninas e 16 nos meninos; com ele, MENELAUS obteve discrepância final abaixo de 3/4 de polegada em 94 pacientes.

O HEBERT (cap. 23) arredonda de outro jeito: 1 cm por ano no fêmur distal e 0,6 cm na tíbia proximal, o que corresponderia a 37% do crescimento do membro no fêmur distal e 27% na tíbia proximal, com parada aos 16 anos nos meninos e 14 nas meninas. Recomenda o método quando idade óssea e cronológica diferem no máximo 1 ano, com o comprimento medido clinicamente com blocos, e diz que ele funciona melhor nos últimos anos de crescimento.

O multiplicador de PALEY e o método de DIMEGLIO

PALEY, BHAVE, HERZENBERG e BOWEN criaram o multiplicador: dividiram o comprimento do fêmur e da tíbia na maturidade pelo comprimento em cada idade, para cada sexo e percentil, e chamaram o resultado de M (Campbell, cap. 31, p. 1105 e 1106; Tachdjian, p. 819). O comprimento final é o atual vezes M. Na discrepância congênita, que mantém a porcentagem de inibição, a discrepância final é a atual vezes M. Na discrepância do desenvolvimento (OLLIER, poliomielite, parada de crescimento), soma-se à atual a inibição vezes o crescimento remanescente, calculado com uma medida prévia de 6 a 12 meses antes. Para a epifisiodese, o crescimento remanescente desejado é a correção dividida por 0,71 no fêmur e por 0,57 na tíbia. As vantagens: dispensa gráficos, usa uma ou duas medidas, inclui a altura do pé e, em duas validações, foi mais preciso que MOSELEY e ANDERSON. O Tachdjian registra uma análise em que o multiplicador foi impreciso, frente aos métodos de idade óssea, em malformações vasculares. O HEBERT conclui que nenhum método se mostrou consistentemente superior e que o uso da idade óssea não melhora de forma comprovada a previsão.

O HEBERT descreve ainda o método de DIMEGLIO: o joelho cresce cerca de 2 cm por ano (1,1 cm no fêmur e 0,9 cm na tíbia), a puberdade começa com idade óssea de 11 anos nas meninas e 13 nos meninos, e o crescimento termina com 13,5 e 15,5 anos de idade óssea. Daí saem quatro cenários: discrepância de 5 cm, epifisiodese do fêmur e da tíbia no início da puberdade; 4 cm, fêmur e tíbia seis meses depois; 3 cm, só o fêmur no início; 2 cm, só o fêmur um ano depois. A mensagem é agir no começo da puberdade, no TANNER 2.

Métodos de previsão do crescimento (Tachdjian, cap. 20, p. 815 a 819; Campbell 15, cap. 31, p. 1104 a 1106; HEBERT, cap. 23)
MétodoBaseNúmeros que caemLimitação
ANDERSON-GREEN-MESSNERgráficos de crescimento remanescente por idade ósseafêmur 2,0 e tíbia 1,6 cm/ano dos 6 aos 9; estirão 10 a 12 (meninas), 12 a 14 (meninos); epifisiodese: tíbia 2,7, fêmur 4,1, ambos 6,8 cmdados antigos; idade óssea imprecisa; erro 0,9 cm
MOSELEYretas com nomograma de idade óssea (1977)erro médio 0,6 cm; reta de referência = perna normalsem dados abaixo de 8 anos; assume inibição linear
WHITE e STUBBINSaritmético, idade cronológica3/8 e 1/4 polegada por ano; parada 17 e 16 anos
MENELAUSaritmético, idade cronológica, acima de 9 anos9 mm (fêmur distal) e 6 mm (tíbia proximal); parada 16 meninos e 14 meninasHEBERT: 10 e 6 mm; melhor no fim do crescimento
multiplicador de PALEYM = comprimento final / atualcongênita: D x M; Ge = e/0,71 fêmur, e/0,57 tíbiaimpreciso em malformações vasculares (Tachdjian)
DIMEGLIOidade óssea e puberdadejoelho 2 cm/ano; puberdade 11 e 13 anos de idade óssea; 5, 4, 3 e 2 cm

Por que as previsões erram

Possível cobrança

O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed. (cap. 20, p. 821 a 823), dedica uma parte às fontes de erro. A primeira é a causa da discrepância. A destruição total de uma fise por infecção, fratura, irradiação ou ablação dá um atraso previsível; as deficiências congênitas mantêm a porcentagem de encurtamento constante, mesmo com a diferença absoluta crescendo. Mas nem toda inibição é linear. SHAPIRO estudou 803 pacientes e descreveu cinco padrões: tipo 1, ascendente com inibição constante (deficiência femoral, OLLIER, fise obliterada, poliomielite); tipo 2, ascendente com desaceleração; tipo 3, ascendente com platô, típico do supercrescimento depois da fratura do fêmur (85% estabiliza em 3,5 anos); tipo 4, ascendente, platô e de novo ascendente, visto só no fêmur proximal (artrite séptica, PERTHES, necrose da displasia do quadril); tipo 5, ascendente, platô e descendente, em que a discrepância diminui.

A segunda fonte é a idade óssea. KASSER e JENKINS, estudando crianças normais de 5 a 10 anos, viram que o atlas de GREULICH e PYLE não melhorou a previsão em relação à idade cronológica, exceto em meninas com idade óssea adiantada, com erros médios de 2,4 cm (ANDERSON) e 2,6 cm (MOSELEY). Entre quatro radiologistas, metade das crianças recebeu idades ósseas que diferiam em mais de 1 ano e 10% em mais de 2 anos; como resumiu FERRON, o desvio-padrão do atlas é "mais ou menos uma página" (p. 822 e 823).

O Campbell (cap. 31, p. 1104 e 1107) faz as mesmas ressalvas: os dados de ANDERSON e MOSELEY podem não valer para as crianças de hoje, não incluem a altura do pé (4 cm na escanometria podem ser 5 cm com blocos se o pé também for menor), e o crescimento depende de nutrição, metabolismo, hormônios e da doença de base. Todos os métodos, inclusive GREULICH e PYLE, multiplicador de SANDERS, PALEY, WHITE-MENELAUS e o Fels integrado, são aproximações, e uma discrepância final de 1 a 1,5 cm depois do tratamento é um resultado excelente. Até 1,5 cm não precisa de tratamento; o Campbell (cap. 38, p. 1358) resume as condutas por discrepância prevista na maturidade: até 2 cm, observação ou palmilha; 2 a 5 cm, epifisiodese contralateral; acima de 5 cm, alongamento.

Padrões de discrepância de SHAPIRO (Tachdjian, cap. 20, p. 821 e 822, Fig. 20.17)
TipoCurvaExemplos
1ascendente, inibição constantedeficiência femoral, OLLIER, fise obliterada, poliomielite
2ascendente com desaceleraçãodeficiência femoral menor que 6 cm, poliomielite
3ascendente com platôsupercrescimento após fratura do fêmur (85% estável em 3,5 anos)
4ascendente, platô, ascendentesó fêmur proximal: séptica, PERTHES, necrose da displasia
5ascendente, platô, descendentediscrepância que diminui

Fechamento

Fundamento

O desenvolvimento neuropsicomotor é uma régua de idade. O recém-nascido vive em flexão e responde por reflexos; o controle avança da cabeça para os pés; os reflexos primitivos somem em semanas ou meses, e a persistência é o sinal de alerta. Os ossos longos começam a ossificar no fim do período embrionário, os centros secundários aparecem em ordem previsível (com datas que se cruzam com os marcos), o joelho passa do varo ao valgo, e a estimativa do crescimento restante usa regras simples (MENELAUS) ou gráficos e multiplicadores, todos aproximados.

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