Ortopedia pediátricaResumo do capítulo5 min de leitura
Fatores de risco (quadril esquerdo, primeiro filho, pélvica franca, oligodrâmnio, metatarso aduto); embriologia (fenda na 7ª semana, cabeça e acetábulo do mesmo mesênquima, núcleo entre 4 e 7 meses); obstáculos à redução (cápsula em ampulheta, limbo, pulvinar, ligamento redondo, iliopsoas); exame por idade (limitação da abdução, GALEAZZI, KLISIC); radiografia (HILGENREINER, PERKIN, SHENTON, índice acetabular); ultrassonografia (GRAF e HARCKE); PAVLIK; redução fechada e zona de segurança; necrose e epifisiodese trocantérica.
Atualizado em 30/10/2026 · 5 minutos de leitura · Orto Questões
Fonte: Capítulo 13 · Displasia do desenvolvimento do quadril, em Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª edição (2021). Autores do capítulo: John A. Herring (editor).
Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.
Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de ortopedia pediátrica do Tachdjian, capítulo 13, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.
No leitor: marcações, notas e as questões no meio do texto, que abrem sem perder o lugar da leitura.
Como ler este capítulo
Fundamento
Este resumo é inspirado no capítulo 13 (Displasia do desenvolvimento do quadril) do Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª edição (2021). As páginas citadas são as impressas.
Uma frase organiza o capítulo inteiro: a cabeça femoral molda o acetábulo. Tudo o que tira a cabeça do lugar (útero apertado, frouxidão, enfaixamento) deixa o acetábulo raso; tudo o que a recoloca de forma concêntrica e cedo (PAVLIK, redução fechada) permite a remodelação. E tudo o que a aperta demais (abdução forçada, rotação interna) ameaça a circulação.
Quem tem e como se forma
Cobrança confirmada · 4 questões
Etiologia (p. 423 a 425): frouxidão ligamentar (herdada; mais colágeno III), pélvica (16% dos casos contra 2% a 3% da população; franca com joelhos estendidos ~20%), enfaixar em extensão; displasia acetabular primária improvável.
Associações:oligodrâmnio, primeiro filho, torcicolo, metatarso aduto (até 10%); pé torto sem relação. O quadril esquerdo é o mais acometido (aduzido contra o sacro materno).
Embriologia (p. 425): fenda no mesênquima na 7ª semana; as mesmas células formam cabeça e acetábulo até a 11ª semana; a cabeça determina a concavidade do acetábulo.
Núcleo da cabeça: entre o 4º e o 7º mês (p. 427). Os acetabuli por volta dos 8 anos.
Lactente e criança que anda:abdução diminuída (o sinal mais confiável do quadril luxado, examinando os dois juntos), GALEAZZI, claudicação, membro curto, hiperlordose no bilateral, TRENDELENBURG (p. 432 e 433).
KLISIC: dedo médio no trocânter, indicador na espinha ilíaca anterossuperior; a linha deve apontar para o umbigo; na luxação, aponta abaixo dele. É o teste do bilateral.
A imagem
Cobrança confirmada · 10 questões
Radiografia (p. 437 a 440): HILGENREINER pelas trirradiadas; PERKIN perpendicular, na borda lateral; SHENTON do colo ao forame obturado.
Índice acetabular:27,5° no recém-nascido, 30° limite superior, cerca de 20° aos 2 anos; supercílio < 15°.
Displasia = acetábulo oblíquo com SHENTON intacta; subluxação = lágrima-cabeça aumentada, centro-borda menor e SHENTON quebrada (p. 430).
Ultrassonografia (p. 434 a 436): GRAF (estático) com alfa (teto ósseo) e beta (teto cartilaginoso); subluxação = alfa cai, beta sobe; classes I normal, II imatura, III subluxada, IV luxada; IIc pré-luxante. HARCKE (dinâmico, quatro incidências). Decidir com 6 semanas ou mais.
O PAVLIK
Cobrança confirmada · 4 questões
Tira torácica abaixo dos mamilos; quadris em ~120° de flexão; tiras posteriores frouxas; abdução pela gravidade, nunca forçada (p. 443).
Impede a extensão e a adução; flexão menor que 90° não reduz.
Hiperflexão:paralisia do nervo femoral e luxação inferior. Abdução forçada:necrose (0% a 15% com o PAVLIK).
Sem melhora em 3 semanas: trocar por órtese de abdução (93% de sucesso sem necrose, SWAROOP). Falha associada a mais de 7 semanas, bilateral e ORTOLANI ausente.
A redução fechada e as sequelas
Cobrança confirmada · 6 questões
Zona de segurança de RAMSEY (p. 446): reluxação em adução e extensão; instável se só reduzida em abdução ampla ou com RI > 10 a 15°. Tenotomia dos adutores alarga a zona. Artrografia muda o plano com frequência.
Gesso: flexão > 90°, abdução 30 a 40° com margem, RI ≤ 10 a 15°; nunca no limite ("posição humana").
Não esperar o núcleo; tração sem benefício comprovado.
Obstáculos (p. 427 a 429): limbo invertido, ligamento redondo, pulvinar, ligamento transverso; o mais importante é a cápsula inferior em ampulheta; fora da articulação, o iliopsoas.
Necrose: por abdução extrema ou rotação interna; KALAMCHI e MACEWEN 1 a 4. O trocânter continua crescendo: epifisiodese trocantérica por volta dos 5 anos (ineficaz depois dos 8).
Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.
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