Orto Questões

Fraturas e luxações da mão e do carpo na criança

Ortopedia pediátricaResumo do capítulo6 min de leitura

Fise mais fraca que o ligamento; ossificação do carpo (capitato primeiro, pisiforme por último); rotação não remodela (tenodese); SEYMOUR exposta; martelo ósseo com órtese; colo da falange e bloqueio da flexão; extra-oitava; polegar do esquiador SALTER-HARRIS III e STENER; colo do metacarpal; base do polegar A a D; escafoide distal, gesso e pseudartrose por atraso; capitato em dorsiflexão; luxação complexa da metacarpofalângica; interfalângica proximal; fibrocartilagem triangular.

Atualizado em 28/10/2026 · 6 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 8 · Fractures and Dislocations of the Hand and Carpal Bones in Children, em Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª edição (2025). Autores do capítulo: Lindley Wall e Andrea S. Bauer.

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de ortopedia pediátrica do Rockwood infantil, capítulo 8, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo é inspirado no capítulo 8 do Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (10ª edição, 2025), de Lindley Wall e Andrea S. Bauer, e reorganiza as ideias dele em português, na ordem em que as provas cobram o tema. Os números são os do capítulo. Como o arquivo do livro não tem página impressa, as referências apontam capítulo, seção, figura, tabela e algoritmo.

Na mão da criança, a fise é mais fraca que o ligamento: ela quebra antes de a articulação luxar. A banca cobra a SALTER-HARRIS III por avulsão dos colaterais, a fratura de SEYMOUR, o colo do metacarpal, o BENNETT da criança, o escafoide e o capitato.

Anatomia, exame e remodelação

Cobrança confirmada · 3 questões

Colaterais das interfalângicas cruzam a fise e, com a placa volar, formam uma caixa (SALTER-HARRIS III rara); os da metacarpofalângica vão de epífise a epífise (SALTER-HARRIS III frequente). Extensor terminal na epífise da distal, flexor profundo na metadiáfise. Mais luxada: metacarpofalângica do polegar; superfície mais lesada: interfalângica proximal.

Ossificação do carpo: capitato (até 1 ano), hamato (4 meses), piramidal (2º ano), semilunar (4º), escafoide (5º, distal para proximal: falso TERRY THOMAS), trapézio e trapezoide (5º), pisiforme (9 a 10). Remodela mais o jovem, perto da fise, no plano do movimento; coronal metade ou menos; rotação não (salvo carpometacarpal do polegar). Estável em 2 semanas; atraso de 7 a 10 dias pede osteoclasia. Nervo: sensibilidade confiável aos 5 a 7 anos; teste do enrugamento.

Falanges

Cobrança confirmada · 3 questões

SEYMOUR: SALTER-HARRIS I ou II da distal, abaixo de 12 anos, exposta pelo leito proximal (unha sobre a prega), fragmento fletido pelo profundo, leito interposto; retirar a unha, limpar, desbridar, reduzir, fio, reparar o leito, antibiótico; agudo e completo 0% de infecção, tardio 45%. Martelo ósseo (adolescente): órtese em neutro ou leve hiperextensão 4 a 6 semanas; cirurgia se fragmento acima de 50% da epífise ou subluxação. Jérsei: cirurgia. Ponta amputada: segunda intenção; perda de mais de 50% da distal = unha em garra.

Colo (dedo na porta): cabeça roda em extensão, apaga a fossa subcondilar, bloqueia a flexão; longe da fise, remodela pouco; perfil verdadeiro; redução fechada e fios, evitar aberta (necrose); no muito pequeno, esperar até 2 anos. Extra-oitava: SALTER-HARRIS II do mínimo para ulnar; reduzir com a metacarpofalângica fletida. Diáfise: ápice volar (intrínsecos); aceitar 20 a 30 graus abaixo de 10 anos, 10 a 20 acima; rotação nunca. Irredutível (periósteo, tendão): aberta.

Polegar e metacarpais

Cobrança confirmada · 3 questões

Polegar do esquiador: SALTER-HARRIS III do canto ulnar da falange proximal com o colateral ulnar no fragmento (a mais comum); STENER (fora da aponeurose do adutor) = cirurgia; sem desvio = gesso 4 a 6 semanas.

Metacarpal: o colo é o local mais frequente (mínimo e anular); aceitar 10 a 30 graus além da carpometacarpal (indicador e médio 10 a 20, anular e mínimo 30 a 40); reduzir se déficit de extensão, rotação ou cabeça na palma (JAHSS a 90 graus). Menos de 10 graus de rotação já cruza dedos. Base: carpometacarpal do mínimo (BENNETT reverso, extensor ulnar do carpo).

Base do metacarpal do polegar: A metafisário (aceita 20 a 30 graus); B SALTER-HARRIS II com fragmento medial (padrão habitual; adutor e abdutor longo deformam); C inverso, aberta por periósteo; D SALTER-HARRIS III ou IV = BENNETT da criança, fios através da carpometacarpal.

Carpo

Cobrança confirmada · 2 questões

Escafoide: osso do carpo mais lesado, pico 12 a 15 anos; terço distal tradicionalmente o mais comum (cintura aumentando); polo proximal raro, com mais pseudartrose e necrose. Tabaqueira, tubérculo e compressão axial positivos = sensível; radiografia normal = imobilizar e rever em 2 semanas ou ressonância (58% normais, 28% fraturas). Bipartido unilateral = pseudartrose. Gesso se desvio menor que 1 mm (distal 4 a 6, cintura 6 a 8, proximal 8 a 12 semanas ou parafuso); aberta se mais de 1 mm ou mais de 10 graus; consolida acima de 95%; pseudartrose 20% a 25% por atraso; enxerto não vascularizado vai melhor na criança.

Capitato: dorsiflexão, arco maior (escafocapitato), polo proximal pode rodar 180 graus; desviado = aberta. Piramidal dorsal: oblíqua em pronação. Gancho do hamato: beisebol, golfe; túnel do carpo ou tomografia; excisão se sintomático. Fibrocartilagem triangular: lesão periférica ulnar (tipo B) a mais comum no adolescente; reparo periférico, reinserção foveal (teste do gancho), e epifisiodese ou encurtamento da ulna se variância positiva.

Luxações

Possível cobrança

Metacarpofalângica: a mais frequente é a dorsal do indicador ou polegar; complexa = placa volar interposta, falange paralela, sesamoide na articulação, cabeça emoldurada por flexor (ulnar) e lumbrical (radial); não tracionar nem hiperestender; aberta volar (nervos sob a pele) ou dorsal. Polegar: incompleta 3 semanas; simples completa (90 graus) spica 3 a 4; complexa (paralela) aberta.

Interfalângica proximal: dorsal a mais comum; estável = 3 a 5 dias e esparadrapo; instável = bloqueio de extensão, 10 graus por semana, 4 a 5 semanas; volar = banda central, 4 semanas em extensão; lateral pura reduz sempre; imobilizar mais de 1 semana = rigidez.

Fechamento

Fundamento

Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.

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