Ortopedia pediátricaResumo do capítulo6 min de leitura
BADO I anterior (70% a 75%), II posterior com imobilização em extensão, III lateral por varo com mais lesão do interósseo posterior, IV com o rádio; LETTS; tratamento pela ulna (plástica e galho verde fechada, transversa intramedular, oblíqua longa com placa); linha radiocapitelar e arco ulnar; anular interposto; MONTEGGIA crônico com osteotomia da ulna; BELL TAWSE.
Atualizado em 28/10/2026 · 6 minutos de leitura · Orto Questões
Fonte: Capítulo 12 · Monteggia Fracture-Dislocation in Children, em Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª edição (2025). Autores do capítulo: Peter M. Waters e Kenneth J. Noonan.
Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.
Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de ortopedia pediátrica do Rockwood infantil, capítulo 12, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.
No leitor: marcações, notas e as questões no meio do texto, que abrem sem perder o lugar da leitura.
Como ler este capítulo
Fundamento
Este resumo é inspirado no capítulo 12 do Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (10ª edição, 2025), de Peter M. Waters e Kenneth J. Noonan, e reorganiza as ideias dele em português, na ordem em que as provas cobram o tema. Os números são os do capítulo. Como o arquivo do livro não tem página impressa, as referências apontam capítulo, seção, figura e algoritmo.
A banca cobra a classificação de BADO tipo a tipo (sobretudo o II: ulna metafisária, mecanismo a 60 graus e imobilização em extensão), a de LETTS e a técnica de BELL TAWSE. O capítulo insiste no tratamento pela ulna e em nunca deixar passar a luxação da cabeça.
Classificação e mecanismos
Cobrança confirmada · 6 questões
Menos de 1% das fraturas do antebraço, 4 a 10 anos. BADO (direção da cabeça e ápice da ulna): I anterior, ápice anterior, 70% a 75%; II posterior ou posterolateral, ápice posterior, 6%, padrão do adulto; III lateral com ulna em varo, segundo na criança; IV anterior com ulna e rádio (rádio no mesmo nível ou distal), raro. Equivalentes: I (luxação isolada da cabeça, colo do rádio com ulna, rádio acima da ulna, luxação ulnotroclear, ulna segmentar; pior prognóstico), II (luxação posterior com fratura da epífise ou colo do rádio), III e IV (com fraturas do úmero distal). LETTS: A plástica, B galho verde, C completa (anteriores), D posterior, E lateral.
Mecanismos. Tipo I: golpe direto, hiperpronação (EVANS) ou hiperextensão (TOMPKINS); o mais comum é queda com cotovelo em extensão, antebraço neutro a meia pronação, bíceps luxa a cabeça, ulna falha em tensão anterior. Tipo II: carga longitudinal com cotovelo a 60 graus (PENROSE); se a ulna não quebra, luxação posterior do cotovelo. Tipo III: varo com a mão apoiada (WRIGHT), galho verde da ulna proximal. Tipo IV: como o tipo I.
Diagnóstico
Possível cobrança
Edema, dor, limitação; tipo I: ápice anterior, plenitude anterior na fossa cubital; tipo II: saliência posterolateral; tipo III: edema lateral, varo, sem supinação. Testar o interósseo posterior (extensão das metacarpofalângicas, retropulsão do polegar). Linha radiocapitelar: o eixo do rádio passa pelo centro do capítulo em qualquer flexão, no perfil verdadeiro (o AP engana no tipo I). Arco ulnar: desvio da borda da ulna maior que 1 mm = deformidade plástica. Na dúvida, radioscopia, ressonância, tomografia ou ultrassonografia: o MONTEGGIA agudo nunca deveria passar. Na fratura dos dois ossos, radiografar o cotovelo. Congênita: cabeça convexa, capítulo hipoplásico, em geral posterior, às vezes bilateral; crônica traumática: cabeça côncava, arco ulnar alterado, anular ossificado; toda luxação anterior é suspeita de trauma.
Tratamento agudo
Cobrança confirmada · 2 questões
Pela ulna (RING e WATERS): plástica e galho verde = redução fechada; transversa e oblíqua curta = intramedular; oblíqua longa e cominuta = placa; 28 de 28 excelentes em até 24 horas; RAMSKI (112): falhas só no subtratamento. Tipo I fechado: ulna primeiro (tração, pressão no ápice; plástica pede anestesia), depois fletir para reduzir a cabeça; gesso em 110 a 120 graus; radiografias a cada 1 a 2 semanas; 4 a 6 semanas. Cabeça que não reduz após corrigir a ulna: ligamento anular interposto (sai da ulna com manga de periósteo, em continuidade), via KOCHER com pronação ou BOYD; checar plástica do rádio. Tipo II: tração a 60 graus, pressão anterior na cabeça, imobilizar em extensão; borda anterior da cabeça com ressonância. Tipo III: extensão com valgo na ulna, gesso com molde em valgo, 100 a 110 graus de flexão; interposição mais frequente. Tipo IV: estabilizar o rádio (intramedular; placa acima de 12 anos) e o tipo vira I. Exposto: pior.
Complicações e MONTEGGIA crônico
Cobrança confirmada · 1 questão
Nervo radial em 10% a 20% (a complicação mais comum), sobretudo interósseo posterior, mais nos tipos I e III; expectante, volta em até 12 semanas, esperar até 6 meses. Ulnar no tipo II; mediano raro. Síndrome compartimental (evitar hiperflexão no gesso).
Crônico: história natural não benigna (valgo, dor, perda de rotação e flexão, neuropatia tardia). Reconstruir se cabeça côncava e capítulo convexo, de preferência abaixo de 10 a 12 anos e cedo; contraindicado com cabeça convexa ou aumentada, capítulo achatado, artrose. Técnica dos autores: proteger o radial, desbridar, anular nativo (preferido), osteotomia de abertura da ulna (no ápice; proximal ao ápice na plástica), pino radiocapitelar provisório para calibrar, placa sem enxerto, fasciotomias profiláticas. Reconstrução do anular: BELL TAWSE (porção central do tríceps, furo na ulna, estabilidade posterior); BUCKNILL e LLOYD-ROBERTS (porção lateral, pino transcapitelar); SEEL e PETERSON (furos nas inserções, força posteromedial). Redeslocamento até 25%; fatores-chave: osteotomia da ulna e não deixar pino.
Fechamento
Fundamento
Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.