Como ler este capítulo
Fundamento
Este resumo é inspirado no capítulo 11 do Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (10ª edição, 2025), de Sumeet Garg, Mark A. Erickson e Sarah E. Sibbel, e reorganiza as ideias dele em português, na ordem em que as provas cobram o tema. Os números são os do capítulo. Como o arquivo do livro não tem página impressa, as referências apontam capítulo, seção, figura, tabela e algoritmo.
A banca cobra o mecanismo em valgo com extensão, a técnica de PATTERSON, a perda da pronação, os equivalentes de MONTEGGIA do olécrano e a cirurgia da apófise acima de 4 mm.
Rádio proximal: mecanismo, imagem e classificação
Cobrança confirmada · 1 questão
Colo do rádio: 1% a 3% das fraturas e 5% a 10% das do cotovelo; mediana 9 a 10 anos (meninas 2 anos antes); 30% a 50% com outra fratura (epicôndilo medial, luxação, olécrano). Cabeça isolada: incomum, em geral SALTER-HARRIS IV. Mecanismo: queda com cotovelo estendido e valgo; a cabeça cartilaginosa transmite a carga à fise ou metáfise. VOSTAL: neutro = lateral, supinação = anterior, pronação = posterior. Na luxação: fratura na redução (cabeça atrás) ou na luxação (cabeça à frente).
Dor maior na rotação; testar o interósseo posterior; às vezes só dor no punho. Imagem: AP perpendicular ao úmero e ao rádio com o cotovelo fletido; incidência radiocapitelar; antes da ossificação (que começa aos 5 anos, pode ser bipartida), só irregularidade da borda metafisária (angulação lateral normal de 0 a 15 graus); colo é quase todo extracapsular, e o sinal do coxim pode faltar. TRASH: subluxação radiocapitelar posterior após fratura "banal" da cabeça (colateral ulnar lateral), ressonância.
CHAMBERS: I cabeça desviada (IA SALTER-HARRIS I ou II, IB SALTER-HARRIS IV, única articular, IC metafisária; ID na redução, IE na luxação); II colo desviado (IIA angular = variante de MONTEGGIA III; IIB torcional, criança pequena, reduz com pronação); III estresse (osteocondrite, angulação do colo em arremessadores e ginastas). JUDET (I sem desvio, II menos de 30, III 30 a 60, IVA 60 a 80, IVB mais de 80) e O'BRIEN (menos de 30, 30 a 60, mais de 60).
Rádio proximal: tratamento
Cobrança confirmada · 3 questões
Sem cirurgia se desvio menor que 2 mm, angulação menor que 45 graus abaixo de 10 anos e menor que 30 acima, rotação completa e cabeça alinhada ao capítulo; até 45 graus remodelam. Translação tolera mal (efeito came). Aspiração e anestesia local para testar a rotação. Imobilização 1 a 3 semanas.
Redução fechada (nenhuma técnica é superior): PATTERSON (tração, supinação, varo, pressão lateral na cabeça; rotação de máxima saliência lateral); KAUFMAN; NEHER e TORCH; israelense (90 graus, pronação); MONSON (supinação, pressão na diáfise); faixa de ESMARCH. Assistida por fio percutâneo (ponta romba, entrada lateral direta, pronação). METAIZEAU: haste 60% a 70% do istmo, ponta dobrada 30 a 40 graus, entrada no rádio distal, impactar na epífise e girar (80% a 90% excelentes). Aberta (KOCHER ou KAPLAN), parafusos de minifragmento ou sem cabeça, placa na zona segura (entre o estiloide e LISTER), parafusos unicorticais; reparar o anular. Excisão da cabeça = salvação ruim. Fechado vai melhor que aberto. Os autores ficaram mais agressivos com as fraturas articulares da cabeça (ressonância e fixação).
Rádio proximal: complicações
Cobrança confirmada · 2 questões
Perda de movimento (a mais comum): pronação mais que supinação; flexão e extensão raramente; pouco melhora após 6 meses. Supercrescimento da cabeça 20% a 40%. Fechamento fisário precoce (encurtamento até 5 mm). Osteonecrose 10% a 20% (25% com aberta). Consolidação viciosa com erosão do capítulo. Pseudartrose rara (observar se pouco sintomática). Cúbito valgo (cerca de 10 graus a mais). Nervo interósseo posterior: em geral iatrogênico e transitório, explorar se não recuperar em 3 a 4 meses. Sinostose radioulnar (após aberta). Miosite ossificante (32%, supinador). Mau prognóstico: desvio maior, acima de 10 anos, alta energia, associadas; ruins 15% a 33% (até 50% nas muito desviadas).
Olécrano e apófise
Cobrança confirmada · 3 questões
Olécrano: cerca de 4,9% das fraturas do cotovelo, pico 5 a 10 anos, associadas em 20% (48% a 77% nas em galho verde). Flexão (a mais comum): tensão posterior (tríceps e braquial), traço transverso intra-articular; estável = pouca flexão (autores: 5 a 10 graus, 3 semanas, radiografia aos 5 a 7 dias); instável (defeito, separa ao fletir) = banda de tensão (PDS em oito se menos de 50 kg; parafuso oblíquo com PDS). Extensão: varo ou valgo com o olécrano travado; galho verde longitudinal; supinação + valgo = galho verde + colo do rádio (equivalente de MONTEGGIA I) ou epicôndilo medial; varo = luxação lateral da cabeça (MONTEGGIA III) ou colo; manipular sob anestesia e hipercorrigir. Cisalhamento: golpe posterior, distal vai à frente, periósteo posterior íntegro = banda de tensão natural (fletir) ou parafuso oblíquo.
Apófise: rara (tríceps insere largo na metáfise); OI predispõe. I apofisite, II estresse incompleto, IIIA avulsão pura, IIIB apófise e metáfise. Até 2 mm sem cirurgia; 2 a 4 mm reduzir em extensão; mais de 4 mm ou articulação incongruente = cirurgia (fios e banda de tensão); OI = banda com fio (parafuso falha). Ossificação: centro aos 9 anos, bipartido possível, fusão aos 14; margem esclerótica imita fratura; patela cubital não é pseudartrose. Complicações: esporão, alongamento da ponta, parada apofisária sem prejuízo.
Coronoide
Possível cobrança
Menos de 1% a 2% das fraturas do cotovelo, quase sempre com luxação; ver na oblíqua ou radiocapitelar. REGAN e MORREY: I ponta, II menos de 50%, III mais de 50%. I e II com cotovelo estável: movimento precoce. III costuma ser instável: fixar (sem cirurgia, só 20% satisfatórios). Na criança, cirurgia rara; via medial ou anterior de HENRY, pinças de dentista, parafuso de minifragmento ou sutura passada.
Fechamento
Fundamento