Orto Questões

Fraturas do colo do rádio e do olécrano na criança

Ortopedia pediátricaResumo do capítulo7 min de leitura

Colo do rádio por queda em valgo com o cotovelo estendido, aceitável até 45 graus abaixo de 10 anos e 30 acima, PATTERSON e METAIZEAU, nervo interósseo posterior, fratura articular da cabeça que subluxa, perda da pronação; olécrano em flexão, extensão (equivalentes de MONTEGGIA) e cisalhamento, apófise acima de 4 mm, coronoide de REGAN e MORREY.

Atualizado em 28/10/2026 · 7 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 11 · Radial Neck and Olecranon Fractures, em Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, 10ª edição (2025). Autores do capítulo: Sumeet Garg, Mark A. Erickson e Sarah E. Sibbel.

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de ortopedia pediátrica do Rockwood infantil, capítulo 11, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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No leitor: marcações, notas e as questões no meio do texto, que abrem sem perder o lugar da leitura.

Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo é inspirado no capítulo 11 do Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (10ª edição, 2025), de Sumeet Garg, Mark A. Erickson e Sarah E. Sibbel, e reorganiza as ideias dele em português, na ordem em que as provas cobram o tema. Os números são os do capítulo. Como o arquivo do livro não tem página impressa, as referências apontam capítulo, seção, figura, tabela e algoritmo.

A banca cobra o mecanismo em valgo com extensão, a técnica de PATTERSON, a perda da pronação, os equivalentes de MONTEGGIA do olécrano e a cirurgia da apófise acima de 4 mm.

Rádio proximal: mecanismo, imagem e classificação

Cobrança confirmada · 1 questão

Colo do rádio: 1% a 3% das fraturas e 5% a 10% das do cotovelo; mediana 9 a 10 anos (meninas 2 anos antes); 30% a 50% com outra fratura (epicôndilo medial, luxação, olécrano). Cabeça isolada: incomum, em geral SALTER-HARRIS IV. Mecanismo: queda com cotovelo estendido e valgo; a cabeça cartilaginosa transmite a carga à fise ou metáfise. VOSTAL: neutro = lateral, supinação = anterior, pronação = posterior. Na luxação: fratura na redução (cabeça atrás) ou na luxação (cabeça à frente).

Dor maior na rotação; testar o interósseo posterior; às vezes só dor no punho. Imagem: AP perpendicular ao úmero e ao rádio com o cotovelo fletido; incidência radiocapitelar; antes da ossificação (que começa aos 5 anos, pode ser bipartida), só irregularidade da borda metafisária (angulação lateral normal de 0 a 15 graus); colo é quase todo extracapsular, e o sinal do coxim pode faltar. TRASH: subluxação radiocapitelar posterior após fratura "banal" da cabeça (colateral ulnar lateral), ressonância.

CHAMBERS: I cabeça desviada (IA SALTER-HARRIS I ou II, IB SALTER-HARRIS IV, única articular, IC metafisária; ID na redução, IE na luxação); II colo desviado (IIA angular = variante de MONTEGGIA III; IIB torcional, criança pequena, reduz com pronação); III estresse (osteocondrite, angulação do colo em arremessadores e ginastas). JUDET (I sem desvio, II menos de 30, III 30 a 60, IVA 60 a 80, IVB mais de 80) e O'BRIEN (menos de 30, 30 a 60, mais de 60).

Rádio proximal: tratamento

Cobrança confirmada · 3 questões

Sem cirurgia se desvio menor que 2 mm, angulação menor que 45 graus abaixo de 10 anos e menor que 30 acima, rotação completa e cabeça alinhada ao capítulo; até 45 graus remodelam. Translação tolera mal (efeito came). Aspiração e anestesia local para testar a rotação. Imobilização 1 a 3 semanas.

Redução fechada (nenhuma técnica é superior): PATTERSON (tração, supinação, varo, pressão lateral na cabeça; rotação de máxima saliência lateral); KAUFMAN; NEHER e TORCH; israelense (90 graus, pronação); MONSON (supinação, pressão na diáfise); faixa de ESMARCH. Assistida por fio percutâneo (ponta romba, entrada lateral direta, pronação). METAIZEAU: haste 60% a 70% do istmo, ponta dobrada 30 a 40 graus, entrada no rádio distal, impactar na epífise e girar (80% a 90% excelentes). Aberta (KOCHER ou KAPLAN), parafusos de minifragmento ou sem cabeça, placa na zona segura (entre o estiloide e LISTER), parafusos unicorticais; reparar o anular. Excisão da cabeça = salvação ruim. Fechado vai melhor que aberto. Os autores ficaram mais agressivos com as fraturas articulares da cabeça (ressonância e fixação).

Rádio proximal: complicações

Cobrança confirmada · 2 questões

Perda de movimento (a mais comum): pronação mais que supinação; flexão e extensão raramente; pouco melhora após 6 meses. Supercrescimento da cabeça 20% a 40%. Fechamento fisário precoce (encurtamento até 5 mm). Osteonecrose 10% a 20% (25% com aberta). Consolidação viciosa com erosão do capítulo. Pseudartrose rara (observar se pouco sintomática). Cúbito valgo (cerca de 10 graus a mais). Nervo interósseo posterior: em geral iatrogênico e transitório, explorar se não recuperar em 3 a 4 meses. Sinostose radioulnar (após aberta). Miosite ossificante (32%, supinador). Mau prognóstico: desvio maior, acima de 10 anos, alta energia, associadas; ruins 15% a 33% (até 50% nas muito desviadas).

Olécrano e apófise

Cobrança confirmada · 3 questões

Olécrano: cerca de 4,9% das fraturas do cotovelo, pico 5 a 10 anos, associadas em 20% (48% a 77% nas em galho verde). Flexão (a mais comum): tensão posterior (tríceps e braquial), traço transverso intra-articular; estável = pouca flexão (autores: 5 a 10 graus, 3 semanas, radiografia aos 5 a 7 dias); instável (defeito, separa ao fletir) = banda de tensão (PDS em oito se menos de 50 kg; parafuso oblíquo com PDS). Extensão: varo ou valgo com o olécrano travado; galho verde longitudinal; supinação + valgo = galho verde + colo do rádio (equivalente de MONTEGGIA I) ou epicôndilo medial; varo = luxação lateral da cabeça (MONTEGGIA III) ou colo; manipular sob anestesia e hipercorrigir. Cisalhamento: golpe posterior, distal vai à frente, periósteo posterior íntegro = banda de tensão natural (fletir) ou parafuso oblíquo.

Apófise: rara (tríceps insere largo na metáfise); OI predispõe. I apofisite, II estresse incompleto, IIIA avulsão pura, IIIB apófise e metáfise. Até 2 mm sem cirurgia; 2 a 4 mm reduzir em extensão; mais de 4 mm ou articulação incongruente = cirurgia (fios e banda de tensão); OI = banda com fio (parafuso falha). Ossificação: centro aos 9 anos, bipartido possível, fusão aos 14; margem esclerótica imita fratura; patela cubital não é pseudartrose. Complicações: esporão, alongamento da ponta, parada apofisária sem prejuízo.

Coronoide

Possível cobrança

Menos de 1% a 2% das fraturas do cotovelo, quase sempre com luxação; ver na oblíqua ou radiocapitelar. REGAN e MORREY: I ponta, II menos de 50%, III mais de 50%. I e II com cotovelo estável: movimento precoce. III costuma ser instável: fixar (sem cirurgia, só 20% satisfatórios). Na criança, cirurgia rara; via medial ou anterior de HENRY, pinças de dentista, parafuso de minifragmento ou sutura passada.

Fechamento

Fundamento

Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.

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