No desenvolvimento da coxa, o centro de ossificação da cabeça do fêmur é visibilizado na radiografia:
- ao nascimento
- no 4º mês pós-natal
- no 8º mês pós-natal
- no 12º mês pós-natal
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Conceito-chave
A cabeça femoral ao nascer é cartilagem. Ao nascimento, a epífise proximal do fêmur é toda cartilaginosa e não aparece na radiografia. O núcleo de ossificação da cabeça femoral surge entre 4 e 6 meses de vida, um pouco antes nas meninas, e cresce progressivamente.
Por que isso importa na displasia do quadril.
| Idade | Exame de escolha | Por quê |
|---|---|---|
| Até 4 a 6 meses | Ultrassonografia (método de Graf) | A cabeça e o acetábulo são cartilaginosos; a radiografia mostra pouco |
| Após 4 a 6 meses | Radiografia em AP da bacia | O núcleo de ossificação aparece e passa a sombrear a imagem da ultrassonografia |
Como ler a radiografia depois dos 6 meses.
- Linha de Hilgenreiner: horizontal, pelas cartilagens trirradiadas.
- Linha de Perkin: vertical, pela borda lateral do acetábulo.
- O núcleo da cabeça deve ficar no quadrante inferomedial formado pelas duas linhas.
- Índice acetabular: inclinação do teto (normal até cerca de 30° ao nascer, diminuindo com a idade).
- Linha de Shenton: arco contínuo entre o colo do fêmur e a borda do forame obturador; rompida na subluxação.
O núcleo também ajuda no diagnóstico.
- Na displasia, o núcleo do lado afetado costuma ser menor e aparecer mais tarde que o do lado normal.
- A presença do núcleo antes da redução fechada é discutida como fator de proteção contra a necrose avascular, embora as evidências sejam conflitantes.
Outros centros do membro inferior. O centro do fêmur distal e o da tíbia proximal já estão presentes ao nascer (sinal de maturidade fetal), e o do trocânter maior aparece por volta dos 4 anos.
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