Na displasia do desenvolvimento do quadril, o teste de KLISIC quando há luxação, o dedo indicador e o dedo médio do examinador formam uma linha reta imaginária direcionada para
- o umbigo.
- o púbis.
- um ponto acima do umbigo.
- um ponto entre o púbis e o umbigo.
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Conceito-chave
O exame do quadril da criança com DDQ. No recém-nascido, as manobras de Ortolani (reduz um quadril luxado) e Barlow (luxa um quadril instável) detectam a instabilidade. Depois dos 3 meses, o quadril luxado não reduz mais, e os sinais mudam: limitação da abdução, encurtamento (sinal de Galeazzi) e assimetria de pregas. Na luxação bilateral, porém, esses sinais podem ser simétricos e enganar. O teste de Klisic ajuda justamente nesses casos.
O teste de Klisic. Com a criança deitada de costas:
- O examinador coloca o dedo médio sobre o trocanter maior.
- O dedo indicador sobre a espinha ilíaca anterossuperior.
- Imagina-se uma linha que passa pelos dois dedos e continua em direção ao abdome.
| Quadril | Para onde a linha aponta |
|---|---|
| Normal | Para o umbigo (ou acima dele) |
| Luxado | Para abaixo do umbigo: um ponto entre o púbis e o umbigo |
Por que a linha desce. No quadril luxado, a cabeça femoral sobe para a face lateral do ilíaco, e o trocanter maior sobe junto, ficando mais alto em relação à espinha ilíaca. Com o trocanter alto, a linha que liga os dois pontos fica mais horizontal e passa abaixo do umbigo.
A vantagem do teste. Ele compara o trocanter com uma referência da própria pelve, e não com o outro lado. Por isso, funciona também na luxação bilateral, quando o Galeazzi e a abdução podem parecer simétricos.
Os outros sinais da DDQ na criança maior.
- Sinal de Galeazzi: com os quadris e joelhos fletidos, o joelho do lado luxado fica mais baixo.
- Limitação da abdução (o sinal mais importante após 3 meses).
- Marcha de Trendelenburg (unilateral) ou anserina (bilateral), com hiperlordose lombar na luxação bilateral.
- Telescopagem (pistonagem) do fêmur.
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