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Questão de Displasia do desenvolvimento do quadril (TEOT 2022)

Ortopedia pediátricaDisplasia do desenvolvimento do quadrilTEOT 2022

No tratamento da displasia do desenvolvimento do quadril, o gesso em “posição humana” é realizado com o quadril em

  1. hiperflexão e abdução máxima.
  2. flexão de 90 graus e abdução máxima.
  3. hiperflexão e abdução menor que a máxima.
  4. flexão de 90 graus e abdução menor que a máxima.
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Gabarito: C · hiperflexão e abdução menor que a máxima.

Conceito-chave

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) e as partes moles. Quando a cabeça femoral sai do acetábulo, ela se desloca para cima e para trás (posterossuperior), sobre o ilíaco. Com o tempo, as partes moles se adaptam à nova posição, e várias delas passam a impedir a redução.

As estruturas que se contraem e bloqueiam a redução.

EstruturaComo bloqueia
Adutores (sobretudo o adutor longo)Ficam encurtados e tensos: limitam a abdução e impedem a cabeça de descer ao acetábulo
IliopsoasSeu tendão cruza a frente da cápsula e a estrangula (forma de ampulheta)
CápsulaAlongada, com uma constrição em "ampulheta"
Lábio invertido (limbo)Pode se interpor dentro do acetábulo
Ligamento redondo hipertrofiado e pulvinar (gordura)Ocupam o fundo do acetábulo
Ligamento transverso do acetábuloContraído, estreita a entrada inferior

A tensão dos adutores. É o achado clínico mais importante da luxação estabelecida: a limitação da abdução do quadril em flexão. Depois dos 3 meses, quando as manobras de Ortolani e Barlow deixam de funcionar (o quadril não reduz mais), a abdução limitada e assimétrica é o principal sinal da DDQ. Outros sinais: encurtamento da coxa (sinal de Galeazzi: o joelho do lado luxado fica mais baixo), pregas assimétricas e, depois da marcha, claudicação e marcha de Trendelenburg.

As implicações no tratamento.

  • Na redução fechada (geralmente de 6 a 18 meses), faz-se a tenotomia dos adutores para permitir uma abdução segura, sem forçar a cabeça contra o acetábulo (que causaria necrose avascular).
  • O gesso pelvipodálico é feito na posição "humana" de Salter (flexão de cerca de 100° e abdução moderada, dentro da zona segura de Ramsey).
  • Se a redução fechada falhar, faz-se a redução aberta, removendo o iliopsoas, o lábio invertido, o ligamento redondo e o pulvinar, e liberando o ligamento transverso.

Os abdutores e os rotadores ficam, ao contrário, encurtados e enfraquecidos pela subida do trocanter, sem gerar tensão que impeça a redução. Por isso, a criança com luxação desenvolve a marcha de Trendelenburg.

A posição humana de Salter e a zona segura de Ramsey. Após a redução fechada, o quadril é mantido em gesso pelvipodálico em flexão acentuada (cerca de 95° a 100°, a "hiperflexão" da questão) e abdução moderada, menor que a máxima (em geral de 40° a 60°). A zona segura de Ramsey é o arco entre a abdução mínima que mantém o quadril reduzido e a abdução máxima possível; o gesso fica no meio dessa faixa. A posição de rã de Lorenz (abdução e rotação máximas) comprime os vasos circunflexos mediais e causou muita necrose avascular no passado. A redução é confirmada por artrografia e, após o gesso, por tomografia ou ressonância.

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