Órtese de PAVLIK, quando colocada em hiperflexão, tem como principal complicação a
- Doença de PAVLIK.
- Lesão do nervo femoral.
- Luxação póstero-lateral do quadril.
- Necrose avascular da cabeça do fêmur.
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Conceito-chave
O suspensório de Pavlik. É o tratamento padrão da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) do nascimento até cerca de 6 meses. Ele mantém os quadris em flexão (cerca de 90° a 100°) e permite a abdução pela gravidade, sem forçá-la. Nessa posição, a cabeça femoral aponta para o acetábulo e a criança chuta livremente, o que ajuda a redução e o remodelamento. O tratamento deve ser checado com ultrassonografia: se o quadril não reduzir em 3 a 4 semanas, o suspensório deve ser abandonado.
As complicações e suas causas.
| Complicação | Posição ou causa |
|---|---|
| Paralisia do nervo femoral | Hiperflexão excessiva (o nervo é comprimido sob o ligamento inguinal) |
| Necrose avascular da cabeça femoral | Abdução forçada ou excessiva |
| Luxação inferior ou obturatória | Hiperflexão |
| Doença do Pavlik | Uso prolongado com quadril não reduzido: erosão da parede posterior do acetábulo |
| Plexopatia braquial e lesões de pele | Alças mal ajustadas |
A paralisia do nervo femoral. Ocorre em cerca de 2% a 3% dos casos. Manifesta-se pela falta de extensão ativa do joelho (o bebê não chuta com o quadríceps). O tratamento é diminuir a flexão ou suspender o suspensório até a recuperação, que costuma ser completa em dias a semanas. A presença dessa paralisia é um fator de pior prognóstico para o sucesso do tratamento.
Como evitar. As alças anteriores controlam a flexão e devem ser ajustadas para cerca de 90° a 100°; as alças posteriores limitam a adução e não devem forçar a abdução. O exame deve checar a função do quadríceps a cada consulta.
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