Orto Questões

Questão de Displasia do desenvolvimento do quadril (TARO 2020)

Ortopedia pediátricaDisplasia do desenvolvimento do quadrilTARO 2020

Na formação embriológica do quadril, o acetábulo e a cabeça do fêmur são derivados:

  1. do mesmo tecido de células mesenquimais
  2. de diferentes tecidos de células mesenquimais
  3. de diferentes tecidos e de células mesenquimais diferentes
  4. do mesmo tecido, porém, de células mesenquimais diferentes
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: A · do mesmo tecido de células mesenquimais

Conceito-chave

A embriologia do quadril. O membro inferior surge como um broto da parede lateral do embrião por volta do 28º dia. Dentro dele, o mesênquima se condensa e forma os moldes cartilaginosos dos ossos.

Como a articulação se forma.

PeríodoEvento
4ª a 6ª semanaUma massa única e contínua de células mesenquimais dá origem, ao mesmo tempo, ao acetábulo e à extremidade proximal do fêmur
6ª semanaSurge, no meio dessa massa, uma faixa menos densa: a interzona
7ª semanaA interzona se cavita, formando o espaço articular
8ª a 11ª semanaFormam-se a cartilagem articular, a sinovial, o ligamento redondo, o lábio e o pulvinar; o quadril está completo por volta da 11ª semana

A consequência: crescimento interdependente. Como nascem do mesmo tecido, a cabeça e o acetábulo continuam a depender um do outro para crescer. A cabeça centrada é o estímulo mecânico para que o acetábulo se aprofunde e a cartilagem trirradiada cresça; o acetábulo, por sua vez, molda a cabeça esférica.

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). O quadril embrionário é normal; a displasia surge depois, sobretudo no fim da gestação e após o nascimento, quando fatores mecânicos tiram a cabeça do lugar:

  • apresentação pélvica, primeira gestação, oligoidrâmnio e outras condições de "aperto" intrauterino (torcicolo, metatarso aduto);
  • frouxidão ligamentar pelos hormônios maternos (relaxina) e herança;
  • sexo feminino e história familiar;
  • enfaixamento pós-natal com quadris em extensão e adução.

Se a cabeça fica fora do lugar, o acetábulo não se aprofunda e fica raso. Por isso, a redução concêntrica precoce permite que o acetábulo se remodele, com potencial máximo nos primeiros meses e até cerca dos 4 anos.

A luxação teratológica é diferente: ocorre no início da gestação, em síndromes (artrogripose, mielomeningocele), com quadril rígido e irredutível, e tem pior prognóstico.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo