Na displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), a limitação da abdução do quadril é um sinal clínico
- sem relevância.
- imperceptível em displasias bilaterais.
- mais evidente em displasias unilaterais.
- relevante somente quando associado à hiperlordose.
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Conceito-chave
O exame da displasia muda com a idade. No recém-nascido, a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) se manifesta como instabilidade: os testes de Ortolani e Barlow. Depois dos primeiros meses, se o quadril estiver luxado, os adutores se retraem, a cabeça fica fixa fora do acetábulo e os testes de instabilidade deixam de funcionar. O sinal mais confiável passa a ser a limitação da abdução com o quadril e o joelho fletidos a 90° (sinal de Hart).
Por que a limitação é mais evidente na displasia unilateral. O examinador avalia a abdução comparando um lado com o outro. Se apenas um quadril está luxado, a assimetria salta aos olhos: um lado abre bem (por exemplo, 75 a 90°) e o outro, pouco (menos de 60°). Na displasia bilateral, os dois lados estão igualmente limitados, a assimetria desaparece e o sinal fica mais difícil de perceber. Ele ainda existe (a abdução está diminuída dos dois lados, abaixo do esperado), mas exige atenção à amplitude absoluta.
Os outros sinais e suas limitações na bilateral.
| Sinal | Na luxação unilateral | Na luxação bilateral |
|---|---|---|
| Limitação da abdução | Assimétrica, evidente | Simétrica, mais difícil de notar |
| Galeazzi (altura dos joelhos) | Positivo | Negativo (os dois lados iguais) |
| Assimetria de pregas | Pode estar presente | Ausente |
| Marcha | Trendelenburg unilateral | Marcha anserina (de pato) e hiperlordose lombar |
A armadilha da luxação bilateral. Ela pode passar despercebida por mais tempo exatamente porque os sinais baseados em assimetria falham. Pistas: abdução limitada nos dois lados, períneo alargado, coxas curtas, hiperlordose e marcha anserina quando a criança anda. Na dúvida, a imagem (ultrassonografia antes dos 4 a 6 meses, radiografia depois) esclarece.
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