Orto Questões

Amputações e reimplantes na mão

Mão e punhoResumo do capítulo32 min de leitura

Reimplante mais convincente no polegar, em vários dedos, na criança e no punho e antebraço; contraindicações relativas zona 2 isolada, segmentar e avulsão do anelar; dedo distal ao FDS é boa indicação; dedo tolera 6 a 12 h quente e 24 h frio (Campbell 8 h e mais de 30 h), músculo 6 h (12 h resfriado); sequência osso, extensor, flexor, artéria, nervo, veia, vários dedos estrutura por estrutura; avulsão pede veia invertida; macrorreimplante com shunt e 20 min por hora; calor e aspirina; pálido arterial, azulado venoso; sanguessuga e Aeromonas; ALLEN e TAMAI pela lúnula; raio do médio leva o adutor do polegar; neuroma no indicador e na avulsão; policização com a MF como nova CMC; punho transmite 50% da pronossupinação.

Atualizado em 04/11/2026 · 32 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 42 · Replantation (com o capítulo 49, Digital Amputations), em Green's Operative Hand Surgery, 7ª edição (2017). Autores do capítulo: James P. Higgins.

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de mão e punho do Green, capítulo 42, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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No leitor: marcações, notas e as questões no meio do texto, que abrem sem perder o lugar da leitura.

Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo segue o capítulo 42 (Replantation, de James P. HIGGINS) do Green's Operative Hand Surgery, 7ª edição (2017), completado pelo capítulo 49 (Digital Amputations) e por trechos dos capítulos 43, 45, 47, 48 e 50, pelos capítulos 20, 21 e 68 do Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª edição, e pelo Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª edição. As páginas citadas são as impressas.

O tema tem duas metades. O reimplante: quem merece a tentativa, como conservar a parte, a ordem dos reparos e a vigilância. A amputação como tratamento: ponta do dedo, níveis, raios, polegar não reimplantado, punho. O próprio Green avisa que reimplantar pode ser mais triunfo técnico que benefício ao paciente (cap. 49, p. 1708). As provas cobram listas e números: horas de isquemia, indicações, sequência, falha arterial contra venosa, sanguessuga, ALLEN e TAMAI, o que cada raio leva e a policização. Os retalhos da ponta estão no resumo de retalhos e cobertura cutânea.

O membro mutilado e a parte amputada

Relevância clínica

O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 43, p. 1486), lista os objetivos no membro mutilado em ordem: preservar a vida, preservar o tecido, preservar a função e reconstruir a função do membro e do paciente; as outras lesões quase sempre têm precedência. Por isso a instabilidade clínica é a única contraindicação firme ao reimplante (cap. 42, p. 1477). O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 68, p. 3030), oferece a saída: durante as medidas salvadoras, dedos podem ser resfriados a 4 °C e reimplantados depois.

No local, recolhem-se todas as partes, mesmo contaminadas, em gaze úmida com soro, num saco plástico colocado sobre gelo: resfriar sem congelar, porque abaixo de 4 °C formam-se cristais intracelulares, lesão semelhante à geladura. O coto recebe curativo compressivo e elevação, sem torniquete e sem ligaduras no campo; depois, radiografias e profilaxia do tétano (Green, cap. 42, p. 1476 e 1478).

Conservação da parte e do coto (Green, cap. 42, p. 1476 e 1478; Campbell, cap. 68, p. 3032 e 3033)
FazerNão fazer
soro fisiológico ou Ringer lactatoálcool, formol, solução não fisiológica
gaze úmida em saco selado sobre geloparte em contato com o gelo, gelo seco
resfriar a cerca de 4 °Ccongelar ou aquecer
compressão e elevação do cotopinçar ou ligar vasos, torniquete esquecido
parcial sem perfusão: resfriar como totalresfriar parcial que ainda tem pulso
transporte rápido; adiar para a manhã é aceitável com a parte bem conservadaatrasar parte não resfriada

Tempo de isquemia: o músculo é o relógio

Cobrança confirmada · 3 questões

O tempo pesa na proporção da massa muscular. O dedo não tem músculo, e a isquemia é muito menos crítica (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 42, p. 1477). No antebraço, 2 a 3 horas de isquemia quente já causam necrose muscular, coagulopatia na reperfusão e liberação de radicais livres. O Campbell (cap. 68, p. 3030) acrescenta o risco renal (mioglobinúria, acidose, hiperpotassemia) e de infecção.

O Green dá ao dedo 6 a 12 horas de isquemia quente e até 24 horas de fria com a parte bem resfriada; há casos de 33 h quentes e 94 h frias, e LIN não achou correlação entre tempo e resultado acima de 24 h; partes resfriadas foram reimplantadas até 36 horas, com sobrevida menor (p. 1477 e 1478). O Campbell (cap. 68, p. 3029 e 3030) usa outros números: necrose irreversível do músculo após 6 horas sem resfriamento, 12 horas se resfriado; partes sem músculo, 8 horas ou mais quentes e mais de 30 horas resfriadas.

Tempos de isquemia (Green, cap. 42, p. 1477 e 1478; Campbell, cap. 68, p. 3029 e 3030)
ParteGreen, quenteGreen, friaCampbell, quenteCampbell, a 4 °C
dedo6 a 12 haté 24 h (casos de 36 h)8 h ou maismais de 30 h
antebraço e braço2 a 3 h já dão necroseresfriar prolonga6 h12 h

O erro clássico é aplicar ao dedo o relógio do músculo. Quando a banca pede o limite de isquemia quente do dedo, a resposta do Green é 6 a 12 horas; quando pede o prazo do dedo "conservado", é 24 horas; quando uma alternativa fala em dedo resfriado até 30 horas, é o número do Campbell. Na mão e no punho, com pouco músculo, o risco é intermediário: os intrínsecos lesados podem ser desbridados, e se ficam, a fibrose costuma ser tolerável (Green, p. 1477).

Quem reimplantar

Cobrança confirmada · 5 questões

O Green (cap. 42, p. 1476 e 1477) começa dizendo que poucas indicações e contraindicações são absolutas. As mais convincentes são o polegar em qualquer nível, vários dedos, qualquer amputação em criança e amputações do punho, antebraço e cotovelo. O polegar vale mesmo com cominuição: o movimento da carpometacarpal basta para o sucesso funcional. As contraindicações relativas são o dedo único na zona 2, a amputação segmentar em vários níveis e a avulsão do anelar pelo anel, porque a cirurgia é difícil e a função pobre.

O dedo único distal à inserção do FDS é indicação relativa favorável: o reimplante é rápido, e a IFP com o FDS intacto dá boa flexão mesmo sem a IFD; prognóstico melhor que a zona 2 (p. 1477). O Campbell (cap. 68, p. 3031) concorda e diz que o reimplante proximal ou na IFP dá rigidez que prejudica os outros dedos, exceto no polegar, reimplantado em qualquer nível porque tolera melhor rigidez e encurtamento.

Indicações nos dois livros (Green, cap. 42, p. 1476 e 1477; Campbell, cap. 68, p. 3030 a 3033)
SituaçãoGreenCampbell
polegar, vários dedos, criançamais convincentesindicações relativas
punho, antebraço, cotovelomais convincenteamputação limpa na palma ou acima
dedo único distal ao FDSindicação relativafunção satisfatória
dedo único na zona 2contraindicação relativacontraindicação no adulto
segmentar em vários níveiscontraindicação relativacontraindicação
avulsão pelo anelcontraindicação relativaindicação relativa se vasos reparáveis
instabilidade clínicacontraindicaçãocontraindicação
diabetes, colagenoses, psiquiátricanão detalhacontraindicações

Na criança, o Campbell (cap. 68, p. 3029 e 3030) mostra a contradição: os vasos podem ter 0,5 mm, a drenagem venosa exige veia volar ou sangramento controlado e a anastomose é mais difícil; mas o sucesso das pontas é maior que no adulto, considera-se reimplantar quase qualquer parte e os reimplantes maiores têm 96% de excelentes. A microcirurgia é tão indispensável quanto no adulto; mudam as indicações, mais amplas. No idoso não há limite de idade; o que limita é a regeneração nervosa, e a idade não contraindica o reimplante muito distal.

O preparo e a ordem dos reparos

Cobrança confirmada · 2 questões

Duas equipes operam ao mesmo tempo, e a parte vai ao centro cirúrgico antes do paciente (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 42, p. 1478). Na parte fazem-se incisões medioaxiais radial e ulnar, com retalhos volar e dorsal (o Campbell, cap. 68, p. 3033, chama de mediolaterais). O flexor recebe sutura de bloqueio; o osso é encurtado generosamente, de preferência na parte amputada, para que o coto não encurte se o reimplante falhar, e o objetivo é a coaptação primária dos nervos. Os fios de Kirschner são passados pela parte e depois avançados. A unha é removida já nessa fase, para facilitar heparina tópica ou sanguessuga depois.

Em vários dedos, trabalha-se estrutura por estrutura: o osso de todos, depois os tendões de todos (p. 1479 e 1484). O Green admite o reimplante ectópico (indicador no lugar do médio), e o Campbell (p. 3036) prioriza o polegar e um dedo no indicador ou médio.

A lógica da sequência é do grosseiro ao delicado: fixar osso sacode o campo, e o microscópio vem por último. O Campbell (cap. 68, p. 3034) dá a ordem clássica: osso, extensores, flexores (podem inverter), artérias, nervos, veias e fechamento. O Green faz no seu centro, sob torniquete, osso, extensor, flexor, nervos e veias se houver tempo; sem torniquete, as veias restantes e as artérias (cap. 42, p. 1480). O Campbell (p. 3036) explica: artéria primeiro mostra o fluxo e enche as veias dorsais; veias primeiro evitam virar a mão; no reimplante proximal com isquemia de 6 h ou mais, a artéria vem primeiro.

Sequência no dedo (Campbell, cap. 68, p. 3034; Green, cap. 42, p. 1480)
OrdemCampbellGreen
1 a 3osso, extensor, flexorosso, extensor, flexor (só FDP na zona 2)
4artériasnervos (sob torniquete)
5nervosveias se houver tempo
6veiassoltar torniquete: veias e artérias
7fecharpele frouxa

No flexor, o Green repara só o FDP nos reimplantes da zona 2, com núcleo de dois ou quatro fios; o extensor é suturado em oito com 3-0, apertado para reduzir o déficit de extensão (cap. 42, p. 1481 aprox.). O Campbell (cap. 68, p. 3036) não repara primariamente o flexor nas amputações por esmagamento ou avulsão proximais ao FDS (planeja enxerto tardio, às vezes com bastão de silicone) e lembra que suturar o FDP proximal no FDS distal dá melhor arco na zona 2. No nervo, a coaptação primária é o grande benefício do encurtamento, porque a sensibilidade recuperada decide o sucesso funcional; na avulsão, o Campbell aproxima as pontas e deixa o enxerto para depois (p. 3038).

Detalhes que caem: fixação com fios e checagem de rotação, porque reimplante vivo e mal alinhado é fracasso funcional; o fio interósseo tem a menor taxa de pseudartrose (Green, p. 1481 aprox.; Campbell, p. 3035). Encurtamento no dedo raramente passa de 1 cm; no antebraço, 2 a 5 cm. A veia é o passo mais difícil; sem veia dorsal (zona 1), usam-se veias volares da polpa ou a segunda artéria digital como drenagem venosa (Green, p. 1479 e 1481 aprox.). Na amputação do polegar perto da MF, a artéria digital ulnar é difícil de ver, e o Green hiperprona o polegar sobre um fio para anastomosá-la. A pele fica frouxa, com as mediaxiais abertas (p. 1482).

Artérias e veias: íntima, enxerto e calibre

Cobrança confirmada · 5 questões

A avulsão disseca as camadas da parede e fratura a íntima perto da zona de lesão; resseca-se até íntima normal ao microscópio (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 42, p. 1479). O Campbell (cap. 68, p. 3037) descreve a íntima "telescopada", puxada para fora, que também se excisa. A falha resultante impede a anastomose sem tensão, e o Green manda usar enxertos venosos liberalmente e transpor vasos (p. 1484). A veia é invertida porque as válvulas só deixam o sangue correr para o coração; no sistema arterial, o fluxo precisa passar a favor delas (Campbell, p. 3028 e 3037).

O Green (p. 1482) é preciso no calibre: as veias volares do antebraço distal combinam com as artérias digitais; as dorsais da mão e do antebraço e as safenas são grandes demais. O Campbell cita como doadoras as partes não reimplantáveis, o dorso da mão ou do antebraço e o pé, e liga os ramos laterais com clipe ou bipolar (p. 3027 e 3037). No enxerto, o Green faz a anastomose distal primeiro, a menor e menos móvel.

Para calibres diferentes, o Campbell (cap. 68, p. 3027) corta as extremidades obliquamente ou em boca de peixe, ou faz a espatulação do vaso menor; na anastomose término-lateral, a extremidade é cortada a cerca de 45 graus. A artéria proximal é confirmada pelo spurt test; antes de ressecar mais, soro morno, papaverina e lidocaína contra o espasmo (Green, p. 1482). Soltam-se os clipes da artéria primeiro e os das veias só após o ingurgitamento venoso. O Campbell pede duas veias por artéria, clipes por menos de 30 minutos e fio 9-0 ou 10-0 (p. 3037).

O macrorreimplante

Relevância clínica

Com muita massa muscular, a reperfusão é urgente (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 42, p. 1480). Parte bem resfriada e isquemia curta: fixação óssea rápida e artéria. Tempo ou temperatura comprometidos: shunt arterial com cateteres nas duas extremidades, e às vezes um shunt venoso para reduzir o sangramento. A regra do autor é reperfundir 20 minutos para cada hora de isquemia; depois retiram-se os shunts e segue-se sob torniquete (p. 1481 aprox.). Os Critical Points (p. 1484) pedem fasciotomias distais e encurtamento ósseo para coaptar os nervos. O Campbell (cap. 68, p. 3036) usa shunts carotídeos ou ventriculoperitoneais com isquemia de 6 h ou mais.

Vigiar e reconhecer a falha

Cobrança confirmada · 3 questões

A monitorização depende do limiar de reexploração: se a trombose não seria salvável, não se vigia de hora em hora; em criança, macrorreimplante e vários dedos, vigia-se de perto (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 42, p. 1482). A vigilância horária, portanto, não é padronizada. O Campbell (cap. 68, p. 3045) considera comprometimento a temperatura abaixo de 30 °C ou 2 a 3 °C abaixo do dedo normal.

O capítulo de retalhos livres do Green (cap. 45, p. 1582 aprox.) descreve a cor. Tecido bem perfundido é rosado. Arterial: mais pálido, cinza-azulado, enchimento capilar muito lento. Venoso: vermelho, depois roxo-azulado, enchimento rápido demais, punção com sangue escuro e prolongado. O Campbell resume: arterial é frio, pálido e sem turgor; venoso é cianótico, congesto e túrgido; congesto, elevar; pálido, abaixar (cap. 68, p. 3039 e 3043).

Falha arterial e venosa (Green, cap. 42, p. 1482, e cap. 45, p. 1582 aprox.; Campbell, cap. 68, p. 3039 e 3043)
SinalArterialVenosa
corpálida, cinza-azuladaroxo-azulada
turgordiminuídoaumentado
enchimento capilarmuito lentorápido demais
punçãopouco sanguesangue escuro e rápido
posiçãoabaixo do coraçãoelevar
condutareexploração urgente e enxerto venososanguessuga ou heparina tópica no leito

O Green separa as condutas (cap. 42, p. 1482). Alteração sutil com suspeita de espasmo: analgesia, soltar curativos, aquecer. Trombose arterial: reexploração de urgência, ressecção e enxerto venoso. Congestão venosa com artéria ainda pérvia: compressas de heparina ou sanguessugas no leito ungueal por vários dias, até surgir drenagem nova. O Campbell (p. 3043 e 3044) diz que a reoperação vai melhor em 4 a 6 horas dos sinais e que se revisam todas as anastomoses.

O adjuvante quase universal é o calor local com aspirina diária; dextrana, heparina e varfarina não tiveram eficácia significativa (Green, p. 1482). O Campbell (p. 3039) reserva a heparina para esmagamento, avulsão, fluxo ruim e crianças pequenas e previne o espasmo com quarto quente, proibição do fumo, sem cafeína, analgesia e bloqueios.

Antitrombóticos e sanguessugas

Cobrança confirmada · 2 questões

A tabela 68.3 do Campbell (cap. 68, p. 3040) traz os mecanismos. A aspirina inibe de modo permanente a COX-1 e a COX-2 e reduz o tromboxano A2; 81 a 325 mg por 3 dias a 6 semanas. A heparina liga a antitrombina III; a de baixo peso age no fator Xa. A dextrana 40 tem mecanismo incerto e causa anafilaxia, edema pulmonar e insuficiência renal, sem ganho de sobrevida.

Antitrombóticos (Campbell, cap. 68, p. 3040; Green, cap. 42, p. 1482)
AgenteMecanismoConclusão
aspirinaCOX irreversível, menos tromboxano A2quase universal
heparinaantitrombina IIIsem ganho de sobrevida, mais sangramento
heparina de baixo pesofator Xasemelhante, menos sangramento
dextrana 40incertosem efeito, efeitos graves
varfarinavitamina Ksem eficácia significativa

A sanguessuga (Hirudo medicinalis) trata a congestão venosa; o efeito vem do sangramento após se soltar, não do sangue ingerido (Green, cap. 45, p. 1584). A saliva tem hialuronidase, vasodilatador e hirudina, o anticoagulante natural mais potente. O risco é a Aeromonas hydrophila, gram-negativa da flora intestinal da sanguessuga, em 7 a 20%, coberta por cefalosporina de 2ª ou 3ª geração ou aminoglicosídeo; transfusões são frequentes (cap. 42, p. 1482 e 1483). O Campbell (p. 3041) usa uma sanguessuga a cada 8 a 12 horas por 5 a 7 dias com sulfametoxazol-trimetoprima ou ciprofloxacino, e nunca sobre tecido inviável. O sangramento controlado (incisão em boca de peixe na polpa, cratera ou leito ungueal com heparina tópica) tem sobrevida semelhante à da sanguessuga. A heparina sistêmica, quando usada, fica para os casos de risco: esmagamento ou avulsão extensos, fluxo pobre antes da anastomose, fluxo duvidoso depois dela e crianças pequenas (Campbell, p. 3039); alguns dão bolus de 3000 a 5000 U ao tentar salvar um reimplante que falha (p. 3044).

Resultados

Cobrança confirmada · 2 questões

O Green (cap. 42, p. 1483 aprox.) dá sobrevida de 57 a 90%, pior com o mecanismo (esmagamento), a idade e o tabagismo, e melhor com mais de uma artéria e mais de uma veia. O Campbell (cap. 68, p. 3028) cita cerca de 57% nos dedos e só 12% após esmagamento ou avulsão; fumantes falham em 63% contra 3% (p. 3041). O Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., cita 80 a 90% de perda se o paciente fumou nos 2 meses anteriores. O Campbell (p. 3030) põe o diabetes entre as doenças vasculares que podem impedir o reimplante.

A função depende do mecanismo, do nível e da isquemia; a zona 2 move muito menos que o reimplante distal ao FDS. Em mais de 400 dedos, a discriminação de dois pontos foi de 8 mm no corte e 15 mm no esmagamento-avulsão; útil em 61% dos polegares e 54% dos dedos; DASH de 10 no polegar e melhor que o dos amputados (Green, p. 1483 aprox.). O Campbell (p. 3029) diz que a discriminação raramente fica abaixo de 10 mm e que a intolerância ao frio atinge quase todos, melhorando em 2 anos ou mais.

Números de resultado (Green, cap. 42, p. 1483 aprox.; Campbell, cap. 68, p. 3028, 3029 e 3041)
MedidaValor
sobrevida dos dedos57 a 90%
esmagamento ou avulsãocerca de 12%
fumantes63% de falha contra 3%
discriminação8 mm corte, 15 mm esmagamento; raramente menor que 10 mm
discriminação útil61% polegares, 54% dedos
radiocárpicapreensão 9%, pinças 0%

Os escores DASH foram surpreendentemente bons: 10 no polegar, 11,2 no dedo único e 16,1 nas amputações múltiplas com ao menos um dedo reimplantado (Green, p. 1483 aprox.). Nos reimplantes acima do punho, idade menor e nível mais distal dão melhores escores, e um estudo grande mostrou superioridade funcional do membro reimplantado sobre a prótese. O Campbell (cap. 68, p. 3029) acrescenta que o reimplante transmetacarpal tem mau prognóstico pela lesão dos intrínsecos e que, quanto mais proximal a lesão, menor a chance de voltar ao emprego anterior.

As complicações precoces são o comprometimento circulatório, o sangramento (vasos não cauterizados ou anticoagulação), a necrose de pele que parecia viável, a síndrome compartimental nos reimplantes maiores (fasciotomias) e a infecção, rara; as tardias, pseudartrose e consolidação viciosa, aderência de tendões (tenólise), rigidez (capsulotomia) e falta de recuperação nervosa (Campbell, p. 3044). A reabilitação não move osso, articulação ou tendão nas 3 primeiras semanas (p. 3045). O Green (cap. 42, p. 1483 e 1484) fecha com o alotransplante composto vascularizado: primeiro transplante de mão moderno em 1998, sobrevida de 77,6% no mundo e de 90,5% nos transplantes isolados do Ocidente; o tacrolimo acelera a regeneração nervosa, e o antebraço distal tem os melhores resultados.

A avulsão pelo anel

Cobrança confirmada · 1 questão

O anel prende num prego ou gancho e arranca as partes moles, quase sempre do anelar (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 21, p. 764). Pele e vasos rompem antes; fraturas podem ocorrer, mas os tendões parecem ser os últimos a se separar. A classificação é a de URBANIAK modificada por KAY.

Avulsão pelo anel, URBANIAK e KAY (Campbell, cap. 21, quadro 21.2, p. 765)
ClasseDescrição
Icirculação adequada
IIcirculação inadequada, sem lesão esquelética
IIIcirculação inadequada com fratura ou lesão articular (A arterial, B venosa)
IVamputação completa

O salvamento falha se a circulação não volta; mesmo com sucesso, rigidez e sensibilidade anormal são frequentes. O raio do anelar pode ser o procedimento inicial, e o trabalhador braçal fica mais forte com a amputação metacarpal simples (p. 764). Através da articulação, o melhor é fechar o coto (cap. 68, p. 3030).

A ponta do dedo: ALLEN e TAMAI

Relevância clínica

A amputação da ponta é a mais comum do membro superior (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 49, p. 1709), e o Green usa HIRASE, ALLEN e TAMAI; ISHIKAWA não aparece nos capítulos lidos. A chave é a lúnula, limite visível da matriz germinativa.

ALLEN e TAMAI (Green, cap. 49, fig. 49.1, p. 1709)
ZonaLimitePerda
ALLEN 1distal ao leitosó polpa
ALLEN 2metade distal do leitosem perda óssea
ALLEN 3metade proximal do leitoperde falange distal
ALLEN 4proximal à lúnulamatriz germinativa; veia dorsal disponível
TAMAI Iponta até a lúnulasem matriz
TAMAI IIlúnula até a IFDmatriz germinativa

ALLEN 4 corresponde a TAMAI II. Como na zona 4 há veia dorsal, o Campbell (cap. 68, p. 3031) chama a amputação proximal à lúnula de indicação relativa de reimplante; distais ao eponíquio, em geral não se reimplantam (cap. 21, p. 748).

A ponta: cicatrizar, enxerto composto e criança

Cobrança confirmada · 3 questões

Sem osso exposto, a segunda intenção é uma das melhores opções (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 49, p. 1709 e 1710): perdas de até 1,5 cm reepitelizam em 3 a 4 semanas com sensibilidade normal, melhor que as reconstruções; com perda de subcutâneo, 1 a 2 meses. O enxerto parcial decepciona (56% bons contra 90% conservador). No fechamento primário, neurectomia por tração; na lúnula, ablação completa do leito para não sobrar corno ungueal; nunca puxar o leito sobre o osso, o que forma a unha em gancho (p. 1711). O Campbell (cap. 21, p. 749) faz a ablação se metade da unha fica sem apoio ósseo.

O enxerto composto (recolocar a ponta como cobertura biológica) é eficaz em crianças distais à IFD, desengordurado e sem microcirurgia, com o osso fixado por sutura, fio ou agulha (Green, p. 1709). MOIEMEN e ELLIOT tiveram 61% de sobrevida em até 5 horas e nenhuma depois; nos adultos o sucesso é menor (43% entre IFD e eponíquio). O Campbell (cap. 21, p. 749 e 750) chama de técnica do capuz, mais bem-sucedida em crianças, e lembra que pontas de crianças pequenas cicatrizam sem enxerto. A ponta pode necrosar, mas o Green a deixa no lugar enquanto não houver infecção, porque funciona como curativo biológico. Nos adultos, HEISTEIN e COOK tiveram 43% de sucesso entre a IFD e o eponíquio e 58% distal ao eponíquio, com resultados piores no fumo, idade acima de 18 anos, álcool, diabetes e esmagamento; CHEN subiu a sobrevida para mais de 93% desengordurando, desepitelizando e retirando o osso da ponta (Green, p. 1709). O Campbell cita 61% de sobrevida total quando a cirurgia foi feita em até 5 horas, contra 31% de falha após 7 horas, e manda ventilar o enxerto contra hematoma (p. 749). Na criança, o Campbell só considera amputar se as partes não puderem ficar viáveis por microcirurgia (p. 748).

Ponta sem retalho (Green, cap. 49, p. 1709 a 1712; Campbell, cap. 21, p. 748 a 750)
SituaçãoConduta
só pele, até 1,5 cmsegunda intenção, 3 a 4 semanas
pouco osso expostoaparar o osso e cicatrizar
lesão na lúnulaablação completa do leito
metade da unha sem ossoablação do leito (evita gancho)
criança distal à IFDenxerto composto em até 5 h
adultoenxerto composto com pior resultado

Os retalhos da ponta

Cobrança confirmada · 2 questões

Os retalhos estão no resumo de retalhos e cobertura cutânea; aqui fica a decisão (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 49, p. 1712 a 1716). O ATASOY-KLEINERT (V-Y volar) serve às amputações dorsais oblíquas ou transversas e é contraindicado se a perda palmar é maior. O KUTLER usa dois triângulos laterais e avança só 3 a 4 mm. O MOBERG é um avanço volar bipediculado com os dois feixes, para a ponta do polegar, onde a pele é móvel e a contratura menos provável; avança até 1 cm no Green e 1 a 2 cm no Campbell (cap. 21, p. 766). O cross-finger cobre a perda volar oblíqua e é contraindicado com artrite ou acima de 50 anos; o tenar fica para indicador e médio de jovens.

Os níveis no dedo

Fundamento

Objetivos de toda amputação: comprimento funcional, cobertura durável, sensibilidade, evitar neuroma e contraturas, prótese e volta precoces; na criança, conservadorismo (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 49, p. 1708). O Campbell (cap. 21, p. 748) quer retalho volar longo, nervos ressecados 6 mm proximais à borda e tendões retraídos.

  • IFD: encurtar e fechar, preservar o FDP (comprimento, flexão e estabilidade da pinça), aparar os côndilos para dar forma de tufo, cortar os nervos sob tensão e nunca suturar flexor ao extensor, o que limita a excursão dos dois e prejudica os outros dedos (Green, p. 1717). WANG: arco da IFP de 94 graus, frio em 24%, discriminação de 5,6 mm e volta ao trabalho em 7 semanas.
  • Lumbrical plus: FDP liberado puxa o lumbrical e estende paradoxalmente a IFP; secciona-se o lumbrical (p. 1718).
  • Falange média: preservar o FDS; no indicador a pinça migra para o médio (p. 1718).
  • Falange proximal: a MF flete 45 graus, e a tenodese do FDS leva a 90; perto da MF no médio e no anular, objetos caem; no indicador, raio imediato (p. 1719). O Campbell (p. 760) diz que o coto do indicador proximal à IFP é inútil e atrapalha a pinça.

Amputação de raio

Cobrança confirmada · 4 questões

O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 49, p. 1719 a 1721), indica o raio por trauma, tumor, infecção, reimplante falho, Dupuytren e macrodactilia, quase sempre como cirurgia secundária. A mão tem três unidades: polegar, indicador e médio (pinça) e anular e mínimo (preensão). Tirar um raio estreita a palma em 10% e diminui a preensão (PEIMER: menos 28%); raios de borda recuperam melhor que os centrais.

Indicador. MURRAY viu queda de 20% na preensão, na pinça lateral e na supinação, e de 50% na pronação, com redução de 25% do fulcro da pronossupinação: perder um raio diminui o vão e a força de rotação do antebraço (p. 1721; fig. 49.16). A hiperestesia pelo nervo digital radial atingiu 59%.

Médio. A pinça de chave enfraquece porque a origem do adutor do polegar sai do terceiro metacarpal (Green, p. 1723); a complicação típica é a tesoura do indicador e do anular. Sem transposição, imbrica-se o ligamento intermetacarpal transverso profundo; com transposição do indicador, fecha-se a falha (HANEL: preensão 65%), com risco de pseudartrose (p. 1723 a 1728). O Campbell (cap. 21, p. 762) não transpõe o indicador sem reinserir o adutor e considera a operação contraindicada se a mão faz trabalho braçal pesado. O raciocínio é mecânico: a transposição exige excisar a diáfise do terceiro metacarpal, onde nasce o adutor; se o músculo não for reinserido no metacarpal transposto, a adução e a chave ficam fracas justamente em quem mais precisa de força. A operação é sobretudo estética (simetria, três dedos menos aparentes), tecnicamente difícil, e exige rotação correta e fixação sólida. No Green (p. 1727 e 1730), a osteotomia é feita na base, o periósteo com a origem do adutor é reinserido no indicador transposto e a primeira comissura fica grande, perdendo a relação entre polegar e indicador da pinça de precisão. Sem transposição, o ligamento intermetacarpal transverso profundo é imbricado apertado, porque estica, e um fio transverso temporário segura os metacarpais; MELIKYAN não viu tesoura com esse reparo (p. 1723 a 1726).

Anelar. É considerado por alguns o dedo menos importante (Green, p. 1730). A CMC do quarto e do quinto tem 15 a 30 graus de mobilidade, e a base do quinto desliza radialmente sobre o hamato fechando a falha; o Campbell não transpõe o quinto e acha a desarticulação do anelar a mais estética (p. 762). Ainda assim, a ressecção tem custo: NUZUMLALI comparou, nas avulsões do anelar na IFP, a ressecção do raio com a amputação na falange proximal, e as pinças lateral e trípode ficaram piores com o raio (Green, p. 1730). Quem quer a transposição do mínimo tem a osteotomia intracárpica com artrodese capitato-hamato de LE VIET e a osteotomia em degrau de POSNER, que alonga o mínimo em 1,5 cm (p. 1733).

Mínimo. Tem o maior valor depois do polegar para alguns, pela preensão digitopalmar e pelo vão; preserva-se a base do quinto (ECU e FCU) (Green, p. 1734 e 1735).

O que cada raio leva (Green, cap. 49, p. 1719 a 1735; Campbell, cap. 21, p. 760 a 768)
RaioPerda e cuidado
indicadorpronação menos 50%; neuroma do digital radial
médioorigem do adutor do polegar; tesoura; não transpor no braçal pesado
anelaro menos importante para alguns; o quinto desliza no hamato
mínimomaior valor depois do polegar; preservar a base
polegarmais de 40% da função da mão

Na mão mutilada, o polegar responde por mais de 40% da função; com mais um dedo há pinça, com um terceiro, trípode e força (Green, p. 1735). O Campbell (p. 768) preserva o terceiro metacarpal pela origem do adutor.

Neuroma e coto doloroso

Cobrança confirmada · 2 questões

O neuroma é inevitável; evita-se o sintomático deixando-o em área acolchoada (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 21, p. 748). O neuroma em área sem coxim é a causa usual de dor, e os sintomáticos são mais comuns no indicador e nas lesões por avulsão (p. 768): o indicador é o dedo da pinça e o seu nervo digital radial é mobilizado no raio; na avulsão, o nervo é arrancado em vários níveis. O diagnóstico é uma área de dor extrema com pequena massa no trajeto do nervo. Previne-se com neurectomia por tração, transposição para o espaço interósseo ou sutura centrocentral, que reduziu neuromas de 22,7% para 12,8% (Green, cap. 49, p. 1719; Campbell, p. 769). Outras causas de dor são a proeminência óssea sob pele fina (resolve-se encurtando o osso e dando coxim) e a cãibra por contratura do coto, por estiramento do extensor ou aderência do flexor (Campbell, p. 768 e 769). O tratamento começa com acolchoamento e dessensibilização; a excisão com corte mais proximal é frequente, e o novo neuroma fica indolor se estiver em área acolchoada. Suturar os nervos digitais radial e ulnar entre si reduz dor em repouso, frio e hipersensibilidade, à custa do tato. Depressão e acidente de trabalho pioram o resultado, e operar depois de 3 semanas dá desfecho pior. No membro proximal, o Campbell (cap. 20, p. 729) descreve também a interface nervosa periférica regenerativa e a reinervação muscular dirigida.

O polegar que não foi reimplantado

Cobrança confirmada · 3 questões

A perda do polegar vale 40 a 50% da mão; reconstrói-se sensibilidade, estabilidade, mobilidade, comprimento e aparência (Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 21, p. 771). Nunca se reamputa o polegar para fechar; com falange proximal útil, basta a Z-plastia da comissura (p. 766).

O Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 48, p. 1696), escolhe pelo nível. Com a basal preservada, o dedo do pé é a escolha ótima; a distração do metacarpal dá 3 a 4 cm (MATEV está nas referências); a osteoplástica cobre um enxerto ósseo com retalho pediculado (NICOLADONI, 1897). Na versão em dois tempos, um retalho inguinal pela circunflexa ilíaca superficial é tubulizado sobre um enxerto tricortical da crista ilíaca, e depois uma ilha neurovascular do médio dá sensibilidade (p. 1696 e 1697). O enxerto mede 7 a 8 mm de espessura, 5 a 6 cm de comprimento e 1,5 cm de largura; o retalho tem pelo menos 7,5 por 12 cm; a divisão vai de pouco mais de 8 dias a 4 semanas. Os problemas históricos da osteoplástica eram a falta de sensibilidade e a reabsorção do enxerto; MOBERG e LITTLER resolveram a primeira com a ilha neurovascular. Variantes são o retalho de GILLIES em "chapéu armado" e a ilha radial composta, com rádio vascularizado num só tempo. Quando o indicador ou o médio também foram amputados, a transposição do coto lesado para o polegar é, para o Green, a mais prática das reconstruções: usa partes sem função e com ótima sensibilidade e ainda aprofunda a comissura (p. 1700 a 1703).

Com a basal destruída, a policização vence porque a MF hiperextendida pode substituir a articulação basal (Green, cap. 48, p. 1703 aprox.): a MF do indicador vira a nova CMC. O Campbell (cap. 21, p. 776) descreve a técnica de FOUCHER: a cabeça é fixada em flexão para evitar hiperextensão da nova CMC; o primeiro interósseo dorsal e o extensor próprio do indicador dão abdução; o segundo interósseo palmar e o adutor dão adução; BUCK-GRAMCKO gira o dedo 160 graus, terminando em 120. A divergência entre hiperextensão e flexão é a que a prova cobra.

Reconstrução do polegar por nível (Green, cap. 48, p. 1695 a 1705; Campbell, cap. 21, p. 766 e 771 a 776)
NívelOpções
pontasegunda intenção, MOBERG, V-Y
falange proximal útilZ-plastia da comissura
basal preservadadedo do pé, distração 3 a 4 cm, osteoplástica, coto lesado policizado
basal destruídapolicização: MF do indicador vira CMC

A transferência de dedos do pé

Cobrança confirmada · 1 questão

No Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed. (cap. 47, p. 1654), o hálux total é escolhido quando o polegar foi amputado na falange proximal ou no metacarpo, mas é grande; o envoltório de MORRISON fica bonito e não tem IF móvel; o hálux aparado une as vantagens e perde 18 graus na IF. A metatarsal dorsal primeira domina em 70%; com calibres iguais, prefere-se a dorsal, mais fácil (p. 1653 aprox.).

A mão metacarpal de WEI tem tipo I (dedos proximais ao meio da falange proximal, polegar intacto ou distal à IF) e tipo II (polegar proximal à IF) (p. 1649). No tipo I, repõem-se ao menos dois dedos adjacentes; no tipo II com tenar bom (IIA e IIB), polegar e dois dedos num só tempo; com tenar ruim (IIC), em etapas, com um poste protético provisório (p. 1650). Os dedos transferidos na criança crescem 60 a 100% do normal (p. 1651). Na criança, evita-se antes de 2 anos, e a síndrome do anel de constrição é a indicação congênita ideal, porque as estruturas proximais são normais (p. 1650). No aparelho extensor do dedo menor, o tipo I tem banda central atenuada (a tração não corrige o déficit) e o tipo II, banda central distinta (p. 1667).

Dedos do pé (Green, cap. 47, p. 1649 a 1668)
ItemFato
hálux totalpolegar na falange proximal ou metacarpo
envoltório de MORRISONsem IF móvel
pedículodorsal dominante em 70%; calibres iguais, dorsal
mão metacarpal I e IIpolegar distal ou proximal à IF
congênitoanel de constrição
extensor I e IIbanda central atenuada ou distinta

Punho e antebraço

Cobrança confirmada · 1 questão

A transcárpica e a desarticulação do punho preservam a radioulnar distal e a fibrocartilagem triangular, mantendo a rotação (Green's Operative Hand Surgery, 7ª ed., cap. 49, p. 1737). O Campbell (cap. 20, p. 730) diz que só 50% da pronação e da supinação chegam à prótese, mas valem o esforço. A prótese é mais difícil e é usada por 54% dos desarticulados, contra 94% abaixo do cotovelo (Green, p. 1737). No caso clínico do capítulo 50, a transradial oferece mais opções protéticas, com nível ideal 8 a 10 cm proximal aos estiloides; o Campbell (p. 731 e 732) mantém dois terços do antebraço e prefere 5 cm de ulna a perder o cotovelo. Na técnica da desarticulação, retalho palmar longo e dorsal curto (2:1), estiloides arredondados para não causar necrose por pressão, nervos tracionados e cortados para retraírem, e tendões fixados ao rádio, que podem comandar uma prótese mioelétrica ou servir a um futuro transplante (Green, p. 1737). A prótese deve ser adaptada em até 30 dias; cerca de 50% a abandonam em 5 anos, e a dor fantasma passa de 50%, raramente impedindo o uso (Campbell, p. 730).

Punho e transradial (Green, cap. 49, p. 1737, e cap. 50; Campbell, cap. 20, p. 730 a 732)
AspectoDesarticulaçãoTransradial
pronossupinação50% transmitidosperdida
prótesedifícil; uso 54%mais opções; uso 94%
nívelradiocárpico, retalho palmar 2:18 a 10 cm acima dos estiloides

Fechamento

Fundamento

O reimplante é decisão antes de técnica: polegar, vários dedos e criança justificam a tentativa; o dedo distal ao FDS reimplanta-se depressa e funciona. O relógio é o músculo. A técnica vai do grosseiro ao delicado, com osso encurtado para o nervo, íntima ressecada e veia invertida. A cor diz o que falhou. Sem reimplante, a amputação bem feita preserva comprimento, nervo em coxim e o raio certo.

Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.

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