Criança de 6 anos sofreu amputação por corrente de bicicleta, acometendo a porção distal do quinto dedo da mão ao nível da base da unha. Nesse contexto, é indicado
- reparar o fragmento ósseo contendo o leito ungueal associado a retalho cutâneo.
- reimplantar com anastomose arterial e anastomose de duas veias dorsais.
- reimplantar com anastomose arterial e anastomose de uma veia dorsal.
- descartar a parte amputada e realizar curativo com prótese de polipropileno.
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Conceito-chave
Na amputação distal infantil, cada tecido preservado pode ter valor reconstrutivo. A ponta fornece comprimento, sensibilidade, polpa e suporte da unha. A decisão considera nível, mecanismo, viabilidade do fragmento e possibilidade de reconstruir uma extremidade útil.
A criança sofreu uma amputação por corrente de bicicleta na base da unha. É uma lesão muito distal, com vasos pequenos e possível esmagamento. A alternativa A aproveita o fragmento ósseo que contém o leito ungueal e associa cobertura cutânea. Preservar a arquitetura ungueal e dar cobertura ao osso pode manter comprimento e apoio da polpa.
Leito ungueal e cobertura cumprem funções diferentes. O leito permite aderência da lâmina; a matriz germinativa participa de sua produção. A pele ou o retalho fornece proteção e, conforme a técnica, sensibilidade. Apenas recolocar osso sem cobertura adequada não produz uma ponta funcional.
Reimplante microvascular distal é possível em situações selecionadas, inclusive em crianças, mas não se deve prometer que haverá uma ou duas veias dorsais utilizáveis em todo fragmento. Calibre, localização dos vasos e zona de esmagamento determinam a estratégia. Da mesma forma, é incorreto dizer que veias dorsais nunca existem nesse nível ou que todo reimplante distal é impossível.
A idade favorece considerar preservação, mas não torna qualquer segmento viável. Reposição como enxerto composto, reimplante, retalho e cicatrização orientada são possibilidades distintas, escolhidas conforme a lesão. A pergunta oferece A como reconstrução adequada; descartar de imediato o fragmento ignora estruturas que poderiam ser utilizadas. O objetivo é preservar função com tecido viável, e não manter comprimento a qualquer custo.
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