Amputações digitais por mecanismo de avulsão são tratadas preferencialmente,
- por arteriorrafia primária, uma vez que é incomum ocorrer lesão intimal e necessidade de encurtamento das artérias.
- por meio de enxerto de veia invertida, já que não é possível realizar arteriorrafia primária adequada sem tensão.
- com enxerto de veia dorsal do antebraço proximal, sem necessidade de inverter o fluxo vascular ao realizar a arteriorrafia.
- com arteriorrafia primária, com encurtamento da parte amputada geralmente acima de 2 cm.
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Conceito-chave
Avulsão pode lesar a íntima vascular por um segmento muito maior que o corte visível. A parede externa pode parecer íntegra enquanto o endotélio está danificado e favorece trombose. Uma anastomose sobre esse segmento não é segura apenas porque as pontas alcançam uma à outra.
Após ressecar até tecido vascular adequado, pode restar um intervalo. Enxerto venoso interposto permite reconstruí-lo sem tração, e a orientação deve considerar válvulas e sentido do fluxo arterial. Encurtamento ósseo também pode ajudar em casos selecionados, mas não se define por um valor obrigatório acima de 2 cm.
A questão escolhe B como estratégia preferencial. A frase “não é possível” não deve ser entendida como proibição universal de sutura primária em toda avulsão: possibilidade depende da extensão de dano, do encurtamento aceitável e da tensão final.
O princípio é reconstruir entre vasos saudáveis, com fluxo livre e sem tensão ou torção. A aparência do coto, isoladamente, não determina a extensão da lesão vascular.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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