Em relação à camptodactilia, é correto afirmar
- a maioria dos casos é unilateral
- deformidades de até 30-40 graus não interferem nas atividades e são de tratamento clínico
- manifesta-se somente na adolescência
- não está associada a síndromes
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Conceito-chave
A camptodactilia é uma contratura em flexão da interfalângica proximal (IFP), quase sempre do dedo mínimo, que não vem de trauma nem de doença da palma. A palavra vem do grego e significa "dedo dobrado".
As causas: um desequilíbrio entre as estruturas que dobram e as que estendem a IFP, como uma inserção anormal do lumbrical, um flexor superficial curto ou anormal, ou alterações dos ligamentos.
As características:
é bilateral na maioria dos casos, muitas vezes de forma assimétrica;
tem dois picos de aparecimento: uma forma infantil, no primeiro ano de vida, em ambos os sexos, e uma forma do adolescente, durante o estirão de crescimento, mais em meninas;
pode se associar a síndromes, como a síndrome de Down (trissomia do 21), Marfan, Poland e artrogripose.
O tratamento:
contraturas até cerca de 30° a 40°: não atrapalham as atividades e são tratadas de forma clínica, com alongamento e órtese de extensão;
contraturas maiores, que progridem e prejudicam a função: cirurgia, com liberação das estruturas encurtadas e, às vezes, transferência do flexor superficial para o aparelho extensor.
Um cuidado: os resultados cirúrgicos são imprevisíveis, e pode-se perder flexão. Por isso a cirurgia é reservada aos casos mais graves.
Não confundir com: clinodactilia, que é um desvio lateral do dedo, no plano coronal, e não uma flexão.
Na prova: na camptodactilia, deformidades de até 30° a 40° não atrapalham e são tratadas clinicamente.
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