Nos pacientes com sindactilias em membros superiores
- o tratamento cirúrgico deve ser precoce, idealmente na segunda metade do primeiro ano de vida.
- na acrossindactilia, há associação com a síndrome de banda de constricção, não representando falha de formação.
- radiografias simples são parte do estudo pré-operatório e são suficientes na definição das patologias osteocondrais associadas.
- metaplasia cutânea e hiperplasia de subcutâneo acompanham a coalescência e hipertrofia dos ligamentos de CLELAND e GRAYSON.
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Conceito-chave
Sindactilia é a união entre dedos vizinhos, por falha na separação dos dedos durante a formação da mão (que acontece por morte programada das células entre os raios digitais, entre a 6ª e a 8ª semana).
A acrossindactilia é diferente: os dedos chegam a se formar e se separar, mas depois são unidos na ponta por bandas de constrição (síndrome da banda amniótica). Por isso é classificada como disrupção, e não como falha de formação. A pista é uma fenestra, um pequeno túnel de pele na base, que mostra onde a comissura original existia.
As outras afirmações da questão:
idade da cirurgia: a rotina é por volta de 12 a 18 meses. Opera-se mais cedo só quando os dedos unidos têm tamanhos diferentes (polegar com indicador, anelar com mínimo), porque o menor puxa o maior e deforma;
exames: no bebê, boa parte do esqueleto ainda é cartilagem, e a radiografia não mostra fusões cartilaginosas. Quando a anatomia importa, usa-se ultrassom ou ressonância;
ligamentos de Cleland e Grayson: são estruturas da fáscia digital envolvidas no Dupuytren, não na sindactilia.
A cirurgia separa um lado do dedo por vez, com retalho dorsal para refazer a comissura e enxerto de pele total.
Na prova: acrossindactilia = bandas de constrição, não falha de formação.
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