Na deficiência radial, a principal contraindicação para a centralização do carpo é a
- ausência do polegar.
- presença de camptodactilia.
- ausência de pronossupinação.
- rigidez em extensão do cotovelo.
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Conceito-chave
Na mão torta radial (deficiência longitudinal do rádio), a mão fica desviada para o lado radial porque falta o rádio para apoiá-la. A centralização é a cirurgia que coloca o carpo sobre a ulna, deixando o punho reto e estável.
Por que nem sempre centralizar: a criança com mão torta radial muitas vezes também tem o cotovelo rígido, travado em extensão. Nesse caso, ela não consegue dobrar o cotovelo para levar a mão à boca. O desvio radial do punho é exatamente o que compensa: com a mão torta, ela consegue alcançar o rosto, a boca e a cabeça. Se o punho for alinhado, essa compensação some, e a criança perde a capacidade de levar a mão ao rosto.
Por isso, a principal contraindicação à centralização é o cotovelo rígido em extensão. Antes de operar, é preciso verificar se o cotovelo dobra o suficiente.
Outras situações em que não se centraliza: adulto que já se adaptou bem, doença sistêmica grave (como anemia de Fanconi ou cardiopatia importante) e partes moles muito retraídas, que precisam ser alongadas antes com distração.
O que não contraindica:
a ausência do polegar: a reconstrução do polegar (policização) é feita depois da centralização;
a pronossupinação ausente: faz parte do próprio quadro;
a camptodactilia (dedo dobrado na interfalângica proximal): não interfere na decisão sobre o punho.
Na prova: a principal contraindicação à centralização na mão torta radial é o cotovelo rígido em extensão.
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