O polegar em gatilho na criança é uma alteração:
- Isolada que acomete a polia A1
- Isolada que acomete a polia A2
- Sindrômica que acomete a polia A1
- Sindrômica que acomete a polia A2
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Conceito-chave
O polegar em gatilho da criança é diferente do dedo em gatilho do adulto. No adulto, há inflamação da bainha do tendão. Na criança, não é inflamatório: há uma desproporção entre o tendão e o túnel por onde ele passa.
O mecanismo: o flexor longo do polegar tem um espessamento, o nódulo de Notta, que fica grande demais para passar pela polia A1, a faixa fibrosa na base do polegar, na altura da metacarpofalângica. O tendão trava.
Como se apresenta:
a interfalângica do polegar fica presa em flexão (a ponta do polegar dobrada), muitas vezes sem o estalido típico do adulto;
um nódulo palpável na base do polegar, do lado da palma;
os pais frequentemente acham que foi um trauma.
É uma alteração isolada: não faz parte de síndromes, embora possa ser bilateral em cerca de 25% a 30% dos casos.
Tratamento:
observação: uma parte considerável melhora sozinha até os 3 ou 4 anos;
órtese em extensão, em alguns serviços;
liberação cirúrgica da polia A1, que é curativa. O cuidado é com os nervos digitais, que no polegar ficam muito próximos e superficiais.
Atenção: gatilhos em vários dedos na criança fazem pensar em doenças sistêmicas, como mucopolissacaridose, artrite idiopática juvenil ou síndrome de Down.
Na prova: o polegar em gatilho infantil é uma alteração isolada que acomete a polia A1.
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