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Questão de Outras malformações congênitas (TARO 2016)

Mão e punhoOutras malformações congênitasTARO 2016

O polegar em gatilho na criança é uma alteração:

  1. Isolada que acomete a polia A1
  2. Isolada que acomete a polia A2
  3. Sindrômica que acomete a polia A1
  4. Sindrômica que acomete a polia A2
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Gabarito: A · Isolada que acomete a polia A1

Conceito-chave

O polegar em gatilho da criança é diferente do dedo em gatilho do adulto. No adulto, há inflamação da bainha do tendão. Na criança, não é inflamatório: há uma desproporção entre o tendão e o túnel por onde ele passa.

O mecanismo: o flexor longo do polegar tem um espessamento, o nódulo de Notta, que fica grande demais para passar pela polia A1, a faixa fibrosa na base do polegar, na altura da metacarpofalângica. O tendão trava.

Como se apresenta:

a interfalângica do polegar fica presa em flexão (a ponta do polegar dobrada), muitas vezes sem o estalido típico do adulto;

um nódulo palpável na base do polegar, do lado da palma;

os pais frequentemente acham que foi um trauma.

É uma alteração isolada: não faz parte de síndromes, embora possa ser bilateral em cerca de 25% a 30% dos casos.

Tratamento:

observação: uma parte considerável melhora sozinha até os 3 ou 4 anos;

órtese em extensão, em alguns serviços;

liberação cirúrgica da polia A1, que é curativa. O cuidado é com os nervos digitais, que no polegar ficam muito próximos e superficiais.

Atenção: gatilhos em vários dedos na criança fazem pensar em doenças sistêmicas, como mucopolissacaridose, artrite idiopática juvenil ou síndrome de Down.

Na prova: o polegar em gatilho infantil é uma alteração isolada que acomete a polia A1.

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