Orto Questões

Questão de Mão da criança (SBOT-SP)

Ortopedia pediátricaMão da criançaSBOT-SP

A fratura da falange proximal na criança devido à avulsão dos ligamentos colaterais metacarpofalangianos é, quase exclusivamente, do tipo

  1. I de SALTER-HARRIS.
  2. II de SALTER-HARRIS.
  3. III de SALTER-HARRIS.
  4. IV de SALTER-HARRIS.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: C · III de SALTER-HARRIS.

Conceito-chave

A lesão do ligamento colateral ulnar do polegar na criança. No adulto, a força em abdução (valgo) sobre a metacarpofalângica do polegar rompe o ligamento colateral ulnar (o "polegar do esquiador" ou do guarda-caça). Na criança, o ligamento é mais resistente que a fise e o osso: em vez de romper, ele arranca um fragmento da base da falange proximal, onde se insere na epífise.

A lesão resultante. Uma fratura Salter-Harris III da base da falange proximal do polegar, com um fragmento epifisário ulnar (às vezes Salter-Harris IV, se o traço chega à metáfise). É o equivalente pediátrico do polegar do esquiador.

Por que importa. O fragmento leva o ligamento junto: se ele estiver desviado ou rodado, a articulação fica instável (pinça fraca), e a superfície articular fica incongruente. Pode haver também a lesão de Stener equivalente: o fragmento com o ligamento fica preso fora da aponeurose do adutor e não volta ao lugar sozinho.

A comparação das estruturas.

EstruturaLesão típica
Colateral ulnarAvulsão epifisária ulnar da base da falange proximal (Salter-Harris III), pela abdução forçada
Placa volarAvulsão da base volar na hiperextensão
Adutor do polegarInsere-se no sesamoide ulnar e na base da falange; a sua aponeurose é a que se interpõe na lesão de Stener
Flexor curto do polegarInsere-se no sesamoide radial; raramente avulsiona

O tratamento. Fragmento sem desvio (menos de 1,5 a 2 mm) e articulação estável: gesso antebraquiopalmar com o polegar incluído por cerca de 4 semanas. Fragmento desviado ou rodado (mais de 2 mm, ou mais de 10% a 25% da superfície articular) ou instabilidade: redução aberta e fixação com fios ou parafuso, com reinserção do ligamento.

Nos outros dedos. O mesmo padrão aparece nas articulações metacarpofalângicas dos dedos longos: os ligamentos colaterais se inserem na epífise da base da falange proximal, e a força em desvio lateral faz o ligamento arrancar um fragmento epifisário, quase sempre uma Salter-Harris III (a fratura extra-oitava é diferente: uma Salter-Harris II da base da falange proximal do dedo mínimo). Fragmentos desviados ou rodados exigem redução aberta e fixação.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo