Orto Questões

Questão de Fraturas dos metacarpos e falanges (USP-SP 2026)

Mão e punhoFraturas dos metacarpos e falangesUSP-SP 2026

As fraturas da diáfise da falange proximal apresentam angulação

  1. dorsal, por ação do tendão extensor.
  2. dorsal, por ação do músculo lumbrical.
  3. volar, por ação da musculatura interóssea.
  4. volar, por ação do tendão flexor superficial.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: C · volar, por ação da musculatura interóssea.

Conceito-chave

A falange proximal fraturada se deforma pelo desequilíbrio entre os interósseos e o aparelho extensor. Os interósseos fletem o fragmento proximal, enquanto o aparelho extensor tende a estender o distal. O resultado é uma angulação de ápice volar, com o componente distal dirigido dorsalmente. Saber de qual referência se está falando evita chamar duas descrições do mesmo padrão de contraditórias.

O tendão flexor superficial insere-se na falange média, e não é a inserção que explica a flexão do fragmento proximal nesta fratura. O extensor participa do equilíbrio e da extensão do componente distal, mas não deve substituir os interósseos como principal causa da flexão proximal. O mecanismo muda quando se passa da falange proximal para a média.

Essa deformidade também ajuda a compreender a pseudogarra. A perda de alinhamento pode alterar a relação entre extensão da MCF e movimento da IFP. Rotação e cruzamento dos dedos precisam ser examinados, porque um alinhamento aparentemente satisfatório em uma projeção não garante função normal. Na proteção inicial, flexionar a MCF faz o aparelho extensor atuar como uma banda de tensão no traço transverso.

Leia “Falange proximal: os interósseos”, no resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, na seção “Desvios das falanges e a falange proximal”.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo