A fratura do capitato em crianças ocorre mais frequentemente com o punho em
- flexão.
- extensão.
- desvio ulnar.
- desvio radial.
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Conceito-chave
As fraturas do carpo na criança. São raras, porque os ossos do carpo são, em grande parte, cartilaginosos e se comportam como amortecedores. O escafoide é o osso do carpo mais fraturado na criança, e as outras fraturas são incomuns. O capitato é o primeiro osso do carpo a ossificar (por volta dos 2 a 3 meses de vida), seguido do hamato.
A fratura do capitato. O mecanismo típico é a queda com a mão espalmada e o punho em hiperextensão (dorsiflexão forçada). Na extensão extrema, o colo do capitato é pressionado contra a borda dorsal do rádio e quebra. Muitas vezes, a fratura acompanha uma fratura do escafoide.
A síndrome escafocapitato (de Fenton). É uma variante especial e grave:
- O punho em hiperextensão fratura o escafoide e o colo do capitato.
- Ao voltar à posição neutra, o fragmento proximal do capitato (a cabeça) gira até 180°, ficando com a superfície articular virada para baixo.
Ela pode passar despercebida na radiografia, sobretudo na criança, em que os ossos ainda estão pouco ossificados. A ressonância ou a tomografia ajudam no diagnóstico.
Por que se preocupar. A cabeça do capitato tem irrigação retrógrada (vasos que entram pelo colo), como o polo proximal do escafoide. Uma fratura do colo pode levar à necrose avascular da cabeça e à pseudoartrose.
O tratamento.
- Sem desvio: imobilização gessada.
- Com desvio, ou na síndrome escafocapitato: redução aberta e fixação do capitato e do escafoide.
Os outros mecanismos. A flexão forçada e os desvios ulnar e radial não são o mecanismo clássico da fratura do capitato. O desvio ulnar com extensão é o mecanismo da fratura do escafoide, mas o capitato quebra pela hiperextensão, contra o rádio.
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