Na fratura da cabeça do rádio com angulação acima de 30 graus, em criança, o tratamento é a redução aberta com fixação interna.
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Conceito-chave
Na criança, a fratura é do colo, não da cabeça. A cabeça do rádio infantil é em grande parte cartilaginosa e resistente, e a fratura ocorre quase sempre no colo ou na fise proximal (Salter-Harris II). O mecanismo é a queda com a mão estendida e o cotovelo em valgo, que comprime a cabeça contra o capítulo e a angula lateralmente.
O que se aceita. A remodelação é boa, sobretudo abaixo de 10 anos. Os limites mais usados:
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Angulação até cerca de 30° | Tratamento não cirúrgico: imobilização breve e mobilização precoce |
| Angulação maior que 30°, ou translação importante, ou bloqueio da pronossupinação | Redução fechada |
| Falha da redução fechada | Redução percutânea: fio de Kirschner usado como alavanca (Bosworth) ou técnica intramedular de Métaizeau |
| Falha das técnicas percutâneas | Redução aberta, como último recurso |
Por que a redução aberta é a última opção. A irrigação da cabeça radial infantil chega por vasos que sobem pelo colo, sob o periósteo. Abrir a articulação e manipular diretamente o fragmento aumenta o risco de:
- necrose avascular da cabeça;
- fechamento prematuro da fise;
- sinostose radioulnar, complicação grave que bloqueia a pronossupinação;
- rigidez e ossificação heterotópica.
Por isso as séries mostram resultados piores após redução aberta, e a sequência preconizada é sempre do menos para o mais invasivo.
Detalhe técnico. Na técnica de Métaizeau, uma haste elástica é introduzida pelo rádio distal, sobe pelo canal até o fragmento proximal e, ao ser rodada, reduz a cabeça sem abrir a articulação.
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