Na sequela da fratura do colo do rádio na criança, o movimento mais afetado é a
- flexão do cotovelo.
- extensão do cotovelo.
- pronação do antebraço.
- supinação do antebraço.
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Conceito-chave
A fratura do colo do rádio na criança. Na criança, a fratura da extremidade proximal do rádio ocorre quase sempre no colo ou na fise (Salter-Harris II), e não na cabeça, que é cartilaginosa e resistente. O mecanismo é a queda com a mão estendida e o cotovelo em valgo. O fragmento da cabeça fica angulado lateralmente.
O papel do rádio proximal na rotação. Na pronação e supinação, a cabeça do rádio gira dentro do ligamento anular, contra o capítulo e a incisura radial da ulna, enquanto o rádio inteiro roda em torno da ulna. Qualquer deformidade do colo ou da cabeça altera essa mecânica.
As sequelas. A principal sequela da fratura do colo do rádio é a perda da rotação do antebraço, e não da flexoextensão. As causas:
- consolidação viciosa com angulação residual do colo;
- necrose avascular da cabeça, com deformidade;
- hipercrescimento da cabeça do rádio;
- fechamento prematuro da fise, com cabeça pequena;
- sinostose radioulnar proximal, a mais grave, que bloqueia totalmente a rotação (mais frequente após redução aberta);
- rigidez e ossificação heterotópica.
Qual rotação sofre mais. As séries de seguimento mostram perda de pronação e de supinação, com a pronação frequentemente mais comprometida. A cabeça angulada lateralmente e deformada bate na incisura radial e no capítulo no fim do arco de pronação.
Prevenção. Aceitar angulações de até cerca de 30° (a remodelação é boa, sobretudo antes dos 10 anos); reduzir as maiores com técnicas fechadas e percutâneas (Bosworth, Métaizeau); reservar a redução aberta para falhas, pelo maior risco de necrose e sinostose; mobilização precoce.
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