Na fratura da apófise do olécrano da criança, o tratamento cirúrgico é indicado nos casos de desvio
- > 4 mm e superfície articular íntegra.
- > 4 mm e superfície articular acometida.
- entre 2 - 4 mm e superfície articular íntegra.
- entre 2 - 4 mm e superfície articular acometida.
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Conceito-chave
O olécrano recebe o tendão do tríceps e participa da articulação ulnoumeral. Uma fratura desviada pode prejudicar tanto a continuidade do mecanismo extensor quanto a congruência articular. Na criança, a cartilagem ainda não ossificada dificulta estimar exatamente o degrau apenas pela radiografia.
O gabarito associa cirurgia a desvio maior que 4 mm com acometimento articular. Uma revisão sistemática encontrou bons resultados conservadores nas lesões pouco desviadas e uso frequente de cirurgia a partir de aproximadamente 4 mm. Entretanto, não há corte universal: uma coorte mais recente utilizou 3 mm para orientar sua prática. Estabilidade, integridade extensora e lesões associadas também pesam.
A pergunta é sobre a combinação mais clara de desvio e superfície atingida. Não se deve convertê-la em orientação para deixar toda fratura de 3 mm sem avaliar, nem operar todo afastamento extra-articular somente pelo número. O exame procura extensão ativa, edema, lesões associadas e congruência; a conduta preserva a superfície e respeita o desenvolvimento.
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