Na Fratura-Luxação de BENNETT, o desvio do metacarpal ocorre pela tração divergente dos músculos abdutor longo e adutor do polegar.
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Conceito-chave
A deformidade de Bennett é explicada pela ação combinada do abdutor longo e do adutor do polegar. O traço intra-articular parcial isola um fragmento volar-ulnar da base, que fica preso ao trapézio pelo ligamento oblíquo anterior. O restante da base permanece unido à diáfise e se desloca sob tração muscular.
O abdutor longo, inserido na base, é a principal força de migração proximal. O adutor contribui para adução e supinação da diáfise. A subluxação do componente maior é proximal, radial e dorsal. Portanto, as forças não atuam sobre um metacarpo intacto: sua consequência depende de o fragmento ligamentar pequeno ter sido separado pela fratura.
Dizer que as trações são divergentes não significa que uma anule a outra ou que a fratura se estabilize. A combinação mantém o componente maior fora da sua posição normal, enquanto o fragmento pequeno permanece junto ao trapézio. Reduzir e manter a congruência articular exige compreender esses vetores.
Leia “Fratura de Bennett: quem fica e quem foge”, no resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, na Biblioteca.
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