No exame físico da mão, se a articulação interfalângica proximal não flexiona passivamente com a metacarpofalângica em extensão e flexiona passivamente com a metacarpofalângica em flexão, deve-se pensar em
- retração do ligamento retinacular.
- ruptura do ligamento retinacular.
- retração dos músculos intrínsecos.
- paralisia dos músculos intrínsecos.
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Conceito-chave
Quando um dedo não dobra, é preciso descobrir o que está segurando: a própria articulação (cápsula) ou um músculo que passa por ela. O truque é mudar a posição da articulação vizinha e ver se o movimento muda.
O princípio: um músculo que cruza duas articulações (biarticular) fica mais ou menos esticado conforme a posição de cada uma. Se a limitação muda com a posição da articulação vizinha, o freio é um músculo. Se não muda, o freio é a cápsula da própria articulação.
Os músculos intrínsecos da mão (lumbricais e interósseos): passam na frente do eixo da metacarpofalângica (MF) e atrás do eixo das interfalângicas. Por isso eles dobram a MF e estendem as interfalângicas. Com a MF estendida, eles ficam esticados e puxam as interfalângicas para extensão, impedindo que elas dobrem.
O teste de Bunnell-Littler (retração dos intrínsecos):
com a MF estendida, o examinador tenta dobrar a interfalângica proximal (IFP): ela não dobra;
com a MF dobrada, os intrínsecos relaxam, e a IFP dobra normalmente;
conclusão: os intrínsecos estão retraídos (encurtados).
Outros testes da mesma lógica:
Haines-Zancolli: testa a interfalângica distal (IFD) com a IFP estendida e dobrada, avaliando o ligamento retinacular oblíquo;
contratura capsular: a IFP fica limitada nas duas posições da MF.
Causas de retração dos intrínsecos: artrite reumatoide, inchaço após trauma, isquemia dos músculos da mão e espasticidade.
Na prova: a IFP que só dobra com a MF fletida indica retração dos músculos intrínsecos.
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