Na fratura-luxação de MONTEGGIA na criança, do tipo II de BADO, a fratura da ulna é caracteristicamente
- metafisária proximal.
- diafisária com traço oblíquo.
- diafisária com traço transverso.
- epifisária do tipo II de SALTER-HARRIS.
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Conceito-chave
Lesão de Monteggia na criança: o tipo II de Bado. A lesão de Monteggia combina fratura da ulna com luxação da cabeça do rádio. A classificação de Bado usa a direção da luxação da cabeça do rádio, que acompanha a direção do ápice da fratura da ulna.
| Tipo | Luxação da cabeça do rádio | Fratura da ulna |
|---|---|---|
| I (o mais comum na criança) | Anterior | Diáfise, ápice anterior (ou deformação plástica) |
| II | Posterior | Metáfise proximal, ápice posterior |
| III | Lateral | Metáfise proximal, em varo (ápice lateral) |
| IV | Anterior | Fratura das diáfises do rádio e da ulna |
Características do tipo II. É raro na criança e mais comum no adulto. Resulta de carga axial com o cotovelo fletido, mecanismo semelhante ao da luxação posterior do cotovelo. A fratura da ulna costuma ser metafisária proximal (logo abaixo do coronoide ou no olécrano), angulada posteriormente, às vezes com fragmento triangular anterior; pode associar-se a fratura da cabeça do rádio.
Equivalentes de Monteggia na criança. Deformação plástica da ulna com luxação da cabeça do rádio, ou fratura do colo do rádio com fratura da ulna. Por isso, toda fratura da ulna exige conferir a linha radiocapitelar em todas as incidências.
Tratamento. Na criança, restaurar o comprimento e o alinhamento da ulna (redução fechada e gesso em fraturas incompletas; haste intramedular nas transversas e curtas oblíquas; placa nas cominutivas e longas oblíquas), o que geralmente reduz a cabeça do rádio (Ring, Jupiter e Waters).
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