Nas fraturas de MONTEGGIA do tipo II de BADO em crianças, após a redução incruenta devemos manter o cotovelo imobilizado em
- extensão.
- flexão de 45 graus.
- flexão de 90 graus.
- flexão de 110 graus.
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Conceito-chave
A lesão de Monteggia. É a combinação de uma fratura da ulna com a luxação da cabeça do rádio. Na criança, a fratura da ulna pode ser só uma deformidade plástica ou um galho verde, e a luxação da cabeça do rádio passa despercebida com facilidade. A regra de ouro: em toda fratura da ulna, olhe a cabeça do rádio. A linha radiocapitelar (o eixo do rádio) deve passar pelo centro do capítulo em todas as incidências.
A classificação de Bado. A direção da luxação da cabeça do rádio acompanha o ápice da angulação da ulna.
| Tipo | Cabeça do rádio | Ulna |
|---|---|---|
| I | Luxação anterior | Fratura com ápice anterior; o mais comum na criança (cerca de 70%) |
| II | Luxação posterior | Ápice posterior; raro na criança |
| III | Luxação lateral ou anterolateral | Fratura metafisária proximal em varo (ápice lateral), muitas vezes no olécrano |
| IV | Luxação anterior | Fratura do rádio e da ulna no mesmo nível |
As variantes (equivalentes) de Monteggia. São lesões que se comportam como uma Monteggia, embora a cabeça do rádio não esteja francamente luxada. Por exemplo: deformidade plástica da ulna com luxação da cabeça do rádio; fratura do colo do rádio no lugar da luxação; fratura do olécrano com luxação da cabeça.
O caso da questão. Uma fratura do colo do rádio desviada lateralmente, com deformidade plástica em varo do olécrano, reproduz o padrão do tipo III: a ulna proximal se angula em varo (ápice lateral) e o rádio proximal se desloca para lateral. Em vez de luxar, a cabeça do rádio desvia junto com o colo fraturado. Por isso, é uma variante do tipo III.
O tipo III em detalhe. O mecanismo é uma força em varo sobre o cotovelo estendido. Pode haver lesão do nervo radial (interósseo posterior), que contorna o colo do rádio.
O tratamento.
- A chave é restaurar o comprimento e o alinhamento da ulna. Quando a ulna fica reta e com o comprimento certo, a cabeça do rádio geralmente reduz sozinha.
- Deformidade plástica ou galho verde: redução fechada e gesso, na posição que estabiliza a cabeça. No tipo III, em geral com o cotovelo fletido e o antebraço em supinação, corrigindo o varo da ulna.
- Fratura completa e instável da ulna: haste intramedular (oblíquas curtas e transversas) ou placa (oblíquas longas e cominutivas).
- Se a cabeça do rádio não reduzir, procurar o ligamento anular interposto.
A Monteggia não diagnosticada. A luxação crônica da cabeça do rádio leva a dor, perda de movimento e instabilidade. O tratamento é complexo: osteotomia da ulna e, às vezes, reconstrução do ligamento anular.
A posição da imobilização depende do tipo de Bado. A ideia é colocar o cotovelo na posição em que a força que luxou a cabeça do rádio fica neutralizada e a ulna fica estável.
- Tipo I (luxação anterior): cotovelo em flexão de 100 a 110° e antebraço em supinação. A flexão relaxa o bíceps, que puxa a cabeça do rádio para a frente.
- Tipo II (luxação posterior): cotovelo em extensão (ou quase extensão). A extensão mantém a cabeça do rádio reduzida e a ulna alinhada. Alguns autores usam flexão leve.
- Tipo III (luxação lateral): cotovelo em flexão e supinação, com molde em valgo sobre a ulna para corrigir o varo.
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