Orto Questões

Hérnia de disco lombar e cervical

ColunaResumo do capítulo3 min de leitura

Hérnia lombar na 3ª e 4ª décadas; dor na perna maior que a lombar; semi-FOWLER; LASÈGUE e LASÈGUE contralateral; cauda equina; raízes L4, L5 e S1 (a hérnia pega a raiz que cruza o disco); raízes C5, C6, C7 e C8 (o disco pega a raiz de número maior; bíceps C5 e C6); SPURLING (95% e 94%); abdução do ombro; mielopatia; complicações da discectomia.

Atualizado em 30/10/2026 · 3 minutos de leitura · Orto Questões

Fonte: Capítulo 38 · Doenças degenerativas da coluna cervical e Capítulo 39 · Doenças degenerativas da coluna torácica e lombar, em Campbell's Operative Orthopaedics, 14ª edição (2021). Autores do capítulo: Campbell Clinic (editores Frederick M. Azar e James H. Beaty).

Este é um resumo autoral do Orto Questões, escrito em português a partir do capítulo, na ordem em que as provas costumam cobrar o tema. Não é o livro original, nem tradução ou reprodução dele; as figuras do original não são reproduzidas. Os números e condutas citados são os do capítulo: para a íntegra, consulte o livro.

Para quem é. Para quem estuda para a residência em ortopedia, para o TEOT, o TARO e o R4: um resumo de coluna do Campbell, capítulo 38, com o que as bancas mais cobram e as questões comentadas de cada assunto.

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Como ler este capítulo

Fundamento

Este resumo é inspirado nos capítulos 38 e 39 do Campbell's Operative Orthopaedics, 14ª edição (2021). As páginas citadas são as impressas.

Quase todas as questões de hérnia de disco são de exame neurológico: dado o achado, qual raiz; dada a raiz, qual disco. Duas regras resolvem a numeração. Na lombar, a hérnia posterolateral pega a raiz que cruza o disco para sair embaixo (L4-L5 pega L5). Na cervical, a raiz sai acima do pedículo, e o disco pega a raiz de número maior (C5-C6 pega C6).

A hérnia lombar

Cobrança confirmada · 9 questões

  • Mais proeminente na 3ª e 4ª décadas (p. 1741). Episódios prévios de dor lombar; crise após flexão.
  • Dor radicular abaixo do joelho, igual ou maior que a lombar; piora sentado, dirigindo, ao tossir; melhora em semi-FOWLER (de lado, quadris e joelhos fletidos). Dor bizarra ou uniforme = ceticismo.
  • LASÈGUE positivo (dor abaixo do joelho); LASÈGUE contralateral = patognomônico; sem LASÈGUE, desconfiar (idosos podem não ter).
  • Cauda equina: dormência e fraqueza nas duas pernas, anestesia perineal, perda esfincteriana: tratar com urgência.
Raízes lombares (Campbell, cap. 39, Boxes 39.2 a 39.4)
Raiz (disco)SensibilidadeForçaReflexo
L4 (L3-L4)coxa posterolateral, joelho anterior, perna medial (zona autônoma: maléolo medial)quadríceps, adutores, tibial anteriorpatelar
L5 (L4-L5)perna anterolateral, dorso do pé, hálux (zona autônoma: 1º espaço dorsal)extensor longo do hálux, glúteo médio, extensores dos dedosem geral nenhum
S1 (L5-S1)maléolo lateral, borda lateral e planta (zona autônoma: dorso do 5º dedo)fibulares, tríceps sural, glúteo máximo (fraqueza incomum)aquileu

A hérnia cervical

Cobrança confirmada · 15 questões

Raízes cervicais (Campbell, cap. 38, Boxes 38.2 a 38.6)
Raiz (disco)SensibilidadeForçaReflexo
C5 (C4-C5)face lateral do braçodeltoide, bícepsbíceps (variável)
C6 (C5-C6)face lateral do antebraço, polegar, indicadorbíceps, extensores radiais do carpobicipital, braquiorradial
C7 (C6-C7)dedo médiotríceps, flexor radial do carpo, extensores dos dedostricipital
C8 (C7-T1)anular, mínimo, borda ulnarinterósseos, flexores dos dedosnenhum
T1 (T1-T2)face medial do cotovelointerósseosnenhum
  • O bíceps é C5 e C6; os extensores radiais longos, C6 e C7: confirmar o nível com imagem.
  • SPURLING: extensão, rotação para o lado afetado e compressão; 95% sensível, 94% específico. Abdução do ombro (mão na cabeça) alivia a dor radicular; se piora em 1 a 2 minutos, pensar em causa distal.
  • Mielopatia: dor mal localizada, formigamento com a extensão (como o LHERMITTE), dormência global das mãos, incoordenação fina; marcha alterada pode ser o primeiro sintoma.

A cirurgia e as complicações

Cobrança confirmada · 2 questões

  • Tabela 39.2: cauda equina 0,2%; tromboflebite 1%; embolia 0,4%; infecção da ferida 2,2%; discite 2%; lesão dural 1,6%; lesão de raiz 0,5% (p. 1753).
  • Lesão dural: fístula liquórica, pseudomeningocele e meningite, mais prováveis na reoperação; numa série de 1.326 cirurgias de coluna, 4% de lesões durais, quase todas pela via posterior.

Estude este capítulo com as questões. As questões citadas acima são de provas reais do acervo; resolvê-las, ver o gabarito da banca e o comentário de cada alternativa é na plataforma. No leitor do Orto Questões o mesmo resumo tem marcações, notas e as questões no meio do texto.

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