Na hérnia de disco cervical com compressão medular, os sinais clínicos mais precoces são
- o clônus sustentado e reflexos hiperativos.
- a perda da propriocepção e sensibilidade térmica.
- a perda de força nos membros inferiores e de equilíbrio.
- o reflexo de BABINSKI e perda de força nos membros inferiores.
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Conceito-chave
A mielopatia cervical costuma ser silenciosa no começo. O paciente não reclama de fraqueza; ele diz que a letra piorou, que está difícil abotoar a camisa, que tropeça mais. Quem a descobre cedo é quem examina os reflexos.
A explicação está no papel da medula. Além de levar comandos, ela mantém um freio permanente sobre os reflexos dos segmentos de baixo. Uma compressão discreta já é suficiente para soltar esse freio, muito antes de destruir fibras a ponto de tirar força. Por isso os primeiros sinais objetivos são de liberação: reflexos hiperativos abaixo do nível da compressão e clônus sustentado (contrações rítmicas que não param quando se estica bruscamente o tornozelo ou a patela). Junto vem o Hoffmann e a perda de destreza fina nas mãos.
Com a progressão aparecem as manifestações mais grosseiras: a marcha de base alargada e insegura, o Babinski, a perda da propriocepção (o paciente não sabe onde estão os pés sem olhar), a fraqueza nas pernas e, por último, o comprometimento da bexiga.
Isso importa porque a mielopatia tende a piorar em degraus e o que se perde nem sempre volta. A escala usada para medir a gravidade é a mJOA, da associação japonesa de ortopedia: mielopatia moderada ou grave tem indicação de cirurgia de descompressão, e quanto mais cedo, maior a chance de preservar função.
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