Na avaliação da doença discal degenerativa lombar, a RNM pode estar alterada em
- 60% dos pacientes com 60 anos ou mais.
- 70% dos pacientes com 40 anos ou mais.
- 80% dos pacientes com 70 anos ou mais.
- 100% dos pacientes com 50 anos ou mais.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Esta questão carrega uma das lições mais úteis de toda a ortopedia de coluna: a ressonância de quase todo adulto mais velho está "alterada", e isso não quer dizer que ele esteja doente.
A ideia veio de estudos feitos com voluntários sem dor nenhuma. Boden, em 1990, fez ressonância da coluna lombar em pessoas assintomáticas e encontrou hérnias, abaulamentos e discos degenerados numa proporção enorme, especialmente acima dos 60 anos. Uma grande revisão de 2015, de Brinjikji, juntou dezenas de estudos e mostrou que a degeneração do disco aparece em cerca de um terço das pessoas sem dor aos 20 anos e vai subindo com a idade até atingir a grande maioria a partir dos 50 e quase todos aos 80. Abaulamentos, fissuras no anel do disco e artrose das facetas seguem a mesma curva.
A banca escolheu o número extremo, praticamente 100% a partir dos 50 anos. Os estudos mostram valores um pouco menores nessa faixa, mas a mensagem é a mesma: depois dos 50, encontrar desgaste na ressonância é a regra.
Por que isso importa? Porque o paciente com lombalgia comum, sem sinais de alarme, não precisa de ressonância. E, quando ela é feita, o achado só tem valor se combinar com a clínica: uma hérnia em L5-S1 do lado esquerdo explica uma ciática à esquerda no território de S1, mas não explica uma dor lombar difusa. Operar a imagem em vez do paciente é uma das causas mais conhecidas de mau resultado em cirurgia de coluna.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo