O paciente portador de hérnia de disco lombar com compressão da raiz S1 apresenta
- alteração sensitiva na borda medial da perna.
- reflexo patelar diminuído ou abolido.
- alteração motora do tríceps sural.
- marcha escarvante e pé caído.
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Conceito-chave
A hérnia de disco lombar típica é posterolateral, e ela comprime a raiz que está passando por aquele nível, não a que está saindo. Assim, a hérnia L5-S1 comprime a raiz S1, e a hérnia L4-L5 comprime a L5. Saber o que cada raiz faz permite descobrir o nível só com o exame físico.
A raiz S1 é responsável principalmente pela flexão plantar do tornozelo, feita pelo tríceps sural (gastrocnêmio e sóleo). O teste mais sensível é pedir para o paciente ficar na ponta de um pé só, várias vezes seguidas: com S1 comprometida, ele cansa ou não consegue. S1 também ajuda na eversão do pé (fibulares) e na extensão do quadril (glúteo máximo). O reflexo correspondente é o aquileu, que fica diminuído ou abolido. A sensibilidade alterada fica na borda lateral do pé, na planta e no quinto dedo.
Para as raízes vizinhas, a lógica se repete. L4 dá a sensibilidade da face medial da perna, a força do quadríceps e do tibial anterior, e o reflexo patelar. L5 dá a sensibilidade do dorso do pé e da face lateral da perna e a força do extensor longo do hálux, sem reflexo próprio confiável.
O pé caído, com marcha escarvante (a pessoa levanta muito o joelho para o pé não arrastar no chão), é falha da dorsiflexão. Vem de L5 ou L4, ou de lesão do nervo fibular comum no joelho. Não é sinal de S1.
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