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Questão de Estadiamento, biópsia e margens (OrtoQuestões Simulados)

Tumores ósseos e de partes molesEstadiamento, biópsia e margensOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a quimioterapia neoadjuvante no osteossarcoma, segundo o Campbell, é correto afirmar:

  1. provou vantagem de sobrevida sobre a quimioterapia adjuvante em estudos comparativos
  2. é indicada porque a maioria dos osteossarcomas localizados é curada só com a cirurgia
  3. dispensa a margem ampla quando a necrose tumoral passa de 90%
  4. permite medir a necrose tumoral na peça, um dos indicadores prognósticos mais valiosos, e pode reduzir o tumor, facilitando a preservação do membro
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Gabarito: D · permite medir a necrose tumoral na peça, um dos indicadores prognósticos mais valiosos, e pode reduzir o tumor, facilitando a preservação do membro

Conceito-chave

Antes da quimioterapia, o osteossarcoma era tratado com amputação imediata, ampla ou radical. O controle local era bom, e mesmo assim 80% dos pacientes morriam de metástase, inclusive os que não tinham metástase visível no diagnóstico. O Campbell tira daí a conclusão que mudou o tratamento: 80% dos osteossarcomas aparentemente localizados já têm micrometástases na apresentação (cap. 24, p. 900). Hoje, com os protocolos modernos, a sobrevida em 5 anos é de cerca de 70%.

Adjuvante e neoadjuvante. Adjuvante é a quimioterapia depois da cirurgia, para tratar as micrometástases presumidas. Neoadjuvante é a dada antes da ressecção do primário. O livro é honesto: nenhum estudo provou vantagem de sobrevida pelo momento da quimioterapia. Mas a neoadjuvante tem vantagens teóricas:

  • costuma reduzir o tumor primário, facilitando a preservação do membro (MALAWER operou com preservação 9 de 12 lesões antes consideradas irressecáveis);
  • permite avaliar na peça a porcentagem de necrose tumoral, um dos indicadores prognósticos mais valiosos, e mudar o esquema nos maus respondedores;
  • pode diminuir a disseminação de células no ato cirúrgico;
  • começa logo, tratando as micrometástases o mais cedo possível.

Na prática. A maioria dos oncologistas ortopédicos prefere a quimioterapia pré-operatória, com a cirurgia 3 a 4 semanas após a última dose e o reinício 2 semanas depois da cirurgia, se a ferida cicatrizou (p. 901).

A margem continua mandando. Na sobrevida, o aspecto técnico mais importante da cirurgia é obter margem ampla, seja por amputação, seja por ressecção local (p. 902). A quimioterapia não substitui a margem.

Por que esta questão foi criada. O TARO 2024 descreveu um osteossarcoma e pediu a sequência do tratamento. Esta treina o porquê dessa sequência.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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