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Questão de Estadiamento, biópsia e margens (OrtoQuestões Simulados)

Tumores ósseos e de partes molesEstadiamento, biópsia e margensOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na biópsia aberta de uma lesão suspeita de sarcoma na metáfise distal do fêmur, segundo o Campbell, é conduta correta:

  1. incisão longitudinal através de um único compartimento muscular; janela óssea redonda ou oval tamponada com pouco metilmetacrilato; dreno, se usado, saindo em linha com a incisão
  2. incisão transversa para melhor cicatriz, passando pelo plano intermuscular para não lesar músculo
  3. exsanguinação do membro com faixa de ESMARCH antes de insuflar o garrote
  4. janela óssea retangular grande, para obter mais tecido, sem preencher o orifício
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Gabarito: A · incisão longitudinal através de um único compartimento muscular; janela óssea redonda ou oval tamponada com pouco metilmetacrilato; dreno, se usado, saindo em linha com a incisão

Conceito-chave

A frase que resume este assunto está no próprio Campbell: a biópsia deve ser planejada com o mesmo cuidado do procedimento definitivo. O motivo é simples e brutal: todo o trajeto da biópsia fica contaminado por células tumorais, com agulha ou a céu aberto, e terá de ser retirado em bloco junto com o tumor na cirurgia definitiva (cap. 24, p. 896).

O que deu errado no passado. MANKIN, em 1982, encontrou 18,2% de erros diagnósticos graves, 10,3% de amostras ruins e 17,3% de complicações da ferida nas biópsias de sarcomas; o plano ideal teve de mudar em 18,2%, com amputações desnecessárias em 4,5%. Os erros eram três a cinco vezes mais frequentes quando a biópsia era feita fora do centro de tratamento. Dez anos depois, o estudo repetido deu o mesmo resultado. Daí a regra: diante de suspeita de sarcoma primário, encaminhar antes de biopsiar.

Cada detalhe técnico protege a ressecção futura.

  • Incisão longitudinal. As transversas são extremamente difíceis ou impossíveis de retirar junto com a peça (Fig. 24.7).
  • Um único compartimento muscular, sem abrir plano intermuscular, e longe dos feixes neurovasculares.
  • Garrote: pode-se elevar o membro antes de insuflar, mas nunca exsanguinar por compressão, para não "espremer" células tumorais para a circulação.
  • Amostrar a extensão de partes moles da lesão óssea, onde está o tumor mais viável, e mandar congelação para garantir tecido diagnóstico.
  • Janela óssea redonda ou oval, que concentra menos tensão e evita a fratura que poderia impedir a preservação do membro (Fig. 24.8).
  • Tampar o orifício com metilmetacrilato para limitar o hematoma, usando o mínimo, porque cimento demais empurra o tumor pelo canal.
  • Soltar o garrote e fazer hemostasia meticulosa antes de fechar: o hematoma também estaria contaminado.
  • Dreno, se usado, sai em linha com a incisão, para que o trajeto também seja ressecado. Fechamento firme em camadas, sem pontos de retenção largos.

Por que esta questão foi criada. TARO e TEOT perguntam esses detalhes isoladamente (a incisão, a exsanguinação, o cimento, o formato do furo). Esta reúne todos num caso.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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