Na metástase óssea solitária de carcinoma de células renais, a conduta associada a maior sobrevida câncer-específica e o momento recomendado para a embolização pré-operatória são, respectivamente,
- a haste intramedular bloqueada seguida de radioterapia; 1 semana antes da cirurgia.
- a haste intramedular bloqueada seguida de radioterapia; 24 a 36 horas antes da cirurgia.
- a ressecção completa da metástase (metastasectomia); 24 a 36 horas antes da cirurgia.
- a ressecção completa da metástase (metastasectomia); 1 semana antes da cirurgia.
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Conceito-chave
Um tumor que pede ressecção. O Rockwood (capítulo 25, Operative Treatment) destaca o carcinoma de células renais como exceção à lógica paliativa: ele deve ser amplamente ressecado quando possível. Além de tender a ser radiorresistente, vários autores mostraram melhor sobrevida câncer-específica com metastasectomia completa: 4,8 anos contra 1,3 ano. A banca já cobrou que a ressecção com margem ampla de uma metástase isolada é indicada no carcinoma renal (TARO 2014).
Quando não dá para ressecar. Adjuvantes cirúrgicos ajudam nos tumores resistentes a quimioterapia e radioterapia: curetagem, broca de alta rotação e cimentação reduzem significativamente a carga tumoral; coagulação com argônio e lavagem com peróxido de hidrogênio ampliam a margem. Em geral, faz-se radioterapia pós-operatória para a doença residual; após ressecção completa com margens negativas e artroplastia, ela pode ser dispensável.
O problema do sangramento. Metástases hipervasculares (mieloma múltiplo, tireoide e rim) podem causar hemorragia intraoperatória com risco de vida, até ao abrir ou brocar o canal. Medidas:
- garrote quando possível (muitas vezes a localização impede);
- embolização pré-operatória 36 a 24 horas antes da cirurgia;
- evitar biópsia aberta em lesões esperadas de tireoide, mieloma e rim;
- avaliar a função renal e hidratar no intraoperatório, porque o rim pode já estar comprometido.
Por que não embolizar muito antes. A janela curta aproveita o efeito da embolização antes que a circulação colateral revascularize o tumor.
Controvérsias. O estudo que recomendou ressecar a metástase solitária renal é anterior à PET, que encontra focos pequenos; muitos "solitários" teriam outras lesões. Ainda assim, paciente com metástase solitária de qualquer origem, livre de doença há anos, pode ser candidato à ressecção. Rim e carcinoma folicular de tireoide são os tumores que mais produzem metástase isolada anos após o tratamento do primário.
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