Para indicar a estabilização cirúrgica de uma fratura patológica ou iminente por metástase, a expectativa de vida mínima recomendada no membro inferior e no membro superior é, respectivamente, de
- 3 meses e 4 semanas.
- 6 meses e 3 meses.
- 4 semanas e 6 meses.
- 4 semanas e 3 meses.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A decisão é individual. O Rockwood (capítulo 25, Prophylactic Fixation) lembra que operar uma fratura iminente ou completa por metástase é decisão multifatorial: expectativa de vida, intensidade da dor, comorbidades, extensão da doença, histologia e tratamentos oncológicos previstos.
Objetivos da cirurgia. Aliviar a dor, reduzir o uso de opioides, restaurar a estabilidade esquelética e recuperar a independência funcional. A reconstrução deve permitir carga imediata e durar mais que a expectativa de vida do paciente.
Os limites de expectativa de vida.
| Segmento | Expectativa de vida mínima |
|---|---|
| membro inferior | mais de 4 semanas |
| membro superior | mais de 3 meses |
Por que o membro inferior tem limite tão curto. Mesmo que o paciente não volte a andar, a estabilização do membro inferior melhora as transferências, a independência e a higiene; uma fratura de fêmur não tratada confina o paciente ao leito, o que o capítulo descreve como devastador do ponto de vista médico e psicológico. O membro superior pode ser tratado com órtese funcional, tipoia ou tala com bons resultados, e por isso exige expectativa maior para justificar a cirurgia.
Limites da previsão. Determinar o prognóstico com precisão nem sempre é possível; a decisão deve ser discutida com a equipe multidisciplinar, o paciente e a família.
Cuidados no centro cirúrgico. O risco de fratura é maior durante posicionamento, antissepsia e colocação dos campos; anestesiado, o paciente não protege o membro.
Por que operar antes de fraturar. Pacientes com fixação profilática têm internação mais curta (em média 2 dias), mais altas para casa (40%), menos dor e alívio mais imediato, cirurgia mais rápida e simples, menos sangramento e transfusão, retorno mais rápido à função prévia, melhor sobrevida e menos complicações do implante. A estabilização eletiva também permite coordenar o tratamento clínico, a radioterapia e a cirurgia.
Tratamento não operatório. Indicado para quem não é candidato à cirurgia: expectativa de vida limitada, comorbidades graves, lesões pequenas ou tumores radiossensíveis. A órtese funciona bem no úmero diafisário, antebraço e às vezes na tíbia; úmero proximal com tipoia, úmero distal com tala posterior.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo