Na hipercalcemia da malignidade, o carcinoma que pode causá-la mesmo sem metástases ósseas e o prognóstico associado são, respectivamente,
- o de próstata; cerca de 60% dos pacientes sobrevivem menos de 3 meses.
- o de pulmão, por proteína semelhante ao paratormônio; cerca de 60% dos pacientes sobrevivem menos de 3 meses.
- o de pulmão, por proteína semelhante ao paratormônio; cerca de 60% dos pacientes estão vivos em 1 ano.
- o de próstata; cerca de 60% dos pacientes estão vivos em 1 ano.
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Conceito-chave
Frequência. O Rockwood (capítulo 25, Laboratory Studies) relata que cerca de 40% dos casos de hipercalcemia nos Estados Unidos são hipercalcemia da malignidade, associada aos cânceres que mais metastatizam para o osso: pulmão, mama, rim, próstata e mieloma múltiplo.
Os mecanismos.
| Mecanismo | Exemplo |
|---|---|
| destruição óssea pela metástase (atividade osteoclástica) | mieloma e mama: a hipercalcemia acompanha a extensão das metástases |
| síndrome paraneoplásica | pulmão: proteína semelhante ao paratormônio produzida pelo tumor, sem metástase óssea evidente |
Não há correlação confiável entre a gravidade da hipercalcemia e o grau de doença óssea metastática.
Quadro clínico (Tabela 25-4). Depende do nível e da velocidade de subida do cálcio:
- neurológico: cefaleia, confusão, irritabilidade, visão borrada;
- gastrointestinal: anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação, perda de peso;
- musculoesquelético: fadiga, fraqueza, dor óssea e articular, marcha instável;
- urinário: noctúria, polidipsia, poliúria, infecções urinárias.
Prognóstico. Raramente é o sinal de apresentação do câncer, mas, quando presente, indica mau prognóstico: 60% sobrevivem menos de 3 meses e só 20% estão vivos em 1 ano. Pode ser letal se não tratada.
Tratamento e cirurgia. Geralmente exige internação: hidratação vigorosa e diurese normalizam o cálcio; depois trata-se a causa (o tumor primário ou bisfosfonatos para reduzir a atividade osteoclástica). Distúrbios eletrolíticos e hipercalcemia devem ser corrigidos antes da cirurgia.
Outros achados laboratoriais da doença metastática. Anemia de doença crônica, fosfatase alcalina elevada, hematúria microscópica sugerindo carcinoma renal, eletroforese para mieloma, telopeptídeos N e C como marcadores de reabsorção.
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