Sobre o desempenho do escore de Mirels para prever fratura patológica, é correto afirmar que ele tem
- alta sensibilidade e baixa especificidade, e sua aplicação estrita tende a supertratar lesões do membro superior e subtratar lesões do fêmur.
- alta sensibilidade e baixa especificidade, e sua aplicação estrita tende a subtratar lesões do membro superior e supertratar lesões do fêmur.
- baixa sensibilidade e alta especificidade, e sua aplicação estrita tende a supertratar lesões do membro superior e subtratar lesões do fêmur.
- baixa sensibilidade e alta especificidade, e sua aplicação estrita tende a subtratar lesões do membro superior e supertratar lesões do fêmur.
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Conceito-chave
Validado, mas pouco específico. O Rockwood (capítulo 25) afirma que o escore de Mirels é válido, confiável e reprodutível, mas é altamente sensível (91% ou mais) e pouco específico (35%).
O que isso significa na prática. Damron e colaboradores aplicaram o escore com várias especialidades que tratam fraturas iminentes:
- sensibilidade de 91%, maior que a do julgamento clínico isolado, o que torna o escore útil para afastar a fratura iminente;
- especificidade de 35%: o escore superestima o risco e poderia levar a procedimentos desnecessários em mais de 60% dos pacientes.
O problema do membro superior e do fêmur. Outros autores mostraram que apenas o acometimento cortical axial maior que 30 mm e o acometimento cortical circunferencial maior que 50% predisseram fratura, e que Mirels não foi suficientemente específico. A questão central é a diferença de carga entre os membros: o úmero não suporta peso como o fêmur. Seguir o escore à risca resultaria em supertratamento das lesões do membro superior e subtratamento das lesões do fêmur.
O que o escore não considera. Diagnóstico de base, carga de doença, comorbidades, resposta à radioterapia, prognóstico após o procedimento, expectativa de vida, demanda funcional e osteoporose de base. Por isso deve ser usado como guia, junto com a avaliação da destruição cortical e do estado funcional, com mais peso para a dor mecânica e a localização. O julgamento clínico decide.
Outros critérios. Os critérios clássicos de Harrington (anteriores a Mirels, não validados): destruição cortical maior que 50%, lesão maior que 2,5 cm, avulsão patológica do trocanter menor e dor persistente após irradiação. Métodos de análise de rigidez estrutural por TC também estimam o risco, mas não são de uso rotineiro.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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